<< Voltar
11 de julho de 2013
Audiência pública debate pauta do Movimento Passe Livre

Audiência pública debate pauta do Movimento Passe Livre

Vereador paulo câmara participa de debate com o movimento passe livre
Mais de 250 pessoas participaram da audiência

Redução da tarifa, municipalização do transporte coletivo, reativação do Conselho Municipal de Transportes, ônibus 24 horas, criação de CPI do metrô, passe livre e abertura da planilha de custos das empresas de ônibus. Esses foram alguns dos tópicos levantados na tarde desta quinta-feira (11), em audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Salvador, com o Movimento Passe Livre (MPL), no Centro de Cultura da Câmara, na Praça Municipal.

Como resultado do encontro, Paulo Câmara informou que na segunda-feira(15) a Câmara vai elaborar um documento oficial sobre os pontos discutidos no debate e encaminhá-los para a Prefeitura e Governo do Estado. Além disso, na próxima terça-feira, dia 16, durante reunião de líderes, a Casa fará um levantamento dos 70 projetos de mobilidade urbana que tramitam na casa, para avaliar quais deverão ir logo para votação em plenário.

Paulo Câmara presidiu a Mesa, que contou com representantes da Prefeitura, OAB, Defensoria Pública, Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), além de sete representantes do MPL.

A defensora pública Fabiana Miranda disse que a Defensoria tem como finalidade garantir e assegurar os direitos sociais , que contempla o direito à saúde e a mobilidade.

Representando a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, do Governo do Estado, Adélia Andrade, propôs uma reunião com o movimento para falar especificamente sobre o metrô.

Já Eduardo Rodrigues Souza, representante da OAB, salientou que a entidade está disposta a ajudar a intermediar as discussões. “A OAB É defensora da liberdade de expressão e dos direitos humanos, por isso montou uma comissão para averiguar qualquer excesso cometido durante as manifestações do MPL em Salvador”.

Marcos Cordeiro, membro do movimento, afirmou que “é um absurdo Salvador não ter transporte 24 horas. Temos que observar as planilhas. E as demandas expostas na carta são apenas uma parte do que queremos atingir: tarifa 0”.

Em contrapartida, o representante da Prefeitura, Luís Antônio Galvão, sub-chefe de Gabinete do prefeito, argumentou que Salvador foi uma das poucas capitais onde não houve aumento da passagem de ônibus e que esse é o momento de ouvir os manifestantes e levar as demandas para o Executivo.

O auditório do Centro de Cultura da Câmara ficou lotado. Cerca de 270 pessoas participaram da atividade. A Casa Legislativa também disponibilizou um telão no pátio do local, para que todos pudessem acompanhar a audiência. Além dos membros da mesa, vereadores e demais participantes do movimento tiveram direito a discursar, por 5 minutos, debatendo assim a pauta de reivindicações.