
A estrutura arquitetônica de um engenho de cana-de-açúcar conta a história. A Casa grande, a senzala, a capela, o cais e o aqueduto são lembranças perenes do Brasil do século XVII. Acrescente a beleza do gradil desenhado por Carybé, das obras de artistas renomados e do pôr-do-sol da Baía de Todos-os-Santos e tem-se um dos pontos turísticos mais bonitos e bucólicos de Salvador: o Solar do Unhão, sítio arquitetônico localizado na Avenida Contorno e que abriga o Museu de Arte Moderna (MAM) da Bahia.
História e moradores
O complexo de casarios foi construído no século XVII. Inicialmente de propriedade de Gabriel Soares, a terra foi doada aos monges beneditinos. Após essa doação, o sítio histórico teve outros donos. Em 1690, residia o Desembargador Pedro de Unhão Castelo Branco, logo após se tornou propriedade de José Pires de Carvalho e Albuquerque – que estabeleceu que a propriedade só poderia ser herdada e não mais vendida – e mais tarde veio a ser habitado pelos descendentes de Caramuru e Catarina Paraguaçu. Em janeiro de 1808, os moradores do palacete hospedaram a Família Real portuguesa.
Apogeu e declínio
O local atingiu seu ápice no século XVIII, quando a capela foi reedificada e consagrada a Nossa Senhora da Conceição e algumas reformas – como a colocação de azulejos portugueses no passadiço – deram um ar mais sofisticado à fazenda do Unhão, que nesse momento já era conhecida por Solar, assim como se chama na atualidade. Já o declínio se iniciou com o arrendamento das terras no século XIX, quando começou a instalação de fábricas no local.
Atrações
O Solar do Unhão foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1943 e se tornou propriedade do Governo da Bahia ainda na década de 60. Hoje, para quem visita o local, além do belíssimo pôr-do-sol e da visitação das estruturas, há o MAM, que abriga obras de artistas como Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Rubem Valentim, Carybé, Mário Cravo, entre outros; o projeto Jam no MAM que oferece apresentações de Jazz a preços bastante acessíveis e o Solar Café, restaurante de ambiente romântico e ao mesmo tempo rústico instalado nas antigas estruturas do engenho.
