Paulo Câmara diz que quer ser vice-líder da oposição na AL-BA

Novato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) revelou, na manhã desta sexta-feira (1º), que quer ser vice-líder da oposição na Casa.

“Eu pleiteio ser o vice-líder da minoria”, admitiu, em entrevista ao Bahia Notícias, durante a posse dos parlamentares. A bancada já definiu que Targino Machado (DEM) será o chefe da minoria na Casa, mas o vice ainda não há decisão (veja aqui).

Paulo Câmara prometeu ainda fazer uma “oposição responsável” e minimizou o fato de a oposição reduzir a bancada da AL-BA. “Ter uma menor quantidade não quer dizer uma menor qualidade. Espero muito de nós aqui hoje. As pessoas estão muito atentas hoje. A eleição foi uma prova de fogo. Tenho certeza que quem está lá fora vai fiscalizar”, pontuou.

Fonte: Bahia Notícias.

Foto: Lucas Ferraz, Bahia Notícias.

Etapa do Campeonato de LoL em Salvador acontece em setembro

A ideia é sediar um campeonato de League of Legends em duas etapas, online e presencial, e a segunda será no auditório do Senai/Cimatec.

Camila Freitas e Victória Valentina*

O segundo e último dia do Gamepólitan Bahia trouxe uma surpresa para o público geek baiano. O projeto ‘’Salvador 360: DESAFIO LNE – A prefeitura no e-Sports’’ propõe um campeonato inédito na cidade de Salvador que pretende fazer do Nordeste um centro de referência nos esportes eletrônicos.

A ideia é sediar um campeonato de League of Legends em duas etapas, online e presencial, e a segunda será no auditório do Senai/Cimatec nos dias 15 e 16 de setembro. Além da etapa final do jogo, terão áreas de atividades de games e realidade virtual.

O vereador Paulo Câmara veio até o GP2018 apresentar o projeto e conversou com o público ao lado de Roberto Dias Abbehusen Neto, presidente da Liga Nordeste de Esportes Eletrônicos. Ambos afirmaram ter afinidade com o universo de e-Sports, e o vereador pretende fazer de Salvador a capital oficial dos esportes eletrônios do Nordeste.

‘’Assim como o futebol revela talentos de comunidades carentes, o jogo eletrônico vai dar oportunidade a muitas pessoas que têm talento, e nossa obrigação como poder público é descobrir esses talentos e dar oportunidade’’, concluiu o vereador.

* Camila Freitas, estudante de Jornalismo da Unijorge e monitora do Nuprac – Núcleo de práticas comunicacionais e audiovisuais. Victória Valentina, estudante de Jornalismo na Unijorge e estagiária voluntária da Rádio JA – Núcleo de experimentos em conteúdos radiofônicos da Unijorge

Matéria e fotografia do iBahia, publicada em 30/07/2018.
Link: https://www.ibahia.com/detalhe/noticia/etapa-do-campeonato-de-lol-em-salvador-acontece-em-setembro/

Bahia Notícias – Entrevista

Segunda, 24 de Outubro de 2016 – 11:00

Paulo Câmara

por Luana Ribeiro / Rebeca Menezes | Fotos: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

