Dezoito projetos do vereador Paulo Câmara são aprovados em sessão ordinária

vereador paulo câmaraO vereador Paulo Câmara teve dezoito projetos aprovados durante sessão ordinária realizada na última terça-feira, 02, que acatou mais de 250 projetos que tramitavam na Casa. Dentre as proposições, destaque para os que indicam à Prefeitura de Salvador a criação de parklets – áreas de convivência para a população.

O parklet é um pequeno espaço que serve como uma extensão da calçada para proporcionar conforto e espaço verde para as pessoas que utilizam a rua. Normalmente é do tamanho de algumas vagas de estacionamento e se estendem a partir da calçada, no mesmo nível, ocupando espaço de algumas vagas. Essas áreas de convivência podem se destinar a local de descanso ou de vegetação, arte ou outra amenidade visual. Pode acomodar um estacionamento de bicicletas, com utilização mista, ou servir apenas para este fim. “O objetivo é aumentar os espaços de convivência na cidade, tornando ruas e bairros mais humanos, ativando a recreação e o comércio local, assim como restringindo o espaço dos automóveis”, explicou Paulo Câmara.

Disque 100 nas escolas
Outro projeto importante do vereador indica à Prefeitura e ao Governo do Estado a fixação de placas nas salas de aula com o número do telefone do Disque Direitos Humanos – o Disque 100, para denunciar casos de violência sexual contra menores, seja abuso, pedofilia ou exploração.

Delegacias especializadas
Destaque também para o que indica ao governador a criação de 14 delegacias especializadas de repressão a crimes contra crianças e adolescentes.

Câmara de Mediação e Arbitragem
Este projeto indica ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA-Ba) a criação da Câmara de Mediação e Arbitragem (CMA).

Segurança em parques infantis
Proposição voltada para a segurança de crianças indica ao governador do estado e ao prefeito de Salvador que os parques infantis da rede estadual e municipal de ensino, respectivamente, sejam construídos e mantidos em conformidade com as determinações da NBR 14350 (Segurança de Brinquedos de Playground), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Além desses, foram aprovados outros projetos de indicação e de utilidade pública de autoria de Paulo Câmara.

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Plantas nativas

Bahia celebra Nossa Senhora da Conceição

vereador paulo câmaraUm feriado antes do Natal e uma importante festa de largo no calendário de Salvador. As celebrações que marcam as homenagens a Nossa Senhora da Conceição da Praia são um momento de profissão de fé para os fiéis da padroeira da Bahia. Para além da comemoração profana, há o novenário de preparação para a festa da santa, que tem a sua culminância no dia 8 de dezembro.

Ciclo de comemorações
Neste ano, os festejos foram iniciados na última sexta-feira (28), com a abertura do novenário na Basílica da Conceição da Praia, no Comércio, e têm como tema os 160 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. As atividades foram organizadas pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição da Praia. As novenas acontecerão sempre às 19h30 na basílica. No dia 8, acontecerá a missa campal, a procissão e a parte não religiosa da festa.

História
O louvor a Nossa Senhora da Conceição da Praia é a festa religiosa mais antiga do Brasil, tendo a sua primeira celebração em 1550. De acordo com historiadores, Tomé de Souza, devoto da santa, teria ordenado a construção da primeira capela, ainda de taipa. A basílica existente hoje só foi erguida em 1739. Já o início da devoção à Imaculada Conceição em Portugal remonta a 1147, quando os portugueses conseguiram recuperar Lisboa do domínio dos mouros e por isso se tornaram devotos da Nossa Senhora.

Festa no Comércio
Após o novenário, as comemorações em homenagem à padroeira atingem o seu ápice sempre no dia 8 de dezembro. Feriado municipal em Salvador, nesta data ocorre a missa, o cortejo sai às ruas, e as barracas e músicas animam os que participam da festa “mundana”, realizada nas imediações da igreja e que lota as ruas do comércio.

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Barroquinha: cultura, tradição e história

vereador paulo câmara
Espaço Cultural da Barroquinha

Chama-se barroca a erosão causada por ação de água corrente em um determinado terreno. Durante o inverno soteropolitano, estação mais chuvosa da cidade, as águas iam pouco a pouco escavando o solo da rua que hoje dá acesso à Baixa dos Sapateiros. No século XVIII, a população passou a chamar a localidade no diminutivo. Assim, nasceu a Barroquinha, bairro do centro de Salvador, próximo à Praça Castro Alves, muito conhecido pelo seu intenso comércio e antigo terminal viário.

Candomblé
A Barroquinha tem grande importância histórica e cultural para a cidade. O bairro foi um dos centros de resistência da cultura africana, no período da escravidão. Muitos negros ocupavam a localidade, na época, famosa por seu candomblé, até hoje pesquisado por antropólogos e historiadores. Lá foi erguido um dos primeiros terreiros da Bahia, o Axé Airá Intilê. No século XIX, uma iniciativa de reurbanização de Francisco Gonçalves Martins, o Visconde de São Lourenço, fez com que os negros fossem retirados do local e recomeçassem seus cultos em outros bairros da cidade. O candomblé da Barroquinha deu origem aos grandes terreiros de Salvador: Casa Branca do Engenho Velho, Gantois e Ilê Axé Opô Afonjá.

