Artigo Jornal Correio: “O LoL e os pós-millennials”

Nascidos entre os anos 90 e 2000, a chamada geração Z ou pós-millennials já chegaram conectados e estão entrando no mercado de trabalho. Eles são nativos digitais e enxergam os seus dispositivos eletrônicos como uma ferramenta para dar eficiência às tarefas diárias, fazendo do seu smartphone o centro do mundo. Pensando no aproveitamento do potencial dessa geração, empresas estão utilizando novas estratégias. Agora é o mercado de trabalho que tenta se adaptar a essa mão de obra que surge com características próprias, adotando uma nova linguagem de comunicação e precisando de autonomia e responsabilidade em iguais proporções.

Trata-se de uma geração que nasceu acompanhando a evolução digital, como a massificação da internet, o que propiciou infinitas possibilidades, inclusive, a de jogos eletrônicos, ou eSports. Quem antes jogava sozinho de suas casas viu surgir competições online, podendo jogar e competir com pessoas de todo o mundo. Esse movimento cresceu de forma silenciosa, ganhou força e hoje é uma realidade. Os eSports estão cada vez mais organizados e, embora bem profissionalizados, ainda não há no Brasil um reconhecimento oficial dessa modalidade, mesmo o Brasil figurando em terceiro lugar de audiência, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

A regulamentação dos eSports como prática esportiva representa a inserção dessa geração em um novo setor profissional ainda pouco entendido e aceito entre os mais tradicionais, mas que traduz a forma como as pessoas começam a se relacionar entre si e com a tecnologia. Essas mudanças refletem as características trazidas pela Indústria 4.0 e seus desdobramentos, também conhecida como a 4ª Revolução Industrial. Acompanhando essa tendência, inúmeras universidades americanas oferecem cursos sobre designs de jogos. No Brasil, cursos de graduação voltados para o desenvolvimento de games já são encontrados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O LoL (League of Legends) é o título que mais se destaca entre os eSports. Completando, agora 10 anos, o jogo coleciona recordes. Apenas no último mês de setembro, foi a produção para computador mais jogada no mundo, registrando 100 milhões de usuários online, segundo a Riot, desenvolvedora do jogo. No Brasil, a principal comemoração ao aniversário do LoL será realizada em São Paulo, com jogadores profissionais e streamers, lançando novos produtos.

É pela importância e o crescente aumento de popularidade dos esportes eletrônicos que apresentei um projeto de lei na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) propondo a regulamentação dessa atividade no estado da Bahia, como já ocorre em outros países do mundo. A proposta tem como objetivo regularizar essa prática como desporto não formal, haja vista as frequentes e concorridas competições profissionais existentes, bem como a formação de equipes e jogadores que se dedicam exclusivamente a esses esportes.

Essa modalidade vem movimentado a economia, o que tem garantido espaço na mídia televisiva, com expressiva audiência de público e ibope. O faturamento deste setor atingiu 1,5 bilhão de dólares em 2018 no Brasil, sendo líder na América Latina. Por todos esses motivos, percebe-se que os amantes desse esporte precisam estar conscientes da abrangência de suas potencialidades e do quanto serão demandados por este novo mercado de trabalho.

 

 

Paulo Câmara

Deputado estadual

Sancionada lei de Paulo Câmara que regulamenta os esportes eletrônicos na Bahia

Foi sancionada hoje (3), no Diário Oficial da Assembleia Legislativa (AL-BA), a Lei Nº 14.116, que regulamenta a prática dos esportes eletrônicos no estado da Bahia, de autoria do deputado estadual Paulo Câmara (PSDB).

A lei regulariza essa prática, haja vista as frequentes e concorridas competições profissionais já existentes, bem como a formação de equipes e jogadores que se dedicam exclusivamente a esses esportes. De acordo com a lei, o esporte eletrônico fica reconhecido como a prática desportiva em que duas ou mais equipes competem em modalidade de jogo desenvolvido com recursos das tecnologias da informação e comunicação, definindo o jogador como atleta.

“É uma honra para mim ser o deputado de primeiro mandato que teve a sua primeira lei sancionada nesta legislatura na AL-BA, sobretudo por se tratar de um projeto que trata deste setor, o qual tenho dado especial atenção desde a Câmara de Vereadores por ser um atrativo turístico, fomentar a geração de emprego e renda no nosso estado e também pelo seu potencial econômico”, destacou Paulo Câmara.

A lei especifica que ao ser regulamentado o e-sport abrange práticas formais e não formais e, quando praticado profissionalmente, seguirá as regras nacionais e internacionais aceitas pelas entidades de administração do desporto. A norma também prevê que essa modalidade seguirá os princípios fundamentais que regem a prática desportiva brasileira.

Paulo Câmara destaca a dimensão que os e-sports vêm ganhando pela movimentação econômica que geram, o que tem garantido espaço na mídia televisiva, como os canais esportivos ESPN, Sport TV, Band News, Discovery Turbo, com expressiva audiência de público e ibope. “Trata-se de um mercado enorme, que acontece de forma silenciosa, e nós na condição de homens públicos temos a obrigação de potencializar esta atividade”, defendeu.