
Primeiramente implantado na orla de Salvador, o programa de compartilhamento de bicicletas Bike Salvador, também ganhará a periferia da cidade. O movimento Salvador Vai de Bike levará as estações, que já caíram no gosto dos soteropolitanos, para os bairros periféricos, começando pelo Subúrbio Ferroviário. Dessa vez, o Bike Comunidade terá uma novidade: além de usar as bicicletas para o lazer, a população também poderá utilizá-las no dia a dia; para trabalhar ou outras atividades. O prazo para entrega dos guichês é de 60 dias após o início das obras.
Novidades
Além disso, diferentemente do Bike Salvador, cujos participantes cadastrados têm que pagar uma taxa de R$ 10 anual, o Bike Comunidade será gratuito. As próprias associações comunitárias locais cuidarão dos espaços, ao invés de funcionários públicos. O patrocínio da iniciativa permanecerá com o banco Itaú. A primeira estação demandará um investimento de R$ 150 mil por parte da prefeitura. “A comunidade favorece o uso da bicicleta, principalmente nos pequenos deslocamentos. Há quem busque emprego com a bicicleta. O bicicletário será um ponto de integração”, destaca o coordenador do Movimento, Isaac Edington.
Os cadastros serão feitos por residência. Cada casa poderá registrar até três moradores. Para ter acesso às bikes é só levar documento e comprovante de residência, podendo usar o transporte por até três horas. Cada bicicletário contará com 31 bicicletas, 27 utilitárias, com garupa e cesta frontal, facilitando o transporte de livros, material de trabalho e outros objetos; três bicicletas de transporte de cargas mais pesadas, para prestação de serviços com entregas de água, gás de cozinha; e ainda um triciclo adaptado para cadeirantes. Entretanto, haverá 45 vagas em cada estação, as 14 restantes poderão ser usadas por outros ciclistas.
Ainda mais
As magrelas do Bike Comunidade também têm estrutura mais reforçada e ficarão em um tipo de galpão plotado. Nos locais haverá banheiros, sala de administração, área de convivência e uma minioficina para pequenos reparos, tudo gratuito. O projeto piloto é da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