Paulo Câmara

Fotos: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, negou que tenha recebido reclamações sobre ter “monopolizado” o tempo de TV destinado ao PSDB nas eleições deste ano. Segundo o vereador reeleito, o seu tempo foi o mesmo que teve em 2012. “Se alguém se sentiu preterido, primeiro tem que procurar o presidente do partido. Eu não escuto através de telefone sem fio, de recadinho. Eu sou pessoa que olha no olho. Se alguém se sentiu incomodado devia ter me procurado. Até então todo mundo foi contemplado, todo mundo saiu muito bem na TV e não tem do que reclamar”, disse o presidente municipal da legenda. Em entrevista ao Bahia Notícias, Câmara fala ainda sobre a legislatura, faz um balanço de seu mandato à frente da presidência da Casa e cita quais serão os desafios para quem assumir o cargo em 2017 – tergiversando, novamente, sobre uma possível tentativa de se reeleger para a vaga. A entrevista traz ainda uma avaliação do tucano sobre as votações sobre IPTU [Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana], PDDU [Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano] e a Louos [Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo] e afirma quais serão os impactos da uma bancada de governo ainda maior para os próximos quatro anos.
Qual é sua avaliação do seu último mandato como presidente da Câmara de Salvador e como vereador?
Como presidente, a gente procurou sempre trazer para cá a transparência da Casa, resgatar a imagem da Casa. Eu participei da legislatura passada, em que quase 84% da população não reconhecia a legitimidade da Câmara Municipal de Salvador. E eu tenho orgulho de participar dessa legislatura, que é diferenciada, em que eu tive a oportunidade de conviver com dois ícones da política: o ex-governador Waldir Pires e o ex-prefeito Edivaldo Brito, que tiveram um gesto de desprendimento com a nossa cidade e voltaram para o primeiro cargo da vida pública. Então esse é o reconhecimento. A gente tem que aproveitar esse momento que a cidade vive. Salvador passava por um momento muito difícil. Então a Câmara Municipal buscou compreender esse momento e foi isso que aconteceu. Os 43 vereadores estavam imbuídos neste processo, neste mesmo sentimento de que tinha que dar um basta. Não dava mais para a Câmara ficar omissa, para não participar, para não opinar nos assuntos importantes da cidade. Então houve participação, debate, Câmara aberta, todos os projetos do Executivo receberam emendas do Legislativo, principalmente por parte da oposição. Houve também projetos de mobilização dos vereadores, que muitos criticavam que só votava projetos do Executivo. Nós quebramos todos os recordes nesse sentido. E na parte administrativa, ter transparência para que as pessoas pudessem acompanhar de perto o serviço administrativo da Casa. Implementamos aplicativos para smartphones; a maior devolução de recursos da história, quase R$ 16 milhões, provando que dá pra fazer tudo bem feito e ainda sobrar dinheiro; cortamos 129 cargos comissionados dos gabinetes de vereadores; reduzimos terceirizados; as contas foram aprovadas por unanimidade no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), depois de muito tempo… Além disso, fizemos o auxílio saúde, que era uma reivindicação antiga do servidor público, concedemos os maiores aumentos para servidores entre as câmaras legislativas, sem esquecer o auxílio educação, hoje uma bolsa de quase R$ 600. Como vereador, a minha marca enquanto homem público foi a implementação do voto aberto, projeto que eu criei e implementei. Aquilo me constrangia: fazer uma votação e me esconder atrás da urna. Isso não é digno e a população quer cada vez mais cobrança e transparência. Não adianta estar o site cobrindo, a TV cobrindo, se estamos nos escondendo atrás da urna. Eu acho que esse projeto me lançou em questão de visibilidade para a população. Esse pensamento moderno, que as pessoas esperam do homem público, cada vez mais próximo, transparente, dando sempre satisfação efetivamente ao seu eleitor, aqueles que te colocaram efetivamente no cargo.
Você acha que o PDDU e a Louos foram os debates mais importantes dessa última legislatura?
Nós tivemos três projetos importantes. Primeiro foi a reforma tributária, com aquele aumento do IPTU [Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana], que foi uma polêmica logo no primeiro ano do mandato, mas que se fazia necessário. Graças à aprovação da Câmara, a prefeitura pode reequilibrar o seu caixa e o seu orçamento. Acho que o prefeito foi muito feliz neste momento em que trouxe para si a responsabilidade e decidiu que a prefeitura andaria com as próprias pernas, e foi o que fez. Esse foi o primeiro projeto polêmico e importante para a cidade. Os outros dois projetos mais importantes foram o que eu diria que é a marca dos problemas legislativos, de problemas judiciais, que foram o PDDU [Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano] e a Louos [Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo]. Eu acho que nunca houve um PDDU tão democrático na história da Câmara, eu pelo menos desconheço. E eu acompanho entre o Executivo e o Legislativo desde 1998. O PDDU foi altamente participativo, debateu 170 proposições de emendas de participação popular e de vereador. O projeto que foi aprovado foi o mesmo que foi discutido. Eu acho que o grande avanço da Casa foi a não aceitação de emendas no último momento, mesmo sendo legítimas do vereador, justamente para dar credibilidade. Ganhar ou perder faz parte da democracia. Dizer que não houve participação, que não houve emenda, que não houve transparência? Todo mundo tinha consciência do que estava acontecendo. Foi um processo legítimo e vitorioso, tanto que não teve nenhum problema de insegurança jurídica como aconteceu no passado. Foi uma vitória da Casa e da democracia.
Você elencou várias medidas ao longo do seu mandato como presidente da Casa. Apesar de tantos feitos, quais são os principais desafios para o próximo presidente?
Eu acho que desafio da presidência é você ter uma estrutura física bastante limitada, tanto para os vereadores quanto para aqueles que visitam. Quem vai lá tem um desconforto tremendo. Você não tem uma sala, a estrutura da Casa é antiga. E por ser tombada, você não pode fazer nenhum tipo de reforma que vise desconfigurar aquele contexto histórico local. A gente tinha o desejo de ir ali para o Cine Excelsior, em um primeiro momento, mas não vingou. Então o principal problema é a estrutura física: você atender aos vereadores, a galeria, a imprensa, os convidados. Com relação à parte administrativa, acredito que seja cada vez mais aprimorar no quesito transparência. Nós implantamos o pregão eletrônico pela primeira vez na história da Câmara. Toda licitação que há o Brasil todo pode participar. Tem que cada vez mais aperfeiçoar, atendendo as recomendações do TCM e do TCU [Tribunal de Contas da União]. Fazer uma gestão por meritocracia. Efetivamente, os cargos devem ser ocupados por aqueles funcionários públicos que tenham mérito. O desafio é você verificar na Casa o que se pode propor para que o cidadão possa participar. Acho que isso é um grande desafio para qualquer gestor. Na Casa legislativa, assim como qualquer casa política, sempre dá aquele sentimento de não querer participar por parte da população. Isso é da cultura do cidadão. Então a gente tem que aproximar, porque ali passa o destino da nossa cidade. Por ali passam leis que impactam diretamente na vida do cidadão. Então quanto mais a Casa estiver próxima da população, que possa compreender e interpretar o sentimento do povo, passa a ser uma Casa mais democrática, aberta e ideal para a população. Nós somos um extrato da população. Lá existem seguimentos religiosos, seguimentos empresariais, de lideranças comunitárias, sindicais… Quanto mais estivermos traduzindo o sentimento destas pessoas, mais vamos nos aproximar da nossa finalidade.
