Dia Mundial da Alfabetização
O Dia Mundial da Alfabetização é comemorado no dia 8 de setembro. A data foi criada em 1967 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de estimular a alfabetização nos países. No Brasil, existe um dia similar desde o ano de 1930 e comemora-se em 14 de novembro. A alfabetização, no seu sentido prático, é o domínio adquirido da leitura e da escrita. Seguindo o curso escolar natural, as crianças são alfabetizadas por volta dos seis anos. Os métodos de ensino mais utilizados nesse processo carregam os nomes dos seus precursores. Tem-se como exemplos Jean Piaget, Montessori, e Paulo Freire.
Entretanto, apesar de estar alfabetizado confere ao indivíduo a capacidade de decodificar os sinais do alfabeto de modo a formar sílabas, palavras e frases e construir um sentido a partir delas, esse é só o passo inicial. Contudo, a alfabetização no seu sentido pleno é um processo mais complexo. Além de leitura e escrita, também comporta a capacidade de interpretação, compreensão, produção de sentido e de conhecimento. É o que se chama de letramento.
Analfabetismo funcional
Quando, apesar de saber ler – no sentido de identificar as letras e palavras – e reconhecer números, o indivíduo não consegue interpretar e extrair informações acerca da leitura e nem realizar operações matemáticas, ele é considerado analfabeto funcional – não saber de fato ler e escrever é chamado de analfabetismo absoluto. Existem vários níveis de analfabetismo funcional, que é um grande problema nas escolas brasileiras devido à precariedade do ensino. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 18,3% da sua população composta por analfabetos funcionais. Para o órgão, entram nessa categoria todas as pessoas de 15 anos ou mais com menos de 4 anos de estudo completo sobre o total da população da mesma faixa etária.
Cidadania
Muito educadores afirmam que a alfabetização, mais do que ler e escrever, é um modo de inclusão do indivíduo na sociedade, já que é através dos códigos da linguagem que ele poderá interagir de forma plena com o ambiente que o rodeia. Um deles foi o pedagogo Paulo Freire, que sempre defendeu a alfabetização como uma ferramenta de transformação. Para Freire, alfabetizar era uma forma de criar uma sociedade mais igualitária.
