Paulo Câmara toma posse como membro da Frente Parlamentar do Setor Produtivo

Defensor do agronegócio como instrumento de desenvolvimento, com geração de emprego e renda, o deputado estadual Paulo Câmara tomou posse, hoje (30), como membro da Frente Parlamentar do Setor Produtivo: Agropecuária, Indústria, Comércio e Serviços, em sessão especial realizada durante a manhã, no Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

A solenidade foi dirigida pelo presidente do legislativo baiano, Nelson Leal, e contou com as presenças do vice-governador do estado, João Leão; do presidente e vice-presidente da Frente Parlamentar, deputado Eduardo Salles e Tiago Correia, respectivamente; do secretário estadual de Turismo, Fausto Franco; além de presidentes e membros de diversas instituições, como Fecomércio, Associação Comercial da Bahia, CDL, FCDL, Fieb, Faeb, Sebrae, Ademi, Fórum do Turismo, ABQUIM, Asdab, Desenbahia e representantes regionais do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste.

Membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural da AL-BA, Paulo Câmara destacou a importância dessa Frente, que é composta pelos Conselhos Parlamentar, Consultivo e Jurídico.

“Trata-se de uma união de esforços entre o poder legislativo baiano e os principais atores econômicos do estado, a fim de destravar leis em desuso para fazer a economia circular mais e melhor, bem como atualizar outras novas que venham a contribuir para fortalecer esses setores e, consequentemente, gerar emprego e renda, atingindo assim toda a cadeia econômica desse processo”, destacou Paulo Câmara.

Quatro Imperativos da Sustentabilidade

imperativos de sustentabilidadeEm tempos em que a sustentabilidade é um assunto debatido mundialmente e motivo de preocupação para várias empresas, o Sebrae, juntamente com o Sistema de Inteligência Setorial (SIS) e o Centro Sebrae de Sustentabilidade, elaborou o relatório Tendências de Sustentabilidade. No documento, estão enumerados os imperativos de sustentabilidade para os pequenos negócios. São eles:

CADEIA PRODUTIVA: As microempresas que fazem parte da cadeia produtiva de grandes corporações devem banir práticas insustentáveis dos seus processos de produção, já que a preocupação dos empresários com a sustentabilidade é crescente. Caso não o façam podem perder o cliente e ficar com a imagem comprometida perante o mercado.

CONSUMO CONSCIENTE: De acordo com a última pesquisa da série “Consumo Consciente” realizada em 2012 pelo Instituto Akatu (Rumo à Sociedade do Bem-Estar), 5% dos brasileiros já praticam o consumo consciente. O fato decorre do aumento de acesso à informação, o que possibilita que as pessoas comprem e descartem os produtos de forma mais equilibrada.

COMPRAS PÚBLICAS: As pequenas empresas são maioria na participação de compras públicas. Segundo levantamento feito pelo Sebrae em 2013, cerca de 57% dos R$ 40 milhões gastos pelo governo federal em compras vão para os pequenos negócios. Os novos editais de licitação já exigem novas práticas dessas empresas, obrigando-as a produzirem de forma sustentável.

INOVAÇÃO: As pequenas empresas devem inovar. Podem aproveitar a sua menor estrutura, ao contrário das grandes que são mais complexas, para implantar as modificações mais rapidamente. O reaproveitamento de resíduos, a racionalização de energia e a redução do uso de água promovem a ecoeficiência empresarial, geram mais empregos e inclusão, e, consequentemente, melhoram a imagem da empresa no mercado.

O que é Microempreendedor Individual?

 

Foto: Reprodução/ Empresa Brasil de Comunicação
Foto: Reprodução/ Empresa Brasil de Comunicação

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, “Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário”. Ou seja, quem costura em casa, faz bolos para festas, é encanador e dali tira seu sustento, também pode ter seu negócio formalizado.

As vantagens de se formalizar foram mostradas por uma pesquisa realizada em 2012 pelo Sebrae. O estudo “Perfil do Microempreendedor Individual 2012” constatou que pequenos negócios aumentam seu faturamento após se formalizar. 55% daqueles que tinham se registrado como microempreendedor individual observaram aumento no faturamento, 54% conseguiram ampliar o investimento no negócio e 26% aumentar as vendas para outras empresas.

Benefícios
Para ser um microempreendedor individual é preciso ter um faturamento de até R$ 60 mil por ano, o que dá uma média de R$ 5 mil por mês. As outras condições são ter até um empregado e não ser sócio ou ter participação em outra empresa.

O Microempreendedor Individual pode tirar CNPJ, emitir nota fiscal, pedir empréstimo no banco como qualquer outra empresa. Além disso, esta categoria tem acesso a outros benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença e aposentadoria. O MEI contará com a vantagem de estar isento de tributos federais, pagando somente uma taxa fixa mensal entre R$ 33,90 a R$ 34,90. Na conta não estão inclusos impostos municipais e estaduais.

Para se formalizar como um MEI é só se cadastrar no Portal do Empreendedor, do governo federal. Lá estão todas as informações necessárias, como dados requisitados, detalhes sobre o processo de inscrição e dúvidas frequentes.

Feira do Empreendedor tem espaço exclusivo para negócios sustentáveis

Feira do Empreendedor-Paulo Câmara
Foto: Reprodução Sebrae

Há mais de dois anos, a Feira do Empreendedor do Sebrae conta com um cantinho especial para negócios que cuidam do planeta. Em 2013 não foi diferente, e os empreendedores podem conferir até o final deste sábado (26), o “Espaço Negócios Verdes e Sustentáveis”.

De acordo com a gestora da Feira, Ana Paula Almeida, o objetivo do Espaço de Negócios Verdes e Sustentáveis é mostrar que existem negócios desenvolvidos a partir da tendência da sustentabilidade. “Negócios interessantes, inovadores e rentáveis, e que ainda reduzem ou anulam os impactos sobre o meio ambiente. Serve mesmo como uma ideia, uma inspiração”, explica a gestora.

Reciclagem
Além de preservar o planeta, adotar os princípios da sustentabilidade ajuda a agregar valor à mercadoria, tornando seu produto diferenciado dos demais. Uma das vertentes deste tipo de negócio que está em alta é aquela ligada à reciclagem. Estima-se que este mercado movimente anualmente cerca de R$ 12 bilhões no Brasil.

Uma das empresas que está expondo na Feira é a Bitten Máquinas. A companhia de Fortaleza fornece “prensas enfardadeiras”, equipamento usado para triturar e compactar os resíduos recicláveis. A ideia do negócio é fornecer matéria-prima para quem produz bens a partir de material reciclado.

Inscrição
Para participar da Feira do Empreendedor é só ir até o Centro de Convenções da Bahia das 13h30 às 22h e preencher o cadastro. A entrada custa R$ 5, quantia que será doada para instituições filantrópicas.