Um grupo de vereadores já se manifestou contrário a uma reeleição sua à presidência. Como você vê essa declaração?
É democrático, respeitoso, salutar para a democracia. Eu respeito a opinião de todos e acho que isso é importante para a democracia.
Como você avalia essa questão de alternância no poder da Casa?
Você vai me perguntar sobre isso no final de novembro, início de dezembro. A gente vai tratar só de presidência. Eu acho que essa discussão é importante, tem que haver essa discussão, mas a gente tem uma pauta na Câmara Municipal. A presidência não pode ser maior do que a pauta da Casa. Nós temos projetos do Executivos importantes para serem votados que se esgotam no dia 15 de novembro. Depois que a gente cumprir a nossa obrigação, que é trabalhar e votar esses projetos ou rejeitá-los, aí sim. Eu antecipar esse assunto seria até irresponsável da minha parte. Eu estou olhando o meu lado só? E a cidade?
Houve recentemente dois pedidos de resposta em que você se manifestou. Você acha que isso, de alguma forma, tem relação com esse processo de disputa na Câmara?
Aquilo foi uma coisa pontual em que uma emissora específica veio atingir a minha honra. E eu não permito isso a ninguém. Eu sou um pai de família, meu filho é meu espelho e eu sou espelho de meu pai. Eu me respeito. Não permito a ninguém, qualquer pessoa que seja, a me atacar e atingir a minha honra. Quando uma emissora faz um papel daquele, vergonhoso, irresponsável, com uma atitude de me caluniar, mostrei a eles que a ditadura não existe mais. Fui em um programa ao vivo e desmoralizei todos eles. Provei que eles estavam mentindo de maneira irresponsável. O intuito não me diz respeito. Mas está provado e eles estão desmoralizados. E a imprensa que não trabalha com a verdade é uma imprensa que não se respeita e não merece credibilidade.
Uma outra discussão foi em relação ao tempo de televisão na eleição. Foi debatido que estava muito centrado em você. Essa discussão avançou internamente no partido?
Primeiro eu quero aqui fazer o registro do respeito que o prefeito ACM Neto (DEM) teve com todos os partidos, por entender que o tempo pertence à legenda. Na maioria das campanhas eleitorais, quando você faz uma coligação, o tempo é administrado pelo candidato da majoritária. No caso do prefeito ACM Neto, o tempo foi administrado pelos presidentes dos partidos. Primeiro que eu sou vereador do PSDB há muito tempo, sou presidente municipal da legenda e presidente da Câmara Municipal de Salvador. O mesmo tempo que eu tive foi o da eleição passada. Nós tínhamos um bloco de candidatos a vereadores em que eu falava 45 segundos. O tempo de fechamento de programa dava em torno de 55 segundos. Ao invés de fazer dessa maneira, eu fiz dois programas de 30 segundos. Então o mesmo tempo que eu tive em 2012, eu tive em 2016. Não fiz nada a mais ou a menos. Se alguém se sentiu preterido, primeiro tem que procurar o presidente do partido. Eu não escuto através de telefone sem fio, de recadinho. Eu sou pessoa que olha no olho. Se alguém se sentiu incomodado devia ter me procurado. Até então todo mundo foi contemplado, todo mundo saiu muito bem na TV e não tem do que reclamar.
Você acha que esse tempo de TV foi preponderante para a sua reeleição com a expressividade que teve?
Esse movimento que aconteceu no país despertou de ambos os lados o sentimento de fiscalizar cada vez mais os políticos. Isso é muito importante. É inadmissível você chegar na semana da eleição e 70% da população não saber em quem vai votar. Isso não pode acontecer em uma democracia. O poder Legislativo é tão importante quanto o Executivo. Então todo mundo sabe quem é Neto, quem é Alice [Portugal, do PCdoB], quem é Cláudio [Silva, do PP], mas vereador não sabe. Às vezes sabe até o nome, mas não sabe o número. Então quando teve esse problema, com o impeachment, houve um despertar da população, que passou a olhar e a checar quem é o vereador que trabalha, que faz. E graças a Deus eu trabalhei para fazer projetos não quantitativos, mas qualitativos. E quando você propõe, quando você debate e se expõe, você é reconhecido. E eu sempre tive minhas convicções muito pautadas, mas sempre soube ouvir e fazer o ponto de equilíbrio. Então acho que foi um reconhecimento do meu trabalho e estar ao lado de uma gestão exitosa. Se você olhar, todos os vereadores que estavam ao lado do prefeito ACM Neto tiveram votações muito exitosas e até dobraram o número. Isso é da eleição. Você estar em uma chapa majoritária vitoriosa, ao lado de alguém que tem uma popularidade incrível. Então isso foi um facilitador enorme na campanha.
Neste ano, a maioria do prefeito ACM Neto está ainda mais consolidada. Você acha que isso vai ser um desafio para a Casa, no sentido de manter uma independência ao longo da legislatura?
Eu respeito o tratamento do prefeito ACM Neto com a Câmara, até pela função de legislador que ele ocupou por dez anos e por compreender a importância dos dois poderes. Não houve um projeto do Executivo que não tenha recebido emendas dos vereadores do governo e da oposição. Apesar do prefeito ter sempre maioria para votar, ele sempre respeitou e dialogou com a Câmara, para aperfeiçoar o projeto. É um desafio sim, mas a gente não pode perder a democracia e a oposição tem que ter vez e voz. Um sistema democrático só é respeitado quando a minoria tem vez e voz ao contraditório. Eu acho que o prefeito tem habilidade suficiente, sabe conduzir o Executivo, e tenho certeza de que ele não fará uma ingerência, o chamado “rolo compressor”, e não vai atropelar a oposição pelo fato de ter maioria. Pelo contrário.
Você acha que a questão da maioria causou as discussões mais acaloradas na última legislatura, como no Plano de Educação ou no PDDU?
Não, porque até então você não tinha eleição. Em todo projeto, você tem reflexos que impactam em um seguimento, em uma instituição, e ali é um termômetro, um momento em que você vai averiguar. O que eu sempre converso é que o governo e a oposição devem ter um equilíbrio no tratamento. Tanto que teve votação que eu suspendi após pedido da vereadora Vânia Galvão (PT), porque reconheci que ela estava falando a verdade dos fatos, com conhecimento de causa, e não poderia acontecer. E eu tomei a decisão de que era preciso, de que era correto, mesmo sendo da oposição. Mesmo sendo da base do governo, eu sou o presidente. Eu tenho que saber ouvir as pessoas e saber o que elas pensam. Tanto que a gente tirou aquele projeto e eu fiz ver ao Executivo que estava errado e foi consertado. Ser presidente é você saber ouvir e tirar de proveito que tem de melhor em cada bancada.
Link da entrevista: http://www.bahianoticias.com.br/entrevista/488-paulo-camara.html

