Como conviver melhor no trânsito

Conviver melhor no trânsito-Vereador Paulo CâmaraAutomóveis, motos, ônibus, bicicletas e pedestres. Todos eles fazem parte desse conjunto chamado trânsito. Nas conversas do cotidiano, são comuns as reclamações de cada um com relação às atitudes do outro. Imprudência, desrespeito aos sinais de trânsito, excesso de velocidade e até mesmo agressões verbais e físicas.

Infelizmente, o trânsito, principalmente em grandes cidades, tem ficado cada vez mais violento. A seguradora que administra o Seguro DPVAT (seguro recebido obrigatoriamente por vítimas do trânsito) estima que a cada 30 segundos ocorre um acidente no Brasil. Muitos deles ocorrem por imprudência dos próprios condutores.

Respeito
Diante dessa realidade, ruas sinalizadas e bem cuidadas, com equipamentos de trânsito em bom funcionamento, fazem parte da fluidez necessária do tráfego urbano, mas não são suficientes para manter um trânsito seguro e sem violência.

De acordo com a doutora em engenharia de trânsito e transporte, Ilce Marília Pinto, professora do Departamento de Transportes da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a busca por uma convivência harmoniosa depende também de uma mudança de atitude, a começar pelo respeito aos mais vulneráveis. “Em primeiro lugar ao pedestre, depois aos ciclistas, aos motociclistas, aos automóveis e a outros veículos de grande porte”, disse.

Educação
Ela aponta ainda que respeitar a legislação é uma prioridade para garantir mais segurança nas ruas. “Tem que ter mais investimento em educação para o trânsito. Quando a gente age de maneira irresponsável, acaba sofrendo as consequências”, frisou.

A equipe de reportagem do vereador Paulo Câmara ouviu uma motociclista, uma motorista e um rodoviário sobre o que eles podem fazer para diminuir esse número e conviver em paz no trânsito.

“Eu orientaria pregar a paz sob qualquer circunstância no trânsito. Se eu cometo um deslize, procuro pedir desculpas ao motorista do lado. É fácil o trânsito virar uma praça de guerra. Outro ponto é ter obediência às leis de trânsito. Tem que respeitar a sinalização, o limite de velocidade. O veículo é uma máquina, mas quem comanda a máquina é o homem. Temos que dar prioridade à vida”.
Daniel Mota, motorista rodoviário há 35 anos

“As pessoas precisam ter tolerância no trânsito, mal o sinal abre na mesma hora as pessoas buzinam. Motoristas e motociclistas deviam ser menos imprudentes. Mas o melhor mesmo seria se tivesse uma melhora no transporte coletivo e a gente não precisasse usar tanto o carro”.
Paulina Reis, enfermeira e motorista de carro

“O trânsito é quase uma guerra. Alguns motociclistas são muito imprudentes. A situação melhoraria pelo menos uns 80% se houvesse uma mudança de atitude. Eles poderiam andar dentro do limite de velocidade, tentar ocupar a parte do meio da faixa, sinalizar as intenções e se acalmar. Moto é veículo e não arma”.
Larissa Simões, bacharel em direito e motociclista

Reabilitação Urbana: reintegrando áreas degradadas

Vereador Paulo Câmara-Reabilitação Urbana
Ilustração: Requalificação Baixa dos Sapateiros

O processo de recuperação de áreas tradicionais de uma cidade que estejam em degradação chama-se Reabilitação Urbana, conceito usado por diversos autores da Arquitetura pós-moderna. Como degradadas, nesse caso, entende-se que essas áreas não são mais tão atrativas à ocupação urbana, que as pessoas deixam de circular por ela, não oferecem o devido conforto aos seus moradores e, às vezes, se tornam espaços dominados pela marginalidade.

A degradação acontece, normalmente, em áreas históricas de grandes cidades A. população aumenta, a cidade se desenvolve, o comércio prospera e o centro migra para outro lugar. No caso de Salvador, há algumas décadas o coração econômico era a região do Centro Histórico, da Avenida Sete e do Comércio. Hoje, quem ocupa esse lugar é o eixo Iguatemi –Tancredo Neves –Avenida Paralela.

