Coletivo de carreiras de estado expõe insatisfação com o governo do estado durante audiência pública na Alba

Na manhã desta segunda-feira, 04/10, um Coletivo de Carreiras de Estado Organizadas (CEO), que inclui procuradores públicos estaduais, gestores governamentais do estado, magistrados e defensores públicos, expôs insatisfação com o tratamento dado pelo governo do estado à categoria nos últimos seis anos, durante audiência pública realizada pelo deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), através da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Além de debater os impactos da PEC 32/2020 para o servidor público baiano, cuja matéria altera disposições sobre servidores, empregados públicos e organização administrativa e está pronta para pauta no plenário da Câmara dos Deputados, os presentes na audiência também pediram justificativas ao governador Rui Costa (PT) sobre a ausência de envio de lei para a recomposição inflacionária dos servidores públicos do estado da Bahia.

Elencando diversos prejuízos ao serviço público com a reforma, como terceirização, demissão, supressão de benefícios e vantagens, a procuradora do estado Cristiane Guimarães também demonstrou indignação com relação à injustificada omissão do Executivo baiano a respeito da não recomposição inflacionária. “Quais as razões de interesse público levaram o governador a não atender à regra constitucional que diz respeito à recomposição inflacionária dos servidores desde 2016? A justificativa deve ser uma motivação do não fazer a que todos os agentes políticos e públicos estão obrigados”, disse a procuradora, que é presidente da Associação de Procuradores do Estado da Bahia (Apeb) e vice-presidente Nacional de Procuradores dos Estados e Distrito Federal (Anape).

Por sua vez, Daniella Gomes, presidente da Associação dos Gestores Governamentais do Estado da Bahia (AGGEB), também criticou a reforma e o que chamou de ‘demonização’ do serviço público, questionando a inversão de valores do governo do estado. “Muito do que se busca com a PEC 32 nacionalmente já está praticado aqui, antes mesmo de ela ser aprovada. A Bahia é recordista de contratos Reda, a todo momento o prazo é adiado. Estamos há seis anos sem reajuste. Por outro lado, a gente vê um investimento do estado com publicidade, enquanto que com o servidor público, que é responsável pelas entregas, não há valorização, não há investimento, não há meritocracia. Não é a questão de não se ter dinheiro, mas para onde ele está sendo canalizado, quais são as prioridades do governo”, criticou Gomes, ao citar os valores gastos pelo governo estadual com publicidade, de cerca de 840 milhões, de 2015 a 2020.

Em sua fala, Marcos Carneiro, presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia (IAF), apresentou números da arrecadação fiscal do estado, que, apesar da pandemia, apresentou superávits históricos neste ano. “De janeiro a setembro, já arrecadamos R$ 22,5 bilhões de ICMS, com uma média mensal de R$2,5 bi, algo nunca visto. No segundo quadrimestre deste ano, a Receita Corrente Líquida (RCL) alcançou R$ 43,23 bilhões, um crescimento de 9,2% em relação ao primeiro quadrimestre desse ano. A contínua melhora dos índices de comprometimento de pessoal aponta uma folga de R$ 4 bilhões para o limite prudencial estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse.

Ao ouvir todas as reinvindicações do coletivo, Paulo Câmara se comprometeu a formalizar, através da Mesa Diretora da Alba, um pedido de justificativa por parte do governo do estado diante do silêncio sobre o assunto.

“Não debater, não cumprir a Constituição, como foi colocado aqui, é mais um índice negativo para a Bahia, da falta de transparência. Enquanto parlamentar, farei o meu papel no sentido de buscar uma resposta para o silêncio sobre o não reajuste salarial dos servidores estaduais”, destacou o deputado.

Realizada no formato híbrido, a audiência também contou com a participação de representantes da Associação das Defensoras e Defensores Públicos da Bahia (Adep-BA), da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), da Associação do Ministério Público do Estado da Bahia (Ampeb) e diversos servidores.

