Paulo Câmara cobra esclarecimentos sobre denúncias de corrupção na Saúde do estado
Em pronunciamento remoto durante sessão da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta segunda-feira (21), o deputado Paulo Câmara (PSDB) reforçou as críticas que vem fazendo ao governo estadual diante de sucessivas denúncias envolvendo órgãos da administração e cobrou um posicionamento tanto da situação quanto da oposição.
“Estamos assistindo a sucessivas denúncias de fraudes e corrupção por parte de órgãos e servidores do estado e o que vemos é um silêncio ensurdecedor do governo do estado, da bancada da situação e também da oposição. Cadê a comissão de Saúde desta Casa? Ninguém se pronuncia, isso me incomoda”, criticou o deputado.
Paulo Câmara se referiu à Operação Metástase, que investiga um esquema de desvio de recursos da Saúde destinados ao combate à Covid-19 e fraude em licitação no Hospital Regional de Juazeiro e que resultou na prisão, no último dia 18, da ex-diretora da Rede Própria Sob Gestão Indireta (DIRP-GI) da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), Viviane Chicourel. “Quem é esta senhora, quem a indicou”, questionou Paulo Câmara durante a sessão.
Desde junho, o parlamentar tem sido uma voz única na Alba ao pedir explicações ao governo do estado sobre os desdobramentos da Operação Ragnarok, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para investigar as denúncias de fraudes na contratação de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste junto à empresa Hempcare, no valor de R$ 48,7 milhões, cujos equipamentos nunca foram entregues. O caso está sob investigação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ainda resultou na demissão do então secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.
“Quero mais uma vez demonstrar a minha indignação diante desses casos graves de denúncia de corrupção, todos ligados à verbas da Covid-19, e do silêncio de todos os lados. Não podemos assistir às recorrentes notícias publicadas pela imprensa baiana e fazer de conta que nada está acontecendo. A população merece esclarecimentos para que os fatos sejam devidamente apurados e os culpados punidos”, concluiu Paulo Câmara.
