
O número de idosos no Brasil deve quadriplicar até 2060, segundo a última projeção populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estima-se que os maiores de 65 anos serão quase 27% da população. Será que nossas cidades estão prontas para receber esse incremento na população de terceira idade?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) dispõe de um manual para que as cidades se preparem para essa nova realidade. O “Guia Global das Cidades Amigas do Idoso” foi publicado em 2008 e trata sobre temas como acessibilidade e inclusão. Segundo a OMS, “uma cidade amiga do idoso estimula o envelhecimento ativo ao otimizar oportunidades para saúde, participação e segurança, para aumentar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem”.
Check-list
O Guia é composto por um check-list de oito itens que devem ser observados por gestores de cidades. Ele foi composto a partir da contribuição de idosos e seus cuidadores de 33 cidades ao redor do mundo. Vamos abordar aqui as normas para espaços públicos. Confira:
Prédios públicos e Espaços abertos
· Cidade limpa com uma legislação, devidamente cumprida, que limita o nível de ruído e odores desagradáveis ou nocivos em locais públicos;
· Espaços verdes bem conservados e seguros, com abrigos adequados, banheiros e bancos de fácil acesso;
· Calçadas amigáveis aos pedestres, livres de obstáculos, com superfície nivelada, com banheiros públicos e de fácil acesso;
· Bancos públicos, especialmente em parques, nas paradas de ônibus e em espaços públicos, colocados a intervalos regulares; bancos bem conservados e fiscalizados para que todos tenham acesso seguro a eles;
· Calçamento bem conservado, nivelado, anti-derrapante e amplo o suficiente para acomodar cadeiras de rodas, com um meio-fio baixo para facilitar a transição para a rua;
· Calçamento livre de quaisquer obstáculos (por exemplo, camelôs, carros estacionados, árvores) e os pedestres têm prioridade;
· Ruas com cruzamentos em intervalos regulares, faixas anti-derrapantes, fazendo com que seja seguro aos pedestres atravessá-las;
· Ruas com estruturas físicas bem desenhadas e apropriadamente colocadas, como ilhas de tráfego, passagens ou túneis que ajudem os pedestres a atravessá-las, especialmente nas de muito movimento;
· Serviços agrupados e localizados próximo de onde os idosos moram e com fácil acesso (por exemplo, localizado no andar térreo dos prédios);
· Atendimento especial para os idosos, como filas separadas ou guichês específicos;
· Prédios acessíveis e com elevadores, rampas, sinalização adequada, corrimãos em escadas, degraus não muito altos ou inclinados, piso anti-derrapante, áreas de repouso com cadeiras confortáveis e número suficiente de banheiros públicos.
