Borracharias que frisam pneus podem ser fechadas

A frisagem de pneus é uma ação muito perigosa, que consiste na adulteração de pneus carecas, através da criação de novos sulcos – em cima das marcas originais quase apagadas – e também é uma realidade em Salvador. Por ser tão perigoso para o condutor do veículo e para os pedestres, o ato de frisar ou ‘riscar pneus’ já é proibido pelo Código Brasileiro de Trânsito.
Diante desta realidade, o vereador Paulo Câmara apresentou Projeto de Lei (PL 29/ 2013) que prevê a cassação do alvará de funcionamento em locais onde for comprovada esta prática. A fiscalização e a cassação serão realizadas pela Prefeitura de Salvador.
“O processo diminui a espessura original do pneu, deixando-o mais frágil, podendo estourar ou alterar a estabilidade do veículo. Com este projeto, os estabelecimentos que forem flagrados promovendo esta prática, terão pena máxima, o fechamento do seu negócio”, afirmou Paulo Câmara.
Segundo o parlamentar, “não podemos mais ser permissivos com essa prática perigosa e rotineira, desenvolvida por algumas borracharias de nossa cidade”.
Repercussão nacional
A prática é tão perigosa para a segurança do trânsito que foi motivo de recente matéria veiculada no Programa Fantástico, da Rede Globo. Segundo o site da revista eletrônica, a proposta é tentadora, pois em quinze minutos um pneu careca “ganha cara de novo”.
Mas é só a aparência e muitas vezes o intuito é tentar enganar a Polícia Rodoviária Federal. E o pior é que as consequências podem ser fatais.
O site do Fantástico também informa que um acidente no início de dezembro matou quatro pessoas de uma mesma família em Almirante Tamandaré do Sul, no interior do Rio Grande do Sul. O veículo invadiu a pista contrária numa curva e bateu em um caminhão. Na ocasião, um engenheiro mecânico examinou os pneus. “Existem alguns vestígios segundo os quais este pneu pode ter sido ressulcado. Porque ele está no final da vida útil dele, porém existe algum sulco ainda muito aparente”, explicou Ênio Ferreira.
Portanto, Paulo Câmara explica que “lutarei junto a meus colegas pela aprovação deste projeto. Também peço aos clientes que pensam em insistir nesta prática, afinal só há oferta com demanda, que reflitam se vale a pena economizar e arriscar a vida da sua família e de passageiros de outros veículos”.