Prestação de contas do Legislativo e Executivo

infografico_prestacao_de_contas001No último dia 6 de agosto, os vereadores da Câmara Municipal de Salvador aprovaram o projeto que institui o voto aberto na Casa Legislativa para análise das contas de prefeito. A autoria da proposição, aprovada por unanimidade, é do vereador Paulo Câmara.

Mas você sabe o que é e como é feita a prestação de contas? Todo aquele que usa dinheiro público, como os três Poderes, órgãos públicos, e até mesmo projeto social, devem fazer a prestação de contas. Isso acontece porque não é o governo o dono do dinheiro público, mas sim, o povo. Logo, todos têm o direito de saber como a quantia arrecadada através de impostos está sendo usada.

Esfera Municipal
Por serem instâncias públicas, a Câmara de Vereadores e a Prefeitura prestam conta de todos os seus gastos. No início de cada ano, os poderes enviam um relatório de despesas (junto com os documentos que comprovem a sua realização) ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A Câmara de Salvador segue rigorosamente o prazo estabelecido.

Antes do envio, as duas prestações de contas – do Legislativo e do Executivo – ficam à disposição do cidadão na Controladoria da Câmara e permanecem disponíveis ao cidadão durante 60 dias, nos meses de abril e maio. Na primeira semana de junho são enviadas ao TCM.

Pareceres
O TCM analisa as contas e dá seu parecer, com caráter opinativo. Se o Tribunal opinar pela aprovação com ressalvas ou pela rejeição, o gestor (presidente da Câmara ou prefeito) pode entrar com recurso administrativo. Após o julgamento, o TCM envia o parecer final para apreciação da Câmara.

Trâmite na Câmara Municipal
Na Câmara, primeiro as contas passam pela Comissão de Orçamento, Finanças e Fiscalização, que emite um parecer e encaminha para votação única em plenário pelos vereadores. Somente pelo voto de 2/3 poderá ser rejeitado o parecer do TCM, através de Decreto Legislativo.

Com a votação encerrada, a Câmara envia ofício ao TCM comunicando a decisão da Casa, com cópia do Decreto Legislativo já publicado no Diário Oficial do Legislativo Municipal.

Após a aprovação do projeto de Paulo Câmara, todos os vereadores terão que revelar como votaram ao avaliar as contas do prefeito. A votação das contas de 2012 da Prefeitura de Salvador será neste modelo e está prevista para acontecer ainda este ano.

 

PI Nº 244/11 – Indica a vacinação itinerante de barraqueiros e feirantes contra meningite

A importância da vacinação, a exemplo da recente campanha contra a gripe, nos lembra da importância de outras, a exemplo da meningite. Trata-se de uma doença infecciosa que pode deixar sequelas graves e até levar à morte, caso não seja tratada. A enfermidade é uma infecção nas meninges, membranas que revestem órgãos do sistema nervoso central como a medula espinhal e o encéfalo. Existem várias modalidades de meningite, a por contaminação de vírus, de bactérias, de fungos, parasitas, etc. As mais comuns são a viral e a bacteriana.

Apesar de pouco comum, a meningite fúngica merece atenção e cuidado. Ela atinge geralmente pessoas em que o organismo não tem boa resposta imunológica (capacidade de combater corpos estranhos que entram no organismo) como os portadores de doença renal crônica, AIDS, lúpus e diabetes. O fungo avança com facilidade pelo corpo e causa infecção das meninges.

O fungo mais comum a causar este tipo de infecção é o Cryptococcus neoformans, causando a chamada meningite criptocócica. O microrganismo é encontrado em fezes de pássaros, principalmente pombos, mas também pode estar presente em frutas, vegetais ou no solo.

Feirantes e barraqueiros são profissionais que têm constante contato com os vetores de contaminação da meningite fúngica. Pensando em proteger a saúde desta parcela da população, o vereador Paulo Câmara indicou à Prefeitura de Salvador a vacinação itinerante desses profissionais no município.

Confira o projeto na íntegra: 

PI – Indica ao Executivo Municipal a vacinação itinerante de feirantes e barraqueiros em Salvador