Smart City: sustentabilidade com baixo custo

cidades inteligentesJá pensou morar em sua cidade sem engarrafamentos, descarte adequado do lixo, amplas ruas e áreas verdes? Olhando os projetos lembramos logo de vários filmes, eu sei, parece ficção científica, mas esse modelo de cidade sustentável já começa a virar realidade em alguns lugares do mundo. O Brasil ainda rasteja.

O conceito proposto é a smart city, traduzindo para o português, as cidades inteligentes, que integram as nossas ações do dia a dia à tecnologia, através de um planejamento eficiente, e o resultado esperado é reduzir as desigualdades sociais; crescimento do nível de emprego e renda; incentivar, apoiar e implantar inovação tecnológica; atuar no aumento e na qualidade da escolaridade, bem como da produtividade e competitividade de empresas.

A cidade de Songdo, na Coreia do Sul, está propondo se tornar um município referência em sustentabilidade para todo o mundo. Localizada a 65 km de Seul, a cidade está sendo construída do zero e terá pouco mais de 6 km² de território à beira-mar. Tudo será integrado na internet, como, por exemplo, as garrafas de refrigerante com sensores Wi-Fi para computar descontos nos impostos dos moradores que lançarem o material no cesto de reciclagem, como destaca a reportagem do EcoD.

Nas ruas serão implantados sensores no asfalto que analisam o tempo de deslocamento de veículos em engarrafamentos; nos postes de iluminação pública, os sensores serão responsáveis por diminuir a intensidade das luzes quando não houver ninguém passando.

O mais interessante é que ao contrário do que todos vocês devem estar pensando, implantar uma cidade inteligente não é tão caro. No caso de Sondgo, o governo coreano está investindo 80 bilhões de dólares, pouco mais de R$ 160 milhões de reais, para garantir à população qualidade de vida e sustentabilidade, e ao país um marco na história moderna.

Aqui no Brasil temos muito pouco para destacar. Em Porto Alegre, sensores instalados nos postes informam aos órgãos competentes a necessidade de podas das árvores e recuperação asfáltica. Na capital carioca, em parceria com uma empresa privada, foi implantado um sistema meteorológico que informa, com uma margem de antecedência grande, os riscos de tempestades. E em Pernambuco, a proposta é integrar todo o estado, em quatro anos, via fibra ótica, rádio digital e satélites.