Comércio e cultura
A principal rua da Barroquinha é a José Joaquim Seabra, mais conhecida como JJ Seabra. Atualmente, o bairro é bem conhecido pela sua ladeira, por muitos chamada de rua do couro, que, com seu cheiro característico, há mais de 30 anos é ponto de venda de artefatos em couro: sandálias, bolsas, chapéus, cintos, celas, alpergatas, entre outros.

Há também o Espaço Cultural da Barroquinha, onde acontecem shows, apresentações teatrais, exposições e eventos. Abrigado nas instalações da antiga Igreja da Barroquinha, construída no século XVIII, o local foi reformado e reaberto este ano e tem uma proposta popular. A administração é feita pela Fundação Gregório de Matos e é também um Centro de Convergência da Cultura Negra na Cidade de Salvador. Devido à sua importância, a construção já foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) para que preserve a sua arquitetura original.

Dia Mundial da Luta Contra a Aids une forças para conscientização

vereador paulo câmaraCausada pelo vírus HIV (sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana), a Aids é uma doença que ataca o sistema imunológico do homem, impedindo o corpo de se defender de forma eficiente de outras doenças. O organismo fica vulnerável a uma série de enfermidades, as chamadas doenças oportunistas. Devido à gravidade, ao rápido avanço e ao preconceito que ainda cerca quem é portador do vírus, foi instituído o 1º de dezembro como o Dia Mundial da Luta Contra a Aids.

A data foi criada em outubro de 1987 pela Assembleia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o dia foi instituído em 1988. O objetivo dos órgãos é estimular a tolerância, a solidariedade e a compaixão em relação às pessoas infectadas. De acordo com o relatório da ONU, no Brasil, entre 2005 e 2013, as infecções por HIV aumentaram 11%. Só no ano passado, o país concentrou 47% dos casos surgidos na América Latina.

Laço Vermelho
Muitas pessoas identificam a passagem do Dia Mundial da Luta Contra a Aids através do laço vermelho, semelhante ao usado nas campanhas do Outubro Roza e do Novembro Azul, com suas respectivas cores. O laço é usado para demonstrar empatia e comprometimento com o combate à doença.

A escolha do vermelho se deu pela analogia que se faz da cor com o sangue e com a paixão. O projeto do símbolo foi criado em 1991 pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de Nova Iorque, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids. O projeto foi inspirado no laço amarelo usado para honrar os soldados americanos que lutaram na Guerra do Golfo.

Transmissão
A aids pode ser transmitida através do contato com sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. Por isso, as formas de contágio principais são através de relações sexuais – hetero ou homossexuais –, compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que não foram devidamente esterilizados, transfusão de sangue contaminado e do aleitamento materno.

Vida Normal
Descobrir que tem o vírus HIV não é mais uma sentença de morte. Hoje, o tratamento está muito avançado e é feito à base de antirretrovirais, que diminuem muito a carga viral do infectado, possibilitando que ele tenha qualidade de vida. No entanto, o melhor é prevenir a doença. Não acreditar em determinados mitos – como o que diz que só se pega HIV quem faz parte de grupos de risco – e fazer sexo seguro sempre.

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História da Igreja do Bonfim mistura fé e tradição

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Foto: Gabinete Português de Leitura Bahia

A lavagem, o hino, as fitinhas. Quando se fala na Igreja do Bonfim, a maioria dos baianos lembra automaticamente da lavagem das escadarias, do hino ao santo que dá nome ao templo e, principalmente, das fitinhas coloridas, portadoras de desejos e de promessas. O templo se localiza na Península Itapagipana e sua arquitetura neoclássica chama a atenção pela imponência. No alto da Sagrada Colina, suas duas torres se destacam e se tornam ponto de referência na paisagem.

Construída entre os anos de 1745 e 1772, a história da Igreja do Bonfim, se iniciou com o cumprimento de uma promessa. O templo foi erguido para abrigar a imagem de Nosso Senhor do Bonfim. O santo foi trazido a Salvador por ordem do capitão-de-mar-e-guerra da marinha portuguesa, Theodózio Rodrigues de Faria, que prometeu que se sobrevivesse a uma forte tempestade traria a imagem do santo do qual era devoto para o Brasil. A réplica do Senhor do Bonfim foi trazida da cidade de Setúbal em 18 de abril de 1745.

Sincretismo
Hoje a igreja é um dos templos católicos mais famosos de Salvador. Isso se deve em grande parte à lavagem do Bonfim, realizada sempre na segunda quinta-feira do mês de janeiro. A celebração é um dos grandes marcos do sincretismo religioso baiano, pois há a celebração da missa solene em homenagem ao santo e a lavagem das escadarias do templo com água de cheiro, feita pelas baianas. Enquanto para os católicos se pratica a devoção ao Nosso Senhor do Bonfim, para os adeptos do candomblé é dia de reverenciar o orixá Oxalá. A procissão sai da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia e vai até o Bonfim, percorrendo cerca de 8 km.

As fitinhas
Também é na igreja que são distribuídas as já conhecidas fitinhas do Senhor do Bonfim. Muitos acreditam que ao amarrá-las no braço faz-se um desejo que se realizará quando a fita se partir – mas só vale se ela romper sozinha. Tem de todas as cores e cada um escolhe a que mais lhe agrada. Muitas pessoas também amarram o artefato na grade da entrada da igreja para fazer pedidos ou agradecer alguma graça alcançada.

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