MYCNB: Salvador se oferece para receber CBLoL e etapa do Mundial de LoL

Salvador está de olho no potencial do cenário competitivo de League of Legends e sonha em receber até o Campeonato Mundial. Empresários e autoridades locais colocaram a capital baiana à disposição da Riot Games para que eventos da modalidade, nacionais e internacionais, sejam levados para lá.

O primeiro ato dessa mobilização ocorreu na Câmara de Vereadores, que aprovou, há duas semanas, projeto de indicação para que o prefeito da Cidade, Antonio Carlos Magalhães Neto, viabilize a realização de uma etapa do Mundial de League of Legends, “como forma de fomentar o turismo no período de baixa estação”.

O plano pode parecer audacioso demais, mas não para o autor do projeto, o vereador Paulo Câmara, presidente da Casa. “Eu acho que a nossa Cidade tem toda a estrutura para fazer um evento desse. Eu, como vereador, sempre procuro abraçar tudo o que tiver ao nosso alcance”, disse Paulo, em entrevista exclusiva ao MyCNB por telefone.

Ele explicou que o projeto serviu para colocar os esportes eletrônicos em evidência e estimular o debate sobre o assunto no Município, mostrando a força dos games não apenas para a população, mas também para o Poder Público. Há a intenção até de reservar recursos do orçamento municipal para um possível evento.

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Capital baiana se ofereceu para receber campeonatos da Riot Games (Foto: Divulgação)

“É lógico que não adianta eu querer, o prefeito querer, bancarmos o evento, porque se a Riot disser que não vem, não vem. Mas existe um interesse enorme da Riot de vir para Salvador, não só para Salvador, eu acho que qualquer capital que se habilitar, der estrutura e fizer valer a força do evento, a empresa abraçará”, destacou Paulo Câmara, pensando no retorno financeiro que o evento proporcionaria a Salvador. “Eu enxerguei o potencial de fazer esse atrativo, justamente para fugir da mesmice em Salvador, que às vezes é o Carnaval. A cidade precisa ser reconhecida por outros pontos importantes”.

Uma audiência pública será realizada no mês que vem em Salvador para discutir o mercado de e-sports. “Salvador tem que estar preparada tanto para o CBLoL como para o Mundial. É lógico que seria o CBLoL primeiro para chegar ao Mundial. Eu acho que uma coisa sucede a outra”, disse, salientando que o objetivo é conseguir levar os eventos para a Cidade já em 2017.

“Estamos dando passos largos e bastante avançados nesse compromisso”, garantiu Paulo Câmara. “Já estamos projetando uma visita a São Paulo para ver como está o entendimento e as tratativas iniciais [com a Riot], o que se faz necessário para esta etapa, quanto custa, o que a cidade precisa investir e qual o espaço”.

Um dos escalados para fazer a ponte com a Riot Games é Ricardo Silva, diretor do Gamepólitan, a maior feira de games do Nordeste. “Já estive em contato com a empresa apresentando esta intenção da cidade sobre a receptividade de um campeonato oficial deles em Salvador. Tivemos uma discussão saudável sobre o assunto, mas ainda está muito cedo para afirmar que Salvador sediará uma destas etapas. Ainda existem muitos aspectos técnicos que precisam ser estudados e levantados, mesmo com o projeto de indicação recebendo aprovação da Câmara de Vereadores da cidade”, afirmou ao MyCNB, por e-mail.

Procurada pela Reportagem, a Riot Games Brasil confirmou, por meio de nota, ter sido contatada por empresários de Salvador e destacou que “sempre considera novas oportunidades para levar experiências significativas de League of Legends aos jogadores de várias regiões do Brasil. A empresa está à disposição para conversar sobre a proposta e estudar sua viabilidade”.

No Brasil, eventos oficiais de League of Legends já passaram por São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Rio de Janeiro, Florianópolis e Goiânia. Nesta temporada, além das duas finais de CBLoL em São Paulo, haverá o International Wildcard Qualifier (IWCQ), seletiva para o Campeonato Mundial, em Curitiba.

