Baiana de acarajé é parte da identidade baiana

vereador paulo câmara
Foto:Max Haack/Ag Haack

Se o Elevador Lacerda e o Pelourinho podem ser considerados símbolos materiais da cidade de Salvador, a baiana de acarajé ocupa, sem dúvida nenhuma, a dimensão humana dessa representação. Aliás, uma simbologia mais que merecida, já que o ofício se popularizou de tal maneira que praticamente não há um lugar na cidade em que não encontremos uma delas, principalmente na orla e nos bairros mais boêmios.

A história das baianas de acarajé começou ainda no século XVI, no tempo da escravidão brasileira. Muitas escravas de ganho saíam na rua com os tabuleiros na cabeça vendendo os quitutes para gerar rendimentos para os seus senhores. O bolinho era comercializado pelas ruas e para divulgá-los as escravas gritavam: “acará jê”, expressão que em ioruba significa “bola de fogo (acará) para comer (jê). Muitas dessas vendeiras eram também filhas de santo e vendiam o acará para conseguir arcar com os custos das suas obrigações dentro do candomblé.

História
O acarajé é uma comida que tem sua origem nos ritos afro brasileiros. O bolinho feito de feijão, temperado com cebola, gengibre e camarão e frito no azeite de dendê é uma oferenda ao orixá Xangô e as suas esposas Oxum e Iansã, em referência ao mito sobre a relação que o santo teria com as duas últimas. No tabuleiro, além do acarajé, é vendido também o abará, o bolinho de estudante, cocada e o frango a passarinha. Como acompanhamentos tradicionais do bolinho, o cliente pode escolher vatapá, caruru, salada, pimenta e o cobiçado camarão seco.

Popularização
O ofício de baiana de acarajé se popularizou na década de 1970 e foi crescendo até se tornar um quitute símbolo da Bahia. Devido ao crescimento do negócio, as baianas de acarajé do estado criaram uma organização para representar a categoria: a Associação das Baianas de Acarajé e Mingau Receptivo e Similares do Estado da Bahia. Também devido à sua importância histórico-cultural, a baiana foi reconhecida como patrimônio cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2005 e Patrimônio Imaterial da Bahia, em 2012. Muitas delas são chefes de família e sustentam a si mesmas e os seus dependentes com a renda que tiram dos seus tabuleiros fazendo a alegria dos turistas e nativos que frequentam os bairros boêmios de Salvador.

Dia da Baiana
Para celebrar o Dia da Baiana de Acarajé em Salvador, comemorado na terça (25), será realizada às 10h, uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho.

Significados da Páscoa

A Páscoa Cristã é uma data em que se comemora a vitória da vida sobre a morte, representada pela ressurreição de Cristo. Para todas as religiões, simboliza uma época de passagem e renovação. A Páscoa Judaica celebra a libertação dos escravos de Israel e outros povos antigos comemoravam a chegada da primavera. Já para os muçulmanos representa a renovação da fé.

Como sugerem os seus significados, a Páscoa é considerada um dia de festa e celebração da fé. Adeptos de religiões diferentes costumam comemorar a data em celebrações especiais em seus templos e em refeições fartas ao lado dos familiares.

Tradições
Algumas das tradições pascais contemporâneas vêm de culturas variadas. O ovo de chocolate e o coelho, elementos mais associados à Páscoa, não vêm da religião cristã, mas sim das culturas pagãs. Entre os meses de março e abril, quando a Páscoa é celebrada, também é a época do fim do inverno e da chegada da primavera nos países nórdicos. A primavera traz a volta da fertilidade aos solos, cuja deusa é associada a coelhos, lebres e ovos pintados.

Já a refeição em família e o vinho fazem referência à Última Ceia, derradeira refeição de Jesus Cristo antes de ser crucificado. Do Judaísmo e do Cristianismo vem o carneiro, cujo sangue foi usado para marcar as portas das casas dos hebreus, segundo a Bíblia. Aqueles que tivessem as portas marcadas estariam salvos das dez pragas enviadas por Deus ao Egito, destinada a matar os primogênitos do território.

Apresentação em Salvador
Em Salvador, a Páscoa tem celebração especial com o grande espetáculo teatral sobre a Paixão de Cristo, no Farol da Barra, de 18 a 20 de abril, às 18h30.

 

TV Bahia – Procissão de São Francisco Xavier

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