Mobilidade urbana em Salvador deve ter solução integrada

Paulo Câmara defende uma solução de transportes integrados, com inúmeras opções além do Metrô, a fim de minimizar um dos maiores problemas de Salvador: os constantes engarrafamentos. Aproximar a população do seu local de trabalho também é uma alternativa, segundo o presidente do Legislativo municipal.
“A Prefeitura e o Governo do Estado divulgaram uma nota conjunta informando que houve um consenso sobre a questão do Metrô, que ainda vai ser apreciada pela Câmara Municipal. O Metrô é muito importante para a mobilidade urbana em Salvador. Com o Tramo 1, até Pirajá, voltando ao projeto original de Imbassahy, garantimos tirar 300 ônibus de circulação nessas vias, realocando-os para atender a outras demandas com mais qualidade. Porém, agregado à essa operação do Metrô, temos a obrigação de buscar outras alternativas para a questão da mobilidade urbana. Creio que é necessário trazer a expertise de outras cidades ao redor do planeta nesta questão e adaptar a Salvador”, afirmou.
Soluções como o Bus Rapid Transit (BRT), amplamente adotado em Curitiba e Bogotá, são viáveis em Salvador, segundo o presidente. Recentemente, a Prefeitura inaugurou um corredor exclusivo para ônibus na Avenida Vasco da Gama, uma das principais vias da cidade.
“Na Holanda, grande parte da população se locomove de bicicleta. Aí seriam necessários corredores para fomentar esta prática de transporte diário pelo cidadão. É uma opção sustentável, pois não agride o meio-ambiente, e também saudável para a população. Uma parte da solução simples e barata. Temos que aproveitar o momento e pensar a questão de forma ampla e buscar uma solução multimodal.”, afirmou.
O vereador também avalia que fomentar campanhas para a carona solidária também contribui para diminuir o número de veículos transitando diariamente na cidade. O parlamentar acredita que é necessário também reduzir as distâncias entre a residência e o emprego do trabalhador. Neste sentido, ele apresentou o Projeto de Lei (PL 117/2013) que propõe que as empresas contratem pelo menos 20 % da mão-de-obra constituída por trabalhadores que moram na região do estabelecimento.

