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9 de abril de 2013
“Diga não ao Cerol”: empine essa ideia

“Diga não ao Cerol”: empine essa ideia

Paulo Câmara criou projeto de lei para proibir  uso e comercialização de cerol
Cerol é o nome dado para a mistura de cola de madeira com pó de vidro

Férias é sinônimo de diversão para a garotada. Neste período, meninos e meninas aproveitam o vento forte e colorem o céu de Salvador com pipas, papagaios e arraias. Seja da laje, da rua, do parque ou da praia, a brincadeira contagia todas as classes sociais. O perigo reside no fato de que muitas pipas são presas por linhas com cerol (mistura de pó de vidro e cola de madeira), substância extremamente cortante. Em Salvador, essas linhas são conhecidas como “temperadas”.

A cola serve como aglomerante e o pó de vidro como abrasivo. O resultado é uma linha com alto poder de corte, que pode trazer riscos para quem aplica, assim como para quem está passando pelo local onde a pipa está sendo empinada. Por isso a linha com cerol é responsável por inúmeros acidentes graves no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de Motociclistas (Abram), os motociclistas são as principais vítimas das linhas cortantes, através do contato da linha com o pescoço. Mas ciclistas, pássaros, pedestres, paraquedistas e skatistas também são alvos desta mistura.

Diante deste cenário, Paulo Câmara deu entrada em um projeto de lei (PL 165/13) que proíbe a venda comercial, bem como o uso da linha chilena de óxido de alumínio, silício e cerol. Alguns municípios brasileiros já proíbem esta venda. O assunto é tão grave que existe um movimento nacional denominado “Cerol Não” (www.cerol.com.br), cujo objetivo é conscientizar a população sobre os riscos da linha “temperada”.

Paulo acredita que a Câmara não deve mais permitir esta comercialização, que prejudica o meio ambiente (morte de pássaros) e a população soteropolitana. A Constituição Federal proclama o direito à vida e cabe ao Estado assegurá-lo.