Paulo Câmara indica ao prefeito a criação de parklets

Parklet - WikipediaO vereador Paulo Câmara indicou (PI 35/2014) ao prefeito ACM Neto a criação de áreas de convivência para a população (os “parklets”). Trata-se de um pequeno espaço, do tamanho de vagas de estacionamento, que serve como uma extensão da calçada para proporcionar conforto e espaço verde para as pessoas que utilizam a rua. Os parklets funcionam como áreas de convivência para pessoas que residem nas metrópoles.

“Os parklets vão oferecer às pessoas um espaço para parar, sentar e descansar. Outros parklets podem ser utlizados como um canteiro com flores ou exposições artísticas, virando um espaço lúdico. Podem acomodar também um estacionamento de bicicletas”, explica Paulo Câmara.

Convivência
O termo ”parklet” foi usado pela primeira vez em San Francisco, nos EUA, para representar a conversão de um espaço de estacionamento de automóvel num local para descanso e lazer. Depois de San Francisco, os “parklets” foram utilizados em diversas cidades norte-americanas. No Brasil, a cidade de São Paulo já começou o processo de criação desse espaço de convivência, assim como Fortaleza.

“O Objetivo é aumentar os espaços para as pessoas na cidade, tornando ruas e bairros mais humanos e amigáveis, fomentando assim a recreação e comércio local”, finalizou Paulo Câmara.

PI Nº 35/2014 – Indica a criação de áreas de convivência, os chamados parklets, no município de Salvador

Com o objetivo de aumentar o número de áreas de convivência na cidade, o vereador Paulo Câmara indicou à Prefeitura de Salvador a criação de parklets no espaço urbano. Estes equipamentos funcionam como extensões da calçada e proporcionam espaço verde e conforto aos pedestres.

Os parklets foram criados na cidade americana de São