Planejamento urbano
Em palestra ministrada na Câmara Municipal de Salvador, no dia 14 de agosto, o arquiteto urbanista, doutor pela USP, Márcio Novaes Coelho Júnior, disse que o objetivo da reabilitação urbana é reintegrar áreas degradadas à dinâmica urbana, aproveitando as estruturas existentes.

Segundo o especialista, o processo consiste em desenvolver uma política urbana voltada à recuperação do patrimônio cultural e proporcionar um crescimento sustentável das áreas afetadas, prevendo principalmente programas voltados ao desenvolvimento social.

Para promover a reabilitação é preciso realizar o planejamento urbano enxergando a cidade em seus vários aspectos: econômico, humano, cultural, ambiental, etc. O processo envolve o diálogo entre várias instâncias: especialistas, poder público e a população local.

Benefícios
Além da preservação do patrimônio histórico, esse tipo de prática estimula a sustentabilidade, já que não são usados mais recursos naturais na construção de novos espaços. Os moradores também ganham, já que são beneficiados com a melhoria da qualidade de vida.

 

Água parada. Não vá que é barril. Inverno sem Dengue.

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Lixo de uns é tesouro de outros. Todos contra a Dengue.

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Fique Ligado – Indisposição e sonolência são sintomas de Dengue.

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Rádio Cruzeiro AM – Entrevista Paulo Câmara

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Tv Aratu – Câmara discute planejamento urbano e ocupação desordenada

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Paulo Câmara coordena seminário sobre planejamento urbano

Paulo Câmara-Palestra Planejamento Urbano
Foto: Pedro Castro

Com a presença de representações de diversos setores da sociedade civil organizada, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, coordenou hoje (14) a Mesa do seminário “Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável: Desafios para a Cidade do Século XXI”, no Centro de Cultura do Legislativo de Salvador, na Praça Municipal.

“A Câmara tem cumprido seu papel de estabelecer o debate sobre temas cruciais para a cidade, como é o caso da necessidade do planejamento urbano. Este ciclo de debates traz à cidade experiências bem-sucedidas realizadas em outros locais. Além disso, sempre convidamos entidades da sociedade civil organizada a fim de promover um debate amplo sobre as questões importantes para Salvador, como a mobilidade e o planejamento urbano, por exemplo”, frisou.

O palestrante sobre o tema do dia foi Márcio Novaes Coelho Júnior, mestre e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com Coelho, “a transformação de uma cidade é inevitável. As politicas públicas têm o dever de orientar esta transformação da melhor forma possível para a população”, pontuou.

O evento integrou o Ciclo de Encontros Salvador Sustentável, promovido pela Câmara Municipal de Salvador, e que tem por objetivo levar a sociedade civil a participar de discussões, ideias e soluções para a construção de uma cidade com mais qualidade de vida.

O primeiro encontro, realizado no dia 13 de maio, discutiu mobilidade urbana como desenvolvimento social, com palestra ministrada pelo facilitador Lincoln Paiva. Os próximos terão como foco Sustentabilidade na Economia; Justiça Social e Cultura da Paz; Ação Local para a Saúde; e Estilo de vida e Padrões de Produção e Consumo Responsáveis.

O encontro realizado hoje (14) contou com a presença da vice-prefeita de Salvador, Célia Sacramento, vereadores Arnando Lessa (PT), Leo Prates (DEM), Odiosvaldo Vigas (PDT), Marcell Moraes (PV), Geraldo Júnior (PTN), Pedrinho Pepê (PMDB), Heber Santana (PSC) e Aladilce Souza. Também marcaram presença representantes da Associação Comercial da Bahia, Fieb, OAB, Ufba, CDL, Convention Bureau, Governo do Estado, Prefeitura e Movimento Nossa Salvador.

 

Bahia Já – Presidente da Câmara destaca importância do planejamento urbano em SSA

Bahia Já_Presidente da Câmara destaca importância do planejamento urbano para SSA_14.08.2013
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