Quanto ao Campeonato Mundial, os melhores times do mundo se encontrarão, em 2016, nos Estados Unidos para disputar o título. Lá, a competição passará por quatro cidades.

ESPN: ‘League of Legends’: Vereador baiano abre petição para etapa do Mundial no Brasil

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O vereador baiano Paulo Câmara iniciou uma petição para que invocadores brasileiros possam votar por uma etapa do Campeonato Mundial de League of Legends emSalvador, Bahia.

Em sua proposta, ou Projeto de Indicação nº 208/2016, o político afirma que a “a iniciativa seria viabilizada através da Empresa Salvador Turismo (Saltur) e tem como objetivo fomentar o turismo da capital baiana no período de baixa estação”.

Segundo Paulo Câmara, o videogame e o eSport seriam uma das possíveis soluções para a crise no país por meio do turismo. “No momento de crise mundial, nós como gestores de nossa capital devemos ficar atentos às cifras do potencial desse mercado [de games], inclusive turístico. Um evento desse porte pode proporcionar e divulgar nossa cidade ao redor do mundo de maneira ímpar e movimentar o trade turístico soteropolitano no período de baixa estação”, justificou o político.

Protocolada no dia 18 de abril, a proposta encontra-se para análise do relator naComissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, irá para votação pelos vereadores no Plenário da Casa Legislativa soteropolitana. Caso seja aprovada naCâmara, a proposta segue para apreciação do Executivo municipal.

Infelizmente, para Paulo e os invocadores brasileiros, as etapas do Mundial de League of Legends deste ano já estão marcadas para acontecerem nos EUA. Entretanto, não custa nada assinar a petição para, quem sabe, vermos o maior campeonato de Lolzinhodo mundo por aqui em 2017.

Paulo Câmara comemora posição de Salvador entre cidades sustentáveis do mundo


Por Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
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A cidade do Salvador foi reconhecida pela Cities 100, como uma das 100 cidades do mundo que apresentam as melhores soluções na área de sustentabilidade.  A redução do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ideia do presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Câmara (PSDB), conhecida como IPTU Verde, faz parte das melhores ações políticas apontadas pela publicação.

Por meio do projeto, proprietários de imóveis residenciais e não residenciais no município de Salvador que adotem medidas estimulando a proteção, preservação e recuperação do meio-ambiente são beneficiados com a redução de até 10% do IPTU. Na segunda-feira (23), o vereador soteropolitano participou de um evento em São Paulo, que discutiu as mudanças climáticas.

“Na oportunidade, foram discutidas possíveis formas de minimizar os efeitos dessas mudanças. E o IPTU verde está em sintonia as medidas apontadas no relatório”,  disse o vereador que recebeu com muita satisfação a inclusão da capital baiana entre as cidades que apresentam melhores soluções de sustentabilidade. O projeto começou a ser discutindo em 2009, quando era ele membro da comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente da Câmara.

Podem participar proprietários residenciais e não residenciais. Além disso, os terrenos declarados como não edificáveis, que não sejam exploráveis economicamente e que estejam em Área de Proteção Ambiental (APA). Nesses casos, eles terão redução de 80% no valor venal para apuração do valor do IPTU. As APAs são: Bacia do Cobre/São Bartolomeu, Baía de Todos os Santos, Joanes/Ipitanga e Lagoas e Dunas do Abaeté.

Entrevista Correio – Capital Sustentável

Para presidente da Câmara, Salvador deve crescer com sustentabilidade

Sustentabilidade e empreendedorismo serão os temas discutidos na próxima quinta-feira, durante o Agenda Salvador

Clarissa Pacheco (clarissa.pacheco@redebahia.com.br)
10/11/2015 06:15:00

Há quem discorde, mas pesquisadores apontam que Salvador, primeira capital do Brasil, também foi a primeira cidade planejada do país. Pouco se encontra hoje do projeto original, traçado pelo arquiteto português Fernão Dias. O crescimento desordenado ao longo dos séculos colocou a capital longe dos padrões conhecidos hoje de cidades efetivamente planejadas e de alta qualidade de vida.

Mas há soluções possíveis para a capital baiana. Para o presidente da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Paulo Câmara, a cidade caminha no sentido de promover melhores condições de vida para a população. “Todos os cidadãos, conscientes de seu papel e da sua importância no contexto global, podem e devem contribuir para uma cidade cada vez mais sustentável e empreendedora. Ser sustentável é uma forma de vida”, disse, nesta entrevista ao CORREIO. A aposta está nestes dois eixos: sustentabilidade e empreendedorismo. Estes serão os temas discutidos na próxima quinta-feira, durante o Agenda Salvador.

O seminário contará com a participação do diretor-presidente da Ideia Sustentável: Estratégia Inteligente em Sustentabilidade, Ricardo Voltolini, além do superintendente do Sebrae do Mato Grosso, José Guilherme Barbosa. O evento, realizado pelo CORREIO, conta com o apoio da prefeitura e da Câmara Municipal de Salvador.

Vereador diz que Câmara Municipal de Salvador reconhece seu papel de estimular o debate entre a população (Foto: Antônio Queirós/Ascom CMS)

Que grau de sustentabilidade existe hoje em Salvador?
Terceira capital do Brasil, Salvador é uma cidade que caminha no sentido de promover melhores condições de vida para a população, com base em ações voltadas à sustentabilidade. Ainda temos muito a avançar, mas, sem dúvidas, é possível reconhecer iniciativas públicas e privadas com vistas ao desenvolvimento sustentável. Empreendimentos sustentáveis são cada vez mais frequentes. A regulamentação do IPTU Verde, por exemplo, fortalece a ideia de um novo padrão de construção para Salvador. Cada vez mais acessíveis, os instrumentos de combate ao desperdício, sobretudo de água e energia, estão na ordem do dia dos novos empreendimentos comerciais e residenciais.

