
O processo de recuperação de áreas tradicionais de uma cidade que estejam em degradação chama-se Reabilitação Urbana, conceito usado por diversos autores da Arquitetura pós-moderna. Como degradadas, nesse caso, entende-se que essas áreas não são mais tão atrativas à ocupação urbana, que as pessoas deixam de circular por ela, não oferecem o devido conforto aos seus moradores e, às vezes, se tornam espaços dominados pela marginalidade.
A degradação acontece, normalmente, em áreas históricas de grandes cidades A. população aumenta, a cidade se desenvolve, o comércio prospera e o centro migra para outro lugar. No caso de Salvador, há algumas décadas o coração econômico era a região do Centro Histórico, da Avenida Sete e do Comércio. Hoje, quem ocupa esse lugar é o eixo Iguatemi –Tancredo Neves –Avenida Paralela.
Planejamento urbano
Em palestra ministrada na Câmara Municipal de Salvador, no dia 14 de agosto, o arquiteto urbanista, doutor pela USP, Márcio Novaes Coelho Júnior, disse que o objetivo da reabilitação urbana é reintegrar áreas degradadas à dinâmica urbana, aproveitando as estruturas existentes.
Segundo o especialista, o processo consiste em desenvolver uma política urbana voltada à recuperação do patrimônio cultural e proporcionar um crescimento sustentável das áreas afetadas, prevendo principalmente programas voltados ao desenvolvimento social.
Para promover a reabilitação é preciso realizar o planejamento urbano enxergando a cidade em seus vários aspectos: econômico, humano, cultural, ambiental, etc. O processo envolve o diálogo entre várias instâncias: especialistas, poder público e a população local.
Benefícios
Além da preservação do patrimônio histórico, esse tipo de prática estimula a sustentabilidade, já que não são usados mais recursos naturais na construção de novos espaços. Os moradores também ganham, já que são beneficiados com a melhoria da qualidade de vida.
