3 de agosto, Dia do Capoeirista
Conhecidos pela habilidade corporal, ginga e precisão nos golpes, os capoeiristas são um dos símbolos do Estado da Bahia. Eles, que já foram perseguidos no séc. 19 (quando era crime jogar capoeira), recebem hoje uma justa homenagem. Em 3 de agosto, é comemorado o Dia do Capoeirista, figura marcante da identidade cultural do povo baiano. Ele representa a resistência do povo negro à escravidão.
O turista logo associa o capoeirista à Bahia e não é a toa. A luta e seus golpes vieram da África com os escravos bantos, mas foi aqui no Estado que ela ganhou a configuração que tem hoje. Os dois estilos mais praticados são herança dos Mestres Bimba (Capoeira Regional) e Pastinha (Capoeira de Angola).
Disfarce
Os escravizados inventaram a mistura entre arte marcial e dança, disfarçando a técnica de defesa. Os senhores proibiam a prática de qualquer tipo de luta em suas fazendas, por isso os negros escravizados precisavam dar um ar misterioso à prática, assim como tinha o candomblé. E foi assim que nas capoeiras das matas das fazendas a luta ganhou jeito de coreografia e o som dos atabaques e do berimbau.
Berimbau
Instrumento característico das rodas de capoeira, o berimbau dá o ritmo da luta coreografada que vai começar. Ele é originário de Angola e veio da África junto com negros escravizados, se incorporando à capoeira e instituindo-se como um símbolo da presença africana na Bahia. E foi reconhecendo a importância histórica e cultural do objeto que o vereador Paulo Câmara deu entrada no Projeto de Lei n°369/2013, propondo o tombamento do berimbau como Bem Imaterial de Salvador.
