Dia Municipal de Louvor à Irmã Dulce demarca a importância do Anjo Bom da Bahia
“Miséria é falta de amor entre os homens”. Esse foi o lema que norteou a vida de Irmã Dulce, que dedicou sua existência à caridade e se tornou o Anjo Bom da Bahia, a Mãe dos Pobres. Hoje, quando se comemora dois anos da beatificação da religiosa, processo que a coloca a um passo de tornar-se santa, também é celebrado o Dia Municipal da Homenagem e Louvor à Beatificação de Irmã Dulce, data instituída pelo Projeto de Lei nº154, de 2011, criado por Paulo Câmara.
“Irmã Dulce teve a coragem de um leão ao defender os desvalidos e a humildade suficiente de pedir por eles. Compensou a sua fragilidade física com força de vontade e obstinação incomparáveis”, avalia Paulo Câmara.
De acordo com Paulo, a ideia de homenagear a beata se deu por conta da grandiosidade de sua obra, que trouxe muitos benefícios para a população de Salvador. “Precisamos sempre trazer à nossa memória o exemplo dessa figura humana exemplar”, complementou.
Comemorações
Para marcar a data, hoje, às 16h, acontece uma celebração no Santuário de Irmã Dulce, Largo de Roma. Já no domingo (26), dia em que a freira completaria 99 anos, será realizada uma missa solene. O evento acontece no mesmo local, às 17h.
História
Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador. Desde os treze anos de idade, ela começou a ajudar mendigos, enfermos e desvalidos. Nessa mesma idade, foi recusada pelo Convento do Desterro por ser jovem demais, voltando a estudar.
Aos 19 anos ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição (Smic), em Sergipe. No mesmo ano, recebe o hábito e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce. Após seis meses de noviciado, tomou o hábito de freira. Desde então, dedicou toda a sua vida à caridade.
Começou sua obra ocupando um barracão abandonado para abrigar mendigos. Morreu em seu quarto, aos 77 anos , no Convento de Santo Antônio, em 1992.
Legado
O principal legado de Irmã Dulce para a população baiana são as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), formada por 17 núcleos de atendimentos, a exemplo do Hospital Santo Antônio, cuja história se confunde com o nascimento da própria instituição.
Criado da improvisação do galinheiro do convento, como albergue para 70 doentes, o Hospital Santo Antônio tornou-se referência na assistência à população carente. A unidade registra uma média de 14 mil atendimentos e cerca de 12 mil cirurgias por ano, sendo considerado um dos mais bem equipados da Bahia.
Já o Centro Educacional Santo Antônio – CESA, criado em 1964, em Simões Filho, abriga crianças de 3 a 17 anos, oferecendo educação infantil em tempo integral. Tem sua sustentabilidade baseada na fabricação dos produtos Dulce Natura, onde muitos jovens egressos do CESA iniciam sua vida profissional.
Nesse Centro, a filosofia do atendimento integral de crianças e jovens em situação de pobreza inclui o esforço pela inclusão, baseada em oportunidades reais de crescimento intelectual e também de aprendizado profissional. Saiba mais sobre a vida e obra de Irmã Dulce no site www.irmadulce.org.br . A fé é uma chama que nunca se apaga.
