A Tarde – Imóveis sustentáveis devem custar até 12% a mais

IPTU Verde

A Tarde – Artigo IPTU Verde Ativa Construções Sustentáveis

Artigo de Paulo Câmara

Casas poderão receber Selo Leed

Construções sustentáveisAdotado por mais de 140 países, inclusive pelo Brasil, o Selo Leed é usado para certificar edificações construídas seguindo padrões de sustentabilidade. O Selo Leed é emitido pelo Green Building Council (Conselho da Construção Verde, em tradução livre), entidade que busca desenvolver a construção sustentável.

O reconhecimento, disponível há mais de uma década para prédios residenciais e comerciais, escolas, bairros, entre outros, passará a ser concedido também para casas. A equipe da Green Building Council no Brasil, entidade que emite a certificação, está estudando um modelo a ser seguido, que deverá ser lançado ainda este ano. A iniciativa se assemelha ao IPTU Verde, lei de autoria do vereador Paulo Câmara, que concederá descontos no IPTU para quem adotar medidas sustentáveis em suas edificações.

Para receber o Selo Leed, a construção deve atender a sete princípios: baixo impacto ambiental, eficiência no uso da água, inovação e processos, qualidade ambiental interna, eficiência no uso da energia, escolha por materiais de baixo impacto e redução na geração de resíduos e prioridade regional. A cada princípio atendido são somados pontos que definem a obtenção e o nível da certificação. É preciso obter uma pontuação mínima de 40 e o nível máximo é atendido com 110 pontos.

Sustentabilidade – O Selo Leed foi criado em 2000 pelo USGBC, Conselho de Construção Sustentável dos Estados Unidos. Desde 2007, ele é adotado no Brasil, após o país ganhar uma filial do Conselho. Atualmente, o Brasil é o 4º país em número de certificados no ranking mundial. Mais informações podem ser obtidas no site do GBC Brasil.

Construções sustentáveis: uma ótima escolha

construções sustentáveisUma casa confortável é o sonho de muita gente. Já pensou se essa casa, além de confortável, fosse também sustentável? A tendência que chegou há pouco tempo no Brasil já toma conta dos países da Europa e Ásia e propõe repensarmos nossa conduta com a natureza desde a hora que idealizamos a construção de um imóvel.

A essência da construção sustentável está em trabalhar um conjunto de elementos antes, durante e após a construção de um imóvel que possibilitem uma edificação com menor consumo possível de energia e água, maior conforto térmico e manutenção de áreas verdes, proporcionando com isso impacto quase zero ao meio ambiente.

Faz parte do processo sustentável a escolha de materiais menos agressivos, mas que sejam duráveis, tais como madeiras e tijolos de demolição, que podem ser reciclados ou utilizados para a confecção de novos produtos; e também o uso de tecnologias que permitam o aproveitamento da água da chuva, pés-direitos duplos com sistema de ventilação e iluminação que aproveite ao máximo os recursos já oferecidos pela natureza.

Apesar de ser uma obra que dependa de um investimento financeiro maior, a construção sustentável a médio ou longo prazo proporciona economia de energia luminosa e para funcionamento de equipamentos, a exemplo de ar condicionado ou ventilador, água e etc.

O conceito de construção sustentável não é tão recente como pensamos. A primeira casa 100% sustentável do mundo foi construída há 30 anos. Idealizada pelo arquiteto norte-americano Michael Reynolds, as paredes são feitas de resíduos de pneus, latas, garrafas e barro; os eletrodomésticos funcionam com sistemas de energia solar ou eólica; a água é aquecida a partir do sol; e a casa ainda possui um eficiente sistema de tratamento de esgoto. A propriedade fica nos Estados Unidos, país, inclusive onde existem padrões sustentáveis que precisam ser obedecidos por quem quiser construir um imóvel.

No Japão e em alguns países da Europa é comum a aplicação de incentivos para quem escolha os modelos de construção sustentável. Aqui no Brasil já existem algumas políticas de incentivo, tanto de ordem governamental como particulares. A revista Casa Cláudia, da editora Abril, por exemplo, criou o “Prêmio Planeta Casa” que desde 2001 premia as melhores ideias para construções sustentáveis.

 

Incentivo ao uso de energia solar

Em Salvador, o vereador Paulo Câmara apresentou o Projeto de Lei nº 225/2007, que visa instituir o Programa de Incentivos ao Uso de Energia Solar nas Edificações Urbanas de Salvador. A ideia é promover medidas necessárias ao fomento do uso e ao desenvolvimento tecnológico de sistemas de aproveitamento de energia solar, para aquecimento de água em imóveis.

A proposta prevê que os imóveis que implementarem o uso de energia solar poderão ser bonificados com incentivos fiscais. O projeto aguarda votação na Câmara Municipal de Salvador.