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7 de dezembro de 2021
Paulo Câmara critica falta de infraestrutura no aeroporto de Teixeira de Freitas após Azul anunciar suspensão de voos

Paulo Câmara critica falta de infraestrutura no aeroporto de Teixeira de Freitas após Azul anunciar suspensão de voos

Após a companhia aérea Azul anunciar a suspensão de voos para Teixeira de Freitas a partir de março de 2022, por falta de infraestrutura no aeroporto, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) criticou o descaso das autoridades estaduais e à administração aeroportuária.

“Isso é uma vergonha para nosso estado. Uma empresa com o nome de São Francisco que administra aquele aeroporto, que até outrora recebia voos diretos Salvador-Teixeira de Freitas, hoje não dá condições de pouso por falta de instrumentos. E essa empresa que administra o aeroporto tem licença da Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia), não dá nenhuma satisfação. Se for para fazer um novo aeroporto em Caravelas, que seja muito bem-vindo, é uma região que também merece, mas desfazer de um equipamento daquele, que até pouco mais de seis meses estava plenamente útil, é um verdadeiro descaso a uma região que é umas das mais promissoras do nosso estado”, destacou o deputado.

“Essa é a marca do PT na Bahia. Não é possível ter uma situação dessas e a Agerba sequer se pronunciar”, finalizou.

Explicação da Azul
De acordo com a Azul, o aeroporto não está dispondo de dois importantes instrumentos de auxílio à navegação aérea, que embora não comprometam a segurança do voo, pode impactar a operação em caso de mau tempo, como o IFR-IMC, procedimento que permite a operação dos voos mesmo em condições meteorológicas adversas, e o PAPI, sistema de luzes que provê auxílio visual da cabeceira da pista do aeroporto.

“Com a ausência desses instrumentos, a Azul sofre com a regularidade de seus voos, se vendo obrigada a alternar ou cancelar operações em Teixeira de Freitas todas as vezes em que condições meteorológicas adversas são registradas na cidade. A decisão de suspender a venda de voos a partir do ano que vem é uma maneira de a empresa solicitar as autoridades locais e à administração aeroportuária a adequação e certificação do aeroporto junto à Anac, possibilitando a manutenção das operações na cidade”, explicou a companhia.