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Combate ao aedes aegypti é forma mais eficaz de prevenir a febre chikungunya

febre chikungunyaDor de cabeça e nos músculos e manchas vermelhas na pele. No idioma africano maconde, a palavra chikungunya significa “aqueles que se dobram”. A febre, transmitida pelo mosquito aedes aegypti, foi assim batizada devido ao seu principal sintoma, além dos já citados: dores muito fortes nas articulações – mãos, pulsos, dedos, pés e tornozelos. Inicialmente, a doença foi transmitida em solo brasileiro por pessoas que viajaram para o Caribe e lá foram infectadas.

O vírus tem avançado rápido no Brasil – já são mais de 800 casos em 15 estados. Cinco militares que serviram no Haiti foram diagnosticados com a doença em junho. Cerca de dois meses depois já havia 37 casos no país. Na Bahia, estado mais afetado pela doença, a cidade com mais casos é Feira de Santana. São 641 confirmados até o último dia 25. A faixa etária com maior incidência da doença é de 35 a 49 anos, com 29,64% das infecções no município.

Transmissão e sintomas
O vírus chikugungunya surgiu na Tanzânia em 1952. Apesar das dores físicas intensas, a febre tem baixa letalidade e é conhecida como prima da dengue por ter sintomas similares – embora os da nova doença sejas mais dolorosos – e o mesmo vetor de transmissão, o aedes aegypti, bastante conhecido como mosquito da dengue. A chikungunya é transmitida através da picada da fêmea de mosquitos infectados e também pode ser passada por outro tipo de mosquito, o aedes albopictus.

Prevenção
O modo de prevenir a doença é o combate ao mosquito. É preciso evitar deixa água limpa e parada exposta. Evitar jogar lixo e qualquer material que possa acumular água em terrenos baldios. Com a chegada do verão, o cuidado tem que ser redobrado. Não há um tratamento específico para a enfermidade e a profilaxia consiste em tratar os sintomas com analgésicos e anti-inflamatórios. Ao contrário da dengue, a chikungunya só tem um tipo. Quem pega uma vez fica imune. No entanto, evitar o contágio é essencial. Afinal, prevenir é melhor do que remediar.

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Baiana de acarajé é parte da identidade baiana

vereador paulo câmara
Foto:Max Haack/Ag Haack

Se o Elevador Lacerda e o Pelourinho podem ser considerados símbolos materiais da cidade de Salvador, a baiana de acarajé ocupa, sem dúvida nenhuma, a dimensão humana dessa representação. Aliás, uma simbologia mais que merecida, já que o ofício se popularizou de tal maneira que praticamente não há um lugar na cidade em que não encontremos uma delas, principalmente na orla e nos bairros mais boêmios.

A história das baianas de acarajé começou ainda no século XVI, no tempo da escravidão brasileira. Muitas escravas de ganho saíam na rua com os tabuleiros na cabeça vendendo os quitutes para gerar rendimentos para os seus senhores. O bolinho era comercializado pelas ruas e para divulgá-los as escravas gritavam: “acará jê”, expressão que em ioruba significa “bola de fogo (acará) para comer (jê). Muitas dessas vendeiras eram também filhas de santo e vendiam o acará para conseguir arcar com os custos das suas obrigações dentro do candomblé.

História
O acarajé é uma comida que tem sua origem nos ritos afro brasileiros. O bolinho feito de feijão, temperado com cebola, gengibre e camarão e frito no azeite de dendê é uma oferenda ao orixá Xangô e as suas esposas Oxum e Iansã, em referência ao mito sobre a relação que o santo teria com as duas últimas. No tabuleiro, além do acarajé, é vendido também o abará, o bolinho de estudante, cocada e o frango a passarinha. Como acompanhamentos tradicionais do bolinho, o cliente pode escolher vatapá, caruru, salada, pimenta e o cobiçado camarão seco.

Popularização
O ofício de baiana de acarajé se popularizou na década de 1970 e foi crescendo até se tornar um quitute símbolo da Bahia. Devido ao crescimento do negócio, as baianas de acarajé do estado criaram uma organização para representar a categoria: a Associação das Baianas de Acarajé e Mingau Receptivo e Similares do Estado da Bahia. Também devido à sua importância histórico-cultural, a baiana foi reconhecida como patrimônio cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2005 e Patrimônio Imaterial da Bahia, em 2012. Muitas delas são chefes de família e sustentam a si mesmas e os seus dependentes com a renda que tiram dos seus tabuleiros fazendo a alegria dos turistas e nativos que frequentam os bairros boêmios de Salvador.

Dia da Baiana
Para celebrar o Dia da Baiana de Acarajé em Salvador, comemorado na terça (25), será realizada às 10h, uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho.

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Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai é mais uma atração em Salvador

casa do rio vermelhoA casa de número 33, na Rua Alagoinhas, Rio Vermelho, onde viveu o casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, está aberta para visitação pública às sextas-feiras, aos sábados e domingos, das 10 às 17 horas. Fechada durante onze anos, a Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai – foi completamente reformada pela Prefeitura de Salvador, com a parceria da Fundação Casa de Jorge Amado e da família do casal, e inaugurada no último dia 7, recheada com a memória e as obras do casal e prometendo mexer com o imaginário de muita gente.

O memorial é uma oportunidade de conhecer mais de perto a história do casal de escritores, desde sua vida e intimidade, às suas obras. Entrar naquela casa é uma experiência singular. Do jardim aos cômodos internos do imóvel, a sensação que se tem é que se vai cruzar com Jorge e Zélia a qualquer momento. Ao todo, são 22 ambientes vivos para visitação, internos e externos, autoexplicativos.

Com um perfil interativo, a nova casa apresenta uma série de projeções e vídeos transmitidos em seus vários ambientes, com trechos de obras e depoimentos de quem conviveu com o casal. Além disso, guias também recontam a história para os visitantes. Comprada em 1960 com dinheiro da venda dos direitos autorais do livro “Gabriela, Cravo e Canela”, de Jorge Amado, a casa acabou se transformando no título do livro de Zélia Gattai, publicado em 2002, contando a história vivida pelo casal quando residiu no imóvel. No local, os escritores receberam visitas ilustres como Glauber Rocha, Pablo Neruda, Tom Jobim, Dorival Caymmi, Roman Polanski, Jack Nicholson, Sartre e Simone de Beauvoir, dentre outros.

O quê: Casa do Rio vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai
Onde: Rua Alagoinhas, 33, Rio Vermelho
Quando: Aberto para visitação sextas, sábados e domingos
Horário: Das 10 às 17 horas
Entrada: R$10,00 meia-entrada e R$20,00 inteira. Professores e estudantes das redes públicas estadual e municipal têm acesso gratuito.

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