Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça

Uma imensa tela que no escuro recebe imagens projetadas e prende a atenção de todos com sua magia e mistério. Tem sido assim desde a década de 1930, quando surgem as primeiras empresas cinematográficas no Brasil. Muitos nomes passaram por essa história e hoje, quando percebemos um crescimento contínuo do cinema brasileiro, percebemos que muito ainda precisa ser feito.

O desenvolvimento do cinema nacional acontece mesmo a partir de 1960, com o “Cinema Novo”. São produções com foco na transformação do país e o movimento foi deflagrado por três filmes em especial: “Vidas Secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos; “Os Fuzis” (1964), de Ruy Guerra; e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha.

Foi uma mudança completa, que perpassou pela temática e pelos recursos técnicos utilizados, fugindo da estética moldada pelo cinema norte-americano, que já era muito forte naquela época. Glauber Rocha e um grupo de outros cineastas nacionais definem o novo tom: “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. Os graves problemas do sertão nordestino tomam conta das telas e o povo passa a consumir conteúdo de interesse social.

E Glauber Rocha, este premiado cineasta baiano, deixa a sua marca na história do cinema nacional.

 

Produções contemporâneas

Nas produções baianas, o maior destaque contemporâneo fica para o filme “Ó Pai, Ó”, que ressalta o dia a dia do soteropolitano, com um enredo cheio de gírias e expressões que todo bom baiano consegue entender. Outro destaque fica para a boa safra de atores baianos que conseguiram colocar seu nome entre os melhores do país, a exemplo de Wagner Moura. Seu personagem, por sinal, o coronel Nascimento, protagoniza o filme de maior bilheteria da história nacional, “Tropa de Elite 2”, com um público de 11 milhões de pessoas.

Amanhã, 19 de junho, Dia do Cinema Brasileiro, a dica é um balde de pipoca, a companhia de bons amigos e prestigiar os filmes nacionais:
Faroeste Caboclo
Somos tão jovens
Tainá 3 – A Origem
Vai Que Dá Certo
A Busca
Colegas

 

Foto da capa: Glauber Rocha em ‘Cinema Novo’, Joaquim Pedro de Andrade, 1967.