Investimento em mobilidade urbana: Salvador terá vias preferenciais para ônibus
Além de proporcionar entretenimento e certo transtorno aos moradores das seis cidades-sede onde aconteceram jogos das Copas das Confederações, o evento chamou atenção para a grande deficiência da mobilidade urbana nas grandes cidades do Brasil. Agora é hora de investir em soluções, com renovação e implantação de novos modais.
A decisão do governo do Distrito Federal foi de implantar o BRT, sistema de transporte rápido por ônibus, que se chamará Expresso DF Oeste, com 39 km de extensão. A expectativa é que 800 mil pessoas sejam beneficiadas. O conceito do BRT foi aplicado pela primeira vez no mundo em 1965, na cidade de Curitiba–PR; modernizado, o BRT hoje se mostra eficiente em cidades como Pequim, na China, que demanda uma grande quantidade de transporte de pessoas por dia.
Rio de Janeiro, São Paulo, Cuiabá e Fortaleza optaram pela adoção do VLT, um sistema de veículo leve sobre trilhos, popularmente conhecidos como o “neto dos bondes”. A grande justificativa dos especialistas em apostar no VLT está na economia: esse modal pode transportar até quatro vezes mais pessoas que um ônibus e o investimento chega a ser a metade do necessário para implantação de metrô.
Pensando em sustentabilidade, além da redução no tempo de cada viagem, da quantidade de pessoas transportadas por vez, o sistema é silencioso, contribuindo para evitar a poluição sonora, tão comum nos horários de pico. As capitais ganharam incentivo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade para a implantação do VLT.
Em Salvador a alternativa encontrada para resolver o problema da mobilidade é a adoção de corredores exclusivos para BRT, com previsão de ficarem prontos em 2016, além da implantação de 35 quilômetros de vias preferenciais para ônibus, buscando chegar à velocidade comercial de 24 km/h — hoje, os ônibus se locomovem a 12 km/h em média.
Em matéria publicada no site Mobilize Brasil, especialistas destacam que o sistema de transporte urbano de Salvador vive hoje um atraso de 40 anos em relação às demais capitais. Isso porque na década de 1970 a capital não aproveitou os investimentos em mobilidade feitos pela Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU), estatal extinta em 1991.
Veja a matéria completa sobre os investimentos em mobilidade em Salvador, e confira também as oito medidas para a melhoria do transporte público coletivo urbano no Brasil.
