Paulo Câmara defende trabalhadores da Ceasa de Simões Filho e pede mais transparência do governo sobre concessão

Após visitar a Ceasa de Simões Filho na manhã de ontem (31), o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) fez um pronunciamento na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) pedindo mais transparência sobre a situação dos trabalhadores informais com a requalificação do equipamento.

De acordo com os trabalhadores, o governo do estado não manteve nenhum tipo de diálogo para explicar para onde eles irão após a concessão da Ceasa, prevista para ocorrer neste ano.

“Estive lá para visitar, conhecer e me aprofundar sobre esse tema e confesso que fiquei chocado. Nada contra a concessão, até porque sou a favor. Tudo o que for para melhorar, terá o meu apoio, mas qual a modelagem que será feita? Aqueles permissionários ficarão desamparados? Aquelas pessoas estão sendo ouvidas? Eles serão de alguma maneira comtemplados?”, questionou o deputado na tribuna da Alba.

De acordo com o parlamentar, há cerca de mil famílias no entorno da Ceasa, mais os permissionários, o que significa uma média de oito mil pessoas que sobrevivem desse tipo de trabalho, direta ou indiretamente. Nesse sentido, Câmara defende que a Casa Legislativa não se furte de promover um debate democrático e, acima de tudo, respeitoso com as pessoas.

“A Ceasa foi criada, principalmente, como balizador social, regulador de preço. Essa é a sua função social e precisamos manter isso. Se a concessão vier para modernizar, melhorar o equipamento, dar mais conforto e, acima de tudo, manter o preço, terá o meu total apoio. É inadmissível se pensar numa concessão macro e esquecer dessas pessoas, que estão ali desde o início, há 30 ou 35 anos”, defendeu Câmara.

Auxílio de R$ 1.000,00 para trabalhadores de bares e restaurantes é proposto na ALBA

O deputado Paulo Câmara (PSDB) defendeu a criação na Bahia de um auxílio de R$ 1.000,00 para funcionários do setor de bares, restaurantes e eventos , a exemplo do que foi feito no Governo do Piauí. Para atingir seu objetivo, ele apresentou indicação na Assembleia Legislativa, endereçada ao governador Rui Costa.

O parlamentar considera que a atitude deve ser seguida por todos os gestores estaduais, beneficiando um dos setores mais afetados pela crise sanitária e que estão impossibilitados de receber público enquanto a ocupação das UTIs não diminuir.

Câmara fala que, no Piauí, o secretario estadual da Fazenda, Rafael Fonteles, anunciou um pacote de medidas econômicas para tentar aliviar os efeitos negativos da pandemia, incluindo o auxílio de R$ 1.000,00 para estes trabalhadores.

O vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da ALBA lamenta o efeito devastador da pandemia da Covid-19 na economia mundial, no Brasil e na Bahia, especialmente no comércio de bares, restaurantes e eventos, que tiveram uma redução acentuada no movimento.

“Um gigantesco problema que se reflete não só na dignidade destes trabalhadores, mas também em suas famílias. É papel fundamental dos gestores públicos cuidar do bem compartilhado, bem como do bem-estar de sua população”, declara o legislador. Ao encerrar o documento, Paulo Câmara ressalta a urgência dessa situação e pede a ajuda dos pares e do governador do Estado para que “sigam o belo exemplo do Estado do Piauí, criando este auxílio”.

(Reprodução: Fala Cajazeiras – Redação)

“Governo que se diz dos trabalhadores dá as costas para a classe”, diz Paulo Câmara sobre a Bahia ocupar a maior taxa de desemprego do país.

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) criticou o abandono do governo do estado com a classe trabalhadora baiana, após o Estado da Bahia ocupar a maior taxa de desemprego do Brasil e obter um recorde para o estado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A pesquisa só faz confirmar o que estamos vendo por toda a Bahia, a total falta de uma política econômica do governo do PT, que se diz dos trabalhadores e que, na verdade, dá as costas para essa classe que, historicamente, diz defender. Falta prioridade na geração de emprego e renda e incentivo à atividade econômica em nosso estado. Um total desgoverno”, disparou Câmara.

De acordo com a pesquisa, a taxa de desocupação chegou a 19,8% ao longo de todo ano de 2020 na Bahia. Com isso, o estado se manteve com o maior índice do país pelo sexto trimestre consecutivo, em decorrência de resultados negativos em todos os grupos populacionais envolvidos no mercado de trabalho. A Bahia havia fechado sua maior taxa de desocupação pela última vez em 2016, quando atingiu a marca de 15,9%.