Começa a 5ª Conferência Estadual das Cidades
A partir desta segunda-feira (5), tem início a 5ª Conferência Estadual das Cidades. O evento, que continua até a próxima quinta-feira (8), realizará importantes discussões para os municípios baianos. O objetivo é discutir e elaborar políticas públicas estaduais para a área de desenvolvimento urbano. A participação da sociedade civil é de extrema importância.
O lema da edição deste ano é “Quem muda a cidade somos nós: reforma urbana já!” e os eixos temáticos se referem a políticas de planejamento urbano para os setores de habitação, mobilidade e saneamento básico. O planejamento urbano é importante porque permite o desenvolvimento das cidades, tomando como prioridade a qualidade de vida das pessoas. Assim, evita-se o caos causado pelo crescimento desordenado, como engarrafamentos, poluição e moradias irregulares.
Habitação
O déficit de moradias no Estado da Bahia é de 519,17 mil domicílios, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados do Censo de 2010. Em Salvador, estima-se que 70% das construções do município sejam irregulares. Esses números explicam em parte os frequentes desabamentos e deslizamentos em época de chuva.
Mobilidade
Um dos principais desafios na cidade de Salvador, a mobilidade é um ponto que deve ser discutido com cuidado. Além dos constantes engarrafamentos e dificuldades com o transporte público, é preciso pensar a integração entre os municípios baianos, de forma a facilitar o escoamento de mercadorias e a circulação dentro do Estado.
Saneamento básico
O acesso precário ao saneamento básico é uma das maiores dificuldades enfrentadas pela população baiana. Cerca de 1,6 milhão de domicílios não tem esgotamento sanitário adequado na Bahia. Em Salvador, a cobertura é alta: 97% das casas têm acesso a água potável e o índice de coleta de esgoto é superior a 70%, segundo dados do Instituto Trata Brasil. Porém, o ideal é que esse número alcance os 100%. O déficit em saneamento é responsável por várias doenças, como diarreias, sobrecarregando o já precário Sistema Único de Saúde (SUS).