Numa cidade com 3 milhões de habitantes, o que já é possível identificar como uma demanda por ações de sustentabilidade?
Tanto na esfera pública quanto na iniciativa privada, a expressão de ordem é crescer de forma sustentável. Há um grande movimento global que provoca a retomada da preocupação individual com o meio ambiente. Ser sustentável passou a ser uma forma de vida, imposta pela rápida modificação sofrida pelo nosso planeta cujos recursos naturais deram lugar a um ecossistema artificial. É preciso adaptar, criar, mudar e preservar.

Cidades planejadas e que investem em sustentabilidade têm conseguido grandes avanços em qualidade de vida. Como encontrar soluções para melhorar a vida das pessoas aqui em Salvador?
Além da atuação do poder público no planejamento e em intervenções pontuais para sanar os problemas comuns a qualquer grande cidade, Salvador vive agora um momento importante na sua trajetória. O processo de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) reflete a constante preocupação por parte de gestores públicos e de toda a sociedade civil, que tem demonstrado amplo interesse em participar, opinar, sugerir melhorias para o desenvolvimento sustentável da nossa cidade. Nesse aspecto, a Câmara Municipal de Salvador vai tomar todas as medidas necessárias ao amplo debate, garantindo a participação popular para a aprovação do plano, que vai nortear os rumos da cidade para os próximos anos. A meta é pensar Salvador para mudar o presente e desenhar o futuro, assegurando qualidade de vida para todos que aqui vivem.

O que a cidade pode fazer para se tornar mais sustentável?
A cultura da sustentabilidade é processual. Ela se transforma e se estabelece na medida da necessidade e de uma nova consciência individual e coletiva. E nessa transformação, a Câmara busca cumprir seu papel, estimulando e promovendo as discussões de temas que afetam a vida de todos os seus habitantes. Recentemente, finalizamos o ciclo de encontros chamado Salvador Sustentável, que trouxe à ordem do dia especialistas em temas de fundamental importância para o dia a dia da população. Com suas expertises, palestrantes convidados de diversas partes do Brasil compartilharam conosco experiências de sucesso nas áreas da mobilidade urbana, justiça social e bioética, consciência cidadã, consumo responsável, logística reversa e economia criativa, entre outros.

Que ações que são voltadas para o empreendedorismo já acontecem dentro de Salvador?
O estímulo ao empreendedorismo e à desburocratização tem sido outro foco de trabalho na Câmara Municipal de Salvador, que conta com uma comissão especial formada com esse objetivo. A proposta é discutir e apontar alternativas legais para o desenvolvimento do empreendedorismo em Salvador, sobretudo em meio à crise econômica que vive o país. Reconhecemos que a Câmara Municipal tem papel fundamental nesse processo.

Que benefícios  ações empreendedoras podem trazer para a cidade que é a terceira maior capital do país?
Salvador precisa estar inserida no cenário global que exige cidades competitivas, com infraestrutura adequada e qualidade de vida. Dessa forma, é necessário que tenha a capacidade de adotar como temas basilares a inovação e o empreendedorismo, que, somados, vão favorecer o aparecimento de novos negócios e proporcionar novas oportunidades de trabalho, gerando renda e movimentando a economia de forma criativa e sustentável. Percebemos que a capital baiana apresenta um aspecto peculiar com relação ao empreendedorismo. Conforme diz Juliano Seabra, presidente da Endeavor Brasil (organização dedicada a fomentar o empreendedorismo no Brasil), 68% das pessoas daqui querem abrir o próprio negócio. No entanto, o investimento privado em inovação é pequeno e o empreendedor soteropolitano é o que menos investe em inovação em todo o Brasil, apesar de um em cada 13 funcionários de empresas estar lotado em áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Quem, além dos gestores públicos, pode desenvolver ações que contribuam para uma Salvador mais sustentável e também ainda mais empreendedora?
Todos os cidadãos, conscientes de seu papel e da sua importância no contexto global, podem e devem contribuir para uma cidade cada vez mais sustentável e mais empreendedora. Como disse antes, ser sustentável é uma forma de vida. O nosso desafio, enquanto homens públicos, é justamente fazer esse chamamento para a revolução comportamental, que começa com pequenas ações em casa, nas escolas, no ambiente de trabalho, nas comunidades. Como disse o sociólogo alemão Ulrich Beck, temos que pensar globalmente e agir localmente. É preciso educar o consumista ilógico que existe em nós, evitar desperdícios e reduzir o consumo a padrões adequados, uma vez que fragilizar o meio ambiente é fragilizar a saúde, o emprego, a economia. Como tudo está integrado, uma cidade com níveis elevados de qualidade de vida e preservação ambiental, certamente atrairá empreendedores responsáveis que contribuirão para o desenvolvimento da economia dentro da nossa querida cidade Salvador.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO AGENDA SALVADOR
8h Abertura e credenciamento

9h às 9h20  Abertura com autoridades públicas: prefeito ACM Neto e presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Câmara

