Empreendedorismo social

Enactus-InsperEmpreendedorismo social é um termo usado para designar uma atividade que alia inovação, rentabilidade e impacto social. Tendo em mente este conceito, alunos do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa de São Paulo trouxeram para o Brasil o invento do professor de física e matemática da Alemanha, Martin Aufmuth: uma máquina que fabrica armações para óculos com baixo custo de produção. A invenção, patenteada em 2012, e que tem sua tecnologia disseminada pela associação sem fins lucrativos OneDollarGlasses, está sendo utilizada para distribuir óculos às famílias carentes do país. O projeto já foi instalado em Ruanda, Burkina Faso e Bolívia.

No Brasil, a organização que gerencia a implementação do OneDollarGlasses é a Renovatio. Os primeiros 46 óculos fabricados pela iniciativa foram distribuídos em maio em comunidades do estado do Pará. No exterior, o material para a fabricação das armações sai a US$ 1, daí o nome do projeto, que em tradução livre significa “Óculos de um Dólar”. Entretanto, as armações brasileiras saem a R$ 25, devido aos valores necessários para a importação da máquina, pagamentos de impostos, salários e dos royalties à associação OneDollarGlasses.

Como funciona o projeto

Aqueles que desejem trabalhar na confecção dos óculos – que podem ser pessoas em situação de rua, ex-presidiários e desempregados – realizam uma entrevista que funciona como um processo seletivo. O salário vai de R$ 800 a R$ 1200. A Renovatio faz o trabalho de captação de oftalmologistas voluntários para realizar as consultas e de identificação das comunidades que necessitam receber os óculos. Depois do diagnóstico, o beneficiado recebe o artefato. O projeto é financiado pelo sistema crowdfundin – arrecadações de múltiplos financiadores, geralmente pessoas físicas com interesse no projeto. “Foi emocionante ouvir uma pessoa com 6 graus de miopia dizer que não precisa mais subir na árvore para ver se a fruta está madura”, contou à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Ralf Toenjes, presidente do Insper Enactus e intermediador da vinda do OneDollarGlasses para o Brasil.

Brasil já venceu a Alemanha no quesito garra e força da torcida

Para a torcedora Tahiat Maboob, o Brasil vai passar da Alemanha e jogar com a Argentina na final

Se depender da torcida estrangeira, o Brasil passará não só da Alemanha no jogo da semifinal, amanhã, às 17h, em Belo Horizonte, como ganhará a final no Maracanã, no próximo domingo. Que o diga a torcedora bengalesa Tahiat Maboob, radicada em Nova York, que veio ao Brasil para realizar o sonho de torcer pela Seleção Brasileira.

“Não será um jogo fácil. O Brasil tem que lidar com o problema físico de Neymar e o cartão amarelo de Thiago Silva. A seleção brasileira ainda necessita de mais entrosamento por ser relativamente nova, diferentemente da alemã, que está junta há mais tempo”, analisa a jornalista, que acompanha o campeonato europeu de futebol e está familiarizada com a maioria dos jogadores desta Copa.

Outro ponto que pode comprometer os brasileiros, de acordo com Tahiat, é a velocidade de alguns jogadores alemães, como Thomas Müller, já que estamos sem o nosso craque Neymar, que desconcerta a defesa com a sua rapidez e habilidade. “Mas o Brasil tem a garra e a força da torcida! Não estamos racionalizando, apenas sentindo que o Brasil vai passar da Alemanha e jogar com a Argentina na final”, prevê.

A jornalista ficou decepcionada com a Holanda, depois do jogo com a Costa Rica, que assistiu na Arena Fonte Nova há poucos dias. “O juiz não marcou um pênalti a favor da Costa Rica e, no final, a forma como o goleiro intimidou os jogadores adversários deveria ter sido punida”, finalizou Tahiat, que segue amanhã para o Rio de Janeiro, onde vai ver o jogo do BrasilxAlemanha, na Arena Fan Fest, em Copacabana.