II Fórum Salvador Vai de Bike acontece sexta, dia 5

fórum salvador vai de bikePara falar sobre a importância do uso de bicicletas no dia a dia das empresas, o II Fórum Salvador Vai de Bike terá como tema “As empresas, a bicicleta e a cidade”. O objetivo do evento é mostrar a utilidade que esse tipo de veículo pode ter para as companhias.

Um dos palestrantes do evento, o diretor da ONG Transporte Ativo do Rio de Janeiro, José Lobo, afirma que essa utilização das bicicletas é pouco discutida na sociedade. “Quando se fala em bike geralmente se pensa no usuário comum, que utiliza o equipamento para a prática de atividades físicas, mas pouco se pensa na utilização das bicicletas pelas companhias”, destacou. A iniciativa é da Prefeitura em parceira com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio) com o apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado da Bahia (Fcdl-BA), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) e o Grupo de Líderes Empresarial (Lide).

Ainda segundo Lobo, a cultura das companhias do país também influencia esse cenário. “A verdade é que as empresas pouco exploram essa alternativa, o que é um erro, uma vez que além da bike ser uma opção ecologicamente correta, é muito mais barato comprar e manter uma do que um veículo motorizado, mesmo que seja de pequeno porte”.

O fórum acontecerá nesta sexta-feira (5), das 8h30 às 13h, na Casa do Comércio. Além de José Lobo, também participarão do evento Marcelo Maciel, presidente da Aliança Bike, entidade nacional que congrega fabricantes, importadores, fornecedores, distribuidores e lojistas, além do empresário Tito Caloi, presidente da TITO Bikes, empresa fundada depois que a família Caloi vendeu o negócio.

Bikes para serviços de entrega

unnamed (3)Os problemas de mobilidade urbana, bem característicos das grandes cidades, estão motivando empresas que realizam entregas a criarem um novo diferencial nos seus negócios. O uso de bicicletas, ao invés de motos, está cada vez mais comum em companhias que precisam driblar o caos dos grandes centros urbanos. As magrelas, além de serem menos poluentes que a sua similar motorizada, permitem mais oportunidades de deslocamento, já que o seu trânsito nas ruas não está sujeito às mesmas regras de sinalização que as motos. Além disso, as bikes não usam combustível e têm manutenção mais barata, o que permite que as empresas diminuam os preços sem prejudicar os lucros.

Confira o que alguns desses empreendedores contaram na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN) sobre suas experiências nesse novo tipo de entrega.

EcoBike
Em julho de 2011, o curitibano Cristian Trentin criou a EcoBike Courier, a primeira do Brasil a trabalhar com esse tipo de entrega. Hoje, a rede já possui franquias nas cidades de São Paulo, Porto Alegre e Cascavel e teve R$ 1 milhão de lucro em 2013. As entregas são feitas pelo próprio franqueado, cujo investimento inicial é de R$ 200 mil.

Loggi
A Loggi, criada em junho 2013, oferece para os seus clientes a possibilidade de acompanhar em tempo real, através de uma plataforma online, todo o trajeto do entregador. A companhia atua na Grande São Paulo. No entanto, inicialmente, a empresa trabalhava com motocicletas, já tradicionais. Mas os sócios perceberam as vantagens da utilização de bicicletas e hoje já usam os dois tipos de transporte.

Ecolivery
A Ecolivery Courrieros além de documentos, também leva nas bicicletas flores, calçados, chocolates, entre outros produtos. Fundada em outubro de 2012, a companhia tem mais de 35 clientes fixos e pretende triplicar os lucros de 2013 através da expansão dos serviços pela cidade de São Paulo.