9h20 às 10h20  “Como inspirar e formar líderes sustentáveis”, com Ricardo Voltolini, diretor-presidente da consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade e criador da plataforma Liderança Sustentável

10h20 às 11h20  “Laboratório sustentável para micro e pequenas empresas: case de incubadora de sucesso”, com José Guilherme Barbosa, superintendente do Sebrae do Mato Grosso

11h20 às 12h20 Painel: Sustentabilidade o Impacto nas Cidades, com Ricardo Voltolini, José Guilherme Barbosa, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, e com o presidente da Comissão Especial de Desburocratização e Incentivo ao Empreendedorismo, vereador Léo Prates

Quando  Quinta-feira, 12 de novembro de 2015, das 8h às 12h
Onde  Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) – Rua Edístio Pondé, Stiep, Salvador
Inscrições  Gratuitas, através do endereço www.correio24horas/agendasalvador

Bahia Notícias – Entrevista com Fernando Duarte e Luiz Fernando Teixeira

Paulo Câmara

por Fernando Duarte/ Luiz Fernando Teixeira/ Estela Marques | Fotos: Jamile Amine

Paulo Câmara
Na última semana, a Câmara Municipal de Salvador (CMS) aprovou os últimos títulos do novo regimento interno, 24 anos após a última reforma. O presidente da Casa, vereador Paulo Câmara (PSDB) detalha em entrevista ao Bahia Notícias os pormenores do documento, o que muda e quais os reflexos da atualização na rotina da CMS. Câmara aproveitou a entrevista para comentar outro assunto em voga na Casa, a “dança das cadeiras” partidárias, e optou pelo silêncio quando questionado sobre seus planos para 2016. “Enquanto não acabar essa confusão nacional, por princípio meu, procuro tentar resolver o problema diário e pensar no futuro no momento certo, se vier a acontecer”, desconversou. 

Presidente, na última semana a Câmara Municipal de Salvador encerrou a votação do regimento interno. Quais são as principais mudanças e quais os impactos no dia a dia da Casa e que têm reflexo na relação com a população?

Primeiro, dizer da nossa satisfação, enquanto presidente, do quanto essa nova legislatura se dedicou. Esse era um tema que era muito debatido por toda legislatura, principalmente por parte da oposição, que era um regimento atrasado, um regimento que não atendia às expectativas e que sempre gerou muita dúvida. Então era um compromisso meu enquanto presidente daquela Casa, pedi ao professor Edvaldo Brito [vereador pelo PTB] que coordenasse os trabalhos. Foram dois anos de trabalho discutindo em sessões especiais com os vereadores, com os servidores da Casa  para que a gente tivesse, à luz da legalidade e da atualidade, o melhor regimento possível para a nossa Casa. E também no processo de votação, nós fizemos processo fatiado, título por título, para que ainda se tivesse alguma dúvida na hora que ele fosse ao plenário, nós pudéssemos ainda naquele momento poder fazer alguma alteração – o que foi feito. A última reforma do regimento foi em 1991, atendia às expectativas do passado, mas quando traz à nossa atualidade, ele estava completamente defasado. Acrescentou coisas simples: o pinga fogo, a tribuna popular, a questão de ordem, pela ordem, que não existia no nosso regimento. Era uma coisa que culturalmente se via implementando, mas que não estava. Para o funcionamento da Casa, era um acordo de cavalheiros que sempre era questionado. Desde simples normas para o funcionamento da Casa, mas acima de tudo traz a transparência e a legalidade para as normas de procedimento da nossa Casa. Então, era um regime totalmente presidencialista e hoje você amplia o debate; o colegiado de líderes tem uma força muito maior para a formação da ordem do dia, para discussão de problemas; acabou com a reeleição para o mesmo mandato, que também era uma coisa que se discutia; dá mais transparência aos atos do Legislativo na condução dos trabalhos; diminui a força do presidente a partir do momento que traz as diversas correntes partidárias para a formação dos debates internos da Casa; coloca o voto aberto. Foi uma vitória da nossa Casa dar novas normas, disciplina, e, acima de tudo, coloca correlacionado com a nossa Constituição Federal, que era muito desatualizada.
A população vai sentir diferença em quais pontos?
Principalmente na condução. No regimento passado tinha diversos artigos que diziam “A camisa é azul”, azul clara ou azul escura, era a interpretação do presidente. Hoje não. A camisa é azul, ponto. Dois terços da Casa agora são 29, a maioria era 18 vereadores, agora é 22. Começa a estabelecer pontos específicos e muito claros. Não existe mais dúvidas com relação a coeficiente, a normas, a tempos partidários. Muda a forma agora na condução de trabalhos e votação de projetos. Hoje qualquer projeto que tiver menos de dez títulos terá dez minutos específicos. Acima de dez títulos, você discute ele como um todo. Antes se dizia “É tempo de partido”, “É líder”, “Líder da oposição pode declarar voto”, então toda essa discussão em torno de projetos polêmicos acaba. A questão de ordem agora só existe se você falar especificamente do regimento interno. Acabou aquela conversa de questão de ordem pra falar que chegou frota. Não pode mais, porque antes não existia e você não podia cobrar do vereador se não existia norma específica.
Quando o senhor coloca em vigor?
Os 11 títulos já foram votados, na próxima semana a gente espera o interstício, você vota já e vai pra redação final. Espero no início de outubro estar com ele consolidado, já praticando na nossa Casa.
Apesar da defasagem, houve algum ponto que enfrentou resistência?
Sim. Como eu pude conduzir esse trabalho, acho que eu sempre busquei o equilíbrio. A oposição queria um regimento da oposição; o governo queria um regimento mais governo. Acho que a gente tem que buscar um regimento da Casa. Nós somos ali passageiros.  O presidente vai passar, a oposição vai passar e virar governo, o governo vai passar e virar oposição. Acima de tudo manter um regimento que mantenha independência da Casa, com equilíbrio e harmonia, pra que a gente possa, acima de tudo, conduzir nossos trabalhos sem interferência de bancadas internas que sejam maiores, nem querendo-se diminuir a oposição, que às vezes está mais fragilizada em qualquer processo. Procurei manter o equilíbrio, manter as normas práticas como são hoje. A gente procurou ter como norte a Constituição Federal, tirando de lado forças partidárias, governo e oposição, tanto que foi aprovado com unanimidade, por todas as bancadas. É do jogo político, mas o bom senso prevaleceu e a Casa saiu ganhando.
A Câmara passa por um processo de transformação de bancadas, já que vai abrir uma janela partidária e muitos vereadores vão migrar. Uma das discussões é a possível migração de Tiago Correia para o PSDB, partido que hoje tem um representante na Casa, que é o presidente. Há alguma resistência do PSDB em Salvador em receber Tiago Correia?
Não existe resistência a nenhum colega meu, a nenhum vereador. O PSDB é um partido amplo, um partido nacional. O que nos estamos discutindo são possibilidades. Não existe nada de concreto, nenhum tipo de problema quando tentaram ventilar. É uma pessoa que eu gosto muito, um jovem de valor que deixou sua vida privada para ingressar na vida pública, vem fazendo um bom trabalho na Limpurb, mas não há nada de concreto em relação a isso. Existem especulações, como nós estamos vendo aí, parte da ciranda da política. De concreto tivemos a
filiação do PV e vamos ter dia 29 do vereador J. Carlos no Solidariedade. O que resta é especulação e conversa.
Vai mudar alguma coisa na configuração da Câmara essa ciranda?
Muda. Muda tempo partidário, tem o ingresso de Duda Sanches no Democrata, que passa a ter mais força e tempo partidário; ventila-se que Kiki Bispo e Leandro Guerrilha devem ir para o PDT, que sai de um para três vereadores e isso interfere em tempo partidário e em posições em comissões. Deixa concretizar.
As eleições de 2016 estão batendo na porta e volta e meia Paulo Câmara é apontado como um possível nome para disputar a vice-prefeitura de ACM Neto (DEM) caso o prefeito tente a reeleição. Existe essa possibilidade ou Paulo Câmara descarta e vai tentar a reeleição ao Legislativo?
Acho que o país num momento tão ruim, o sentimento hoje é de aversão à política e a político, quem falar em eleição ou reeleição agora está fadado ao insucesso. As pessoas querem resolver seu problema. A crise econômica, a crise política, a crise institucional, a crise moral. O pior da crise é o desemprego. Tenho estado na Casa diariamente e nunca tive um volume enorme de pedidos de audiência com relação ao desemprego. Isso constrange o ser humano. O chefe de família que às vezes estava aqui, exemplo, no Bahia Notícias há doze anos, tem um corte de jornalistas e ele fica sem perspectiva de futuro. Essa pessoa não quer ouvir se eu vou ser reeleito, se eu vou ser vereador, vice-prefeito. Ela quer que eu resolva o problema dela de imediato. Acho que enquanto não acabar essa confusão nacional, por princípio meu, procuro tentar resolver o problema diário e pensar no futuro no momento certo, se vier a acontecer.
As relações entre Câmara e Palácio Thomé de Souza foram tranquilas nesses dois mandatos do senhor à frente da presidência?
Sempre foram muito tranquilas, de muito diálogo. O prefeito é uma pessoa que eu prezo, que eu tenho uma amizade pessoal, mas sobretudo respeitosa, independente. Quando assumi a presidência, estive com o prefeito dizendo que nós precisávamos mudar as práticas e as relações entre Legislativo e Executivo. E isso tem sido feito. Não está um projeto do Executivo Municipal que não tenha tramitado, passado por todas as comissões, debatido e sofrido emenda de vereadores, sobretudo da oposição. Esse é o nosso papel. Não estamos ali pra ser um apêndice do Executivo. Estamos ali para contribuir, para criticar, para sugerir. E isso temos feito de maneira sistemática.
Ademir Ismerim, que coordena o projeto de trazer os restos mortais de Thomé de Souza para cá, deu entrevista ao BN e comentou que pediu apoio da Câmara, mas ainda não houve um retorno. Como está esse processo?
Já estive com meu amigo, advogado Ismerim, que é uma pessoa que eu prezo, um amante da história, muito dedicada a esse aspecto. Pessoa que sai da sua zona de conforto e busca trazer monumento artístico para cá. Ele já esteve comigo, foi apresentado primeiro projeto que foi descartado, projeto um pouco maior, numa área da Cidade Baixa, se não me engano, mas ele estava plotando um novo projeto e disse a ele que assim que fosse apresentado poderíamos discutir, sim, e abraçar esse projeto. Executivo, Legislativo e iniciativa privada, quem ganha é a nossa cidade se tiver um museu de Thomé de Souza reverenciado a nossa cidade.

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