As abelhas produzem enxames devido ao seu instinto reprodutor. Durante a primavera, de 23 de setembro a 21 de dezembro, a existência de enxames aumenta em decorrência do período de procriação desses insetos, o que serve de alerta para a população.
Principais agentes polinizadores, o que propicia a reprodução de vegetais, nem sempre as abelhas desempenham papel positivo no ecossistema. Ao contrário, em muitos casos, elas são altamente perigosas para o homem.
Em matéria publicada no site da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a professora Maria das Graças Vidal, coordenadora do projeto SOS Abelha da Universidade, destaca alguns cuidados que a população deve ter para evitar o contato com enxames de abelhas, como: evitar caminhar em direção ao enxame, não jogar água ou outras substâncias e não bloquear a entrada do enxame.
Ela alerta ainda que é preciso ficar atento aos sinais da presença de enxames. “Grupos de abelhas voando indicam enxame nas proximidades. Abelhas entrando e saindo de pequenas aberturas em paredes, telhados, armários e troncos de árvores também indicam presença de ninho”, disse a professora na matéria.
Ocorrências
Na Bahia, são inúmeras e crescentes as notícias divulgadas pela imprensa sobre ataques à população por abelhas. Vidas humanas já foram ceifadas em tais situações, o que mostra que se trata de um grave problema social.
No último dia 12 de agosto, uma idosa de 70 anos morreu após ser atacada por um enxame de abelhas, na rua Praia de Saquarema, em Lauro de Freitas, cidade da região metropolitana de Salvador. No dia 3 agosto, um enxame de abelhas atacou vários alunos do Colégio Estadual Barros Barreto, no bairro de Paripe.
Projeto de Paulo Câmara
Com o objetivo de preservar a vida e a integridade física das pessoas que moram em Salvador, o vereador Paulo Câmara apresentou na Câmara Municipal o Projeto de Indicação nº 30/2015, que propõe ao prefeito ACM Neto, através da Secretaria Municipal da Infraestrutura e Defesa Civil (Sindec), a criação de um setor exclusivo com o objetivo de controlar e manejar a fauna sinantrópica, com ênfase em abelhas, como forma de regular, proteger e orientar a população da capital. O projeto foi aprovado pelos vereadores no dia 18 de março.


