Paulo Câmara participa da apresentação de encíclica ecológica

Paulo Câmara com Dom Murilo Krieger (Foto: Antônio Queirós)
Paulo Câmara com Dom Murilo Krieger (Foto: Antônio Queirós)

O vereador Paulo Câmara, presidente da Câmara Municipal, representou a Casa Legislativa na solenidade de apresentação da encíclica papal sobre preservação do meio ambiente. O arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, apresentou a orientação da Igreja para o mundo, na noite de terça-feira (4), na sede da Associação Comercial da Bahia, no Comércio.

Na Encíclica Laudato SI’ (Louvado Sejas), o papa Francisco afirma que a educação na responsabilidade ambiental pode incentivar vários comportamentos que têm incidência direta e importante no cuidado do meio ambiente. No documento, pede para “evitar o uso de plástico e papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar apenas aquilo que razoavelmente se poderá comer, tratar com desvelo os outros seres vivos, servir-se dos transportes públicos ou partilhar o mesmo veículo com várias pessoas, plantar árvores e apagar as luzes desnecessárias”.

Preocupação comum
De acordo com o presidente Paulo Câmara, a mensagem do papa Francisco está de acordo com os anseios da humanidade nos dias atuais, independente da opção religiosa de cada um. “A encíclica trata de tema muito importante para o meio ambiente e a Câmara Municipal tem feito o seu papel ao discutir Salvador Sustentável”, afirmou. Acrescentou que “cada um pode fazer a sua parte realizando coleta seletiva, fazendo o dever de casa e atentando para o descarte correto do lixo”.

“Eu acho que temos que aprender muito. Dói o coração quando eu passo pela cidade, às vezes à tardinha ou à noite, e vejo o lixo espalhado, que enfeia a cidade e traz doenças”, lamentou o arcebispo dom Murilo Krieger.

O religioso apontou para a necessidade de se criar uma consciência ambiental e indicou que “a Associação Comercial pode fazer um grande trabalho, como também os meios de comunicação”. Encerrou pedindo a união de forças para ocorrer uma mudança de mentalidade.

Carta papal
A carta papal de 190 páginas faz uma convocação à humanidade para cuidar do planeta. “Espero que esta encíclica, que se insere no magistério social da Igreja, nos ajude a reconhecer a grandeza, a urgência e a beleza do desafio que temos pela frente”, diz Francisco no texto.

A encíclica começa com um resumo de vários tópicos do que chama de crise ecológica, baseando-se “nos melhores frutos” de pesquisas disponíveis atualmente sobre o tema ambiental. Empresários e autoridades de vários campos sociais participaram da solenidade.

Papa Francisco convoca a humanidade para proteger o meio ambiente

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Nesta quinta-feira (18), o Papa Francisco divulgou a encíclica intitulada Laudato Si (Louvado Sejas), através da qual trata das suas reflexões sobre o meio ambiente. A carta de 190 páginas, escrita exclusivamente por ele, faz uma convocação à humanidade para cuidar do planeta. “Espero que esta carta encíclica, que se insere no magistério social da Igreja, nos ajude a reconhecer a grandeza, a urgência e a beleza do desafio que temos pela frente”, diz Francisco no texto.

A encíclica começa com um resumo de vários tópicos do que chama de crise ecológica, baseando-se “nos melhores frutos” de pesquisas disponíveis atualmente sobre o assunto. Em seguida, Francisco faz uma análise argumentativa baseada na tradição judaico-cristã, como parâmetro para a interpretação do compromisso da Igreja para com o meio ambiente. O próximo tópico da carta trata de analisar as raízes da situação atual, integrando o papel que o ser humano ocupa no mundo e a sua relação no meio em que vive. Por fim, a encíclica propõe identificar linhas de diálogo e ações envolvendo tanto o indivíduo quanto a política internacional. “Finalmente, convencido – como estou – de que toda a mudança tem necessidade de motivações e dum caminho educativo, proporei algumas linhas de maturação humana inspiradas no tesouro da experiência espiritual cristã”, pontuou Francisco.

O texto de Francisco poderá ter força durante as negociações sobre o clima que ocorrerão no final do ano em Paris. A carta também abre o diálogo com outras religiões, citando inclusive o patriarca ecumênico Bartolomeu, das igrejas ortodoxas, e de uma liderança muçulmana, o sufista Ali Al-Khawwas. Essa abertura fica evidente no final, quando Francisco propõe duas orações: uma para “todos que acreditam em um Deus”, sejam muçulmanos, judeus ou cristãos, e outra direcionada para os cristãos.

Confira alguns tópicos selecionados da encíclica de Francisco, nos quais ele propõe uma mudança de comportamento do indivíduo, no que chama de “um grande desafio cultural, espiritual e educativo que implicará longos processos de regeneração”.

1. Apontar para outro estilo de vida
Atrevo-me a propor de novo aquele considerável desafio: Como nunca antes na história, o destino comum obriga-nos a procurar um novo início (…). Que o nosso seja um tempo que se recorde pelo despertar duma nova reverência face à vida, pela firme resolução de alcançar a sustentabilidade, pela intensificação da luta em prol da justiça e da paz e pela jubilosa celebração da vida.

2. Educar para a aliança entre a humanidade e o ambiente
A educação na responsabilidade ambiental pode incentivar vários comportamentos que têm incidência directa e importante no cuidado do meio ambiente, tais como evitar o uso de plástico e papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar apenas aquilo que razoavelmente se poderá comer, tratar com desvelo os outros seres vivos, servir-se dos transportes públicos ou partilhar o mesmo veículo com várias pessoas, plantar árvores, apagar as luzes desnecessárias… Tudo isto faz parte duma criatividade generosa e dignificante, que põe a descoberto o melhor do ser humano. Voltar – com base em motivações profundas – a utilizar algo em vez de o desperdiçar rapidamente pode ser um acto de amor que exprime a nossa dignidade.

3. A conversão ecológica
Para se resolver uma situação tão complexa como esta que enfrenta o mundo actual, não basta que cada um seja melhor. Os indivíduos isolados podem perder a capacidade e a liberdade de vencer a lógica da razão instrumental e acabam por sucumbir a um consumismo sem ética nem sentido social e ambiental. Aos problemas sociais responde-se, não com a mera soma de bens individuais, mas com redes comunitárias: As exigências desta obra serão tão grandes, que as possibilidades das iniciativas individuais e a cooperação dos particulares, formados de maneira individualista, não serão capazes de lhes dar resposta. Será necessária uma união de forças e uma unidade de contribuições. A conversão ecológica, que se requer para criar um dinamismo de mudança duradoura, é também uma conversão comunitária.

Clique aqui e leia a encíclica em português na íntegra

Mensagens do Papa Francisco

Foto - Gilberto Marques/A2 FOTOGRAFIA
Foto – Gilberto Marques/A2 FOTOGRAFIA

O papa Francisco está no Brasil esta semana participando da 27ª edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento da Igreja Católica que reúne jovens de todo o mundo para um encontro com o sumo pontífice. Apesar de ser um acontecimento religioso, Francisco deixou algumas mensagens que podem ser valiosas para todos.

Simplicidade – O papa Francisco já é conhecido pela quebra de protocolos e por abrir mãos de regalias que vêm junto com o cargo. No Rio, ele não fez diferente. Ele pregou a solidariedade e o desapego aos bens materiais. “Não deixemos entrar em nosso coração a cultura do descartável, porque nós somos irmãos. Ninguém é descartável. Tudo o que se compartilha, se multiplica”.
Luta contra a corrupção – Durante seus discursos, o pontífice incentivou os jovens a lutar por uma sociedade mais justa. Francisco pediu que usem sua energia para combater a corrupção. “Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança”.

Combate às drogas – Quando inaugurou a ala para dependentes químicos de um hospital, o papa condenou abertamente as drogas. Chamou os traficantes de “mercadores da morte”, condenou a liberação da venda de drogas e disse que é preciso tratar dos problemas que levam ao uso de entorpecentes. Francisco encorajou os dependentes a dar o primeiro passo para enfrentar o vício.” Queridos amigos, queria dizer a cada um de vocês, mas sobretudo a tantas outras pessoas que ainda não tiveram a coragem de empreender o mesmo caminho de vocês: você é o protagonista da subida”, afirmou o papa.