Semana Nacional do Trânsito: o perigo dos entorpecentes

A Semana Nacional do Trânsito na Bahia começa nesta terça-feira (17) e abordará o tema “Álcool, outras drogas e a segurança no trânsito: efeitos, responsabilidades e escolhas”. O objetivo é incentivar os cuidados na direção visando diminuir o número de acidentes. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), 30% dos acidentes são causados devido ao consumo de álcool antes de dirigir.
No Brasil, é proibido dirigir sob o efeito de álcool ou drogas ilícitas. A “Lei Seca” (Lei 11.705) considera que dirigir com qualquer quantidade de álcool no sangue ou sob efeito de entorpecentes é infração gravíssima e o condutor está sujeito a ter o veículo e a carteira retidos, ser multado em R$ 957, 70 e perder o direito de dirigir por até doze meses. Se a quantidade de álcool for superior a 0,6 dg o motorista é enquadrado em um crime de trânsito.
Veja alguns motivos para evitar esse tipo de conduta:
ÁLCOOL
Segundo dados da Abramet, não existe uma quantidade segura de álcool para quem dirige. Qualquer quantia de álcool no sangue já é capaz de alterar o comportamento do motorista. Um simulador de direção veicular está instalado no Salvador Shopping durante esta semana. O objeto imita a sensação de dirigir sob efeito do álcool, conscientizando assim os motoristas sobre os perigos no trânsito.
Reflexos – O álcool diminui o tempo de resposta do condutor. Segundo o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, estatísticas norte-americanas mostram que a simples ingestão de dois copos de cerveja pode aumentar o tempo de reação de 0,75 para quase 2 segundos.
Percepção – A ingestão de álcool diminui a percepção da velocidade e dos obstáculos que estão à frente.
Visão – A visão periférica do motorista fica prejudicada.
Sono – Álcool causa sono e fadiga, o que afeta o desempenho do motorista.
Risco – Motoristas embriagados tendem a adotar comportamentos de risco como exagerar na velocidade e não usar cinto de segurança.
MACONHA
Altera as noções de tempo e espaço, o que pode levar o condutor a perder a noção da velocidade, por exemplo. Estudos mostram que mesmo uma baixa concentração de maconha ao ser misturada com álcool causa maior risco de acidente do que o consumo das duas substâncias em separado.
COCAÍNA E ANFETAMINAS
O indivíduo tende a assumir comportamentos de risco, tem a concentração e atenção diminuídas e maior sensibilidade à luz por causa das pupilas dilatadas. Quem consome cocaína também está sujeito a paranoias e alucinações.
OPIÁCEOS
Substâncias opiáceas como a heroína, por exemplo, provocam sedação, indiferença a estímulos externos, aumento do tempo de reação e constrição das pupilas, alterando a sensibilidade à luz.
ALUCINÓGENOS
Produzem alucinações, sonolência e reações psicóticas.
Fontes: Associação Brasileira de Medicina de Trânsito e “Drogas ilícitas e trânsito: problema pouco discutido no Brasil”, Julio de Carvalho Ponce e Vilma Leyton.
