Paulo Câmara indica ao prefeito Bruno Reis a distribuição gratuita de absorventes a mulheres de baixa renda

Através de uma Indicação apresentada à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) indicou ao prefeito Bruno Reis (DEM) que apresente projeto de lei estabelecendo a distribuição gratuita de coletores ou absorventes menstruais descartáveis nas unidades de saúde da atenção básica para as mulheres de baixa renda em Salvador.

Na proposição, o deputado defendeu ser uma questão de saúde pública e destacou a relevância dessa medida na vida de mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Milhões de mulheres vivem sem acesso a recursos para a higiene adequada. Na pesquisa “Impactos da Pobreza Menstrual no Brasil”, 1.124 mulheres foram entrevistadas e 50% delas afirmaram já ter precisado substituir o absorvente por papel higiênico, roupa velha, toalha de papel, jornal e até mesmo miolo de pão em virtude das limitações financeiras. Em Salvador essa situação pode ser diferente”, disse o deputado.

Os dados demográficos do Brasil apontam que, em 2019, 13,5 milhões de pessoas se encontravam abaixo da linha da pobreza, sem acesso a itens como absorvente, por esse item ser considerado supérfluo e não um direito.

A higiene menstrual é definida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma questão de saúde pública e direitos humanos e que a falta de acesso a coletores por mulheres em idade fértil, além da consequente substituição destes artigos de higiene por materiais inadequados, traz um risco eminente à saúde da mulher, podendo provocar infecções do trato urinário ou mesmo do próprio aparelho reprodutor feminino, além do consequente confinamento durante o período menstrual, causando impactos no desempenho educacional nas jovens em idade escolar, na situação econômica em casos de mulheres trabalhadoras informais ou liberais, entre outros.

“Considerando que o combate à pobreza menstrual viabiliza direitos iguais entre os gêneros no que tange ao acesso à educação, trabalho e socialização, além da previsão do artigo 196 da Constituição Federal que dispõe que a saúde é direito de todos e dever do Estado, peço a sensibilidade do prefeito para que torne esse projeto uma realidade em Salvador”, frisou Paulo Câmara.

Dia Mundial da Alfabetização

Dia Mundial da Alfabetização-Vereador Paulo CâmaraO Dia Mundial da Alfabetização, comemorado no dia 8 de setembro, foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) através da UNESCO, instituição criada para buscar reduzir os números de analfabetismo em todos os países do mundo.

São considerados analfabetos aqueles que não sabem ler ou escrever e também os que somente sabem escrever o nome. Ser alfabetizado, no sentido amplo, é importante para ter acesso a uma rede de conhecimentos e fazer valer o seu direito.

Cidadania
Ser alfabetizado plenamente garante o acesso à cidadania. Ter acesso ao conhecimento permite que as pessoas conheçam quais são os seus direitos e tenham melhores oportunidades de trabalho. Segundo a Unesco, a educação é “o melhor investimento que as nações podem fazer para construir sociedades prósperas, saudáveis e igualitárias”.

Índices
Durante a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad), em 2011, constatou-se que no Brasil a taxa média de analfabetismo é de 8,6%. No Nordeste esse índice quase dobra, subindo para 16,9%. Na Bahia, a situação não é tão diferente: a média é de 14%.

Uma categoria desse grupo que causa grande preocupação são os analfabetos funcionais. Para o IBGE, são aqueles com 20 anos ou mais que passaram até quatro anos na escola. Porém, especialistas na área consideram analfabetos funcionais aqueles que não são capazes de interpretar um texto, que não domina a habilidade da escrita.

Campanhas para a Alfabetização
Uma matéria publicada no site do Terra mostra que o ano de 2012 encerrou a Década das Nações Unidas para a Alfabetização, coordenada pela Unesco, que lançou a campanha “Alfabetização como Liberdade”. Em 2005, o órgão lançou a Iniciativa de Alfabetização para o Empoderamento. O objetivo da Educação para Todos – parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio lançado pela ONU em 2000 -, de aumentar para 50% os níveis de alfabetismo até 2015, é o objetivo geral para Década da Alfabetização.

Com informações do Terra