Bicicletas são meio de transporte público em Barcelona

Vereador Paulo câmara-Bicicletas como transporte público
Foto: Site Brasília em destaque

Você sabia que a bicicleta pode ser meio de transporte público? Na cidade de Barcelona, na Espanha, as “magrelas” formam um sistema complementar aos tradicionais ônibus e metrô e contam com faixas exclusivas. Além de estimular o uso desse modal como transporte público em trechos curtos, elas diminuem a poluição na cidade e incentivam a atividade física.

O nome do sistema é Bicing e foi criado em 2007. Funciona assim: o cidadão se registra no sistema, adquire um cartão e paga uma anuidade por ele. Depois, é só passar o cartão em uma estação, retirar a bicicleta e devolvê-la em qualquer outra estação.

A cada 300 ou 400 metros é possível encontrar um lugar para pegar e devolver as magrelas. Para facilitar a vida dos moradores, as estações ficam sempre próximas às saídas dos metrôs e a pontos de ônibus. O sistema foi pensado para trajetos curtos, evitando o uso de outro meio.

Os moradores de Barcelona pagam 30 euros ao ano e podem usar as bicicletas quantas vezes quiserem. Porém, não deve ultrapassar 30 minutos por viagem. Se descumprirem a norma ou danificarem aparelhos são multados e estão sujeitos a perder o cartão.

Realidade de Salvador

Ciclovias Salvador-Paulo Câmara
Mapa do sistema cicloviário de Salvador existente e em projeto, rede do metrô e férrea

Atualmente, Salvador conta com um trecho de 17 km de ciclovias. Elas ficam na orla, entre os bairros de Amaralina e Itapuã. Quem abre mão do carro ou do ônibus para se locomover pela cidade tem que se arriscar no meio da pista.

Projeto Cidade Bicicleta

O projeto “Cidade Bicicleta”, idealizado e executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia (Conder), previa a implantação de 217 km de ciclofaixas e ciclovias em Salvador. Depois o número foi reduzido para 82 km. A promessa é entregar o projeto até a Copa do Mundo de 2014, mas até o momento ele não foi executado.

Sistema de ciclofaixas da Prefeitura

A Prefeitura anunciou este ano que quer implantar um sistema semelhante ao espanhol, porém, sem as faixas exclusivas. Um sistema de ciclofaixas funcionaria, ao menos inicialmente, aos domingos e feriados e está previsto para ser implantado até o fim do ano. O vereador Paulo Câmara já havia protocolado um projeto de indicação solicitando que a prefeitura implementasse infraestrutura em Salvador para o trânsito de bicicletas.

Mapa extraído do site Mobilize – Mobilidade Urbana Sustentável

TVE – Debate sobre o voto aberto parte 4

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Reabilitação Urbana: reintegrando áreas degradadas

Vereador Paulo Câmara-Reabilitação Urbana
Ilustração: Requalificação Baixa dos Sapateiros

O processo de recuperação de áreas tradicionais de uma cidade que estejam em degradação chama-se Reabilitação Urbana, conceito usado por diversos autores da Arquitetura pós-moderna. Como degradadas, nesse caso, entende-se que essas áreas não são mais tão atrativas à ocupação urbana, que as pessoas deixam de circular por ela, não oferecem o devido conforto aos seus moradores e, às vezes, se tornam espaços dominados pela marginalidade.

A degradação acontece, normalmente, em áreas históricas de grandes cidades A. população aumenta, a cidade se desenvolve, o comércio prospera e o centro migra para outro lugar. No caso de Salvador, há algumas décadas o coração econômico era a região do Centro Histórico, da Avenida Sete e do Comércio. Hoje, quem ocupa esse lugar é o eixo Iguatemi –Tancredo Neves –Avenida Paralela.

Planejamento urbano
Em palestra ministrada na Câmara Municipal de Salvador, no dia 14 de agosto, o arquiteto urbanista, doutor pela USP, Márcio Novaes Coelho Júnior, disse que o objetivo da reabilitação urbana é reintegrar áreas degradadas à dinâmica urbana, aproveitando as estruturas existentes.

Segundo o especialista, o processo consiste em desenvolver uma política urbana voltada à recuperação do patrimônio cultural e proporcionar um crescimento sustentável das áreas afetadas, prevendo principalmente programas voltados ao desenvolvimento social.

Para promover a reabilitação é preciso realizar o planejamento urbano enxergando a cidade em seus vários aspectos: econômico, humano, cultural, ambiental, etc. O processo envolve o diálogo entre várias instâncias: especialistas, poder público e a população local.

Benefícios
Além da preservação do patrimônio histórico, esse tipo de prática estimula a sustentabilidade, já que não são usados mais recursos naturais na construção de novos espaços. Os moradores também ganham, já que são beneficiados com a melhoria da qualidade de vida.

 

Rádio Cruzeiro AM – Entrevista Paulo Câmara

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Tv Aratu – Câmara discute planejamento urbano e ocupação desordenada

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Bahia Já – Presidente da Câmara destaca importância do planejamento urbano em SSA

Bahia Já_Presidente da Câmara destaca importância do planejamento urbano para SSA_14.08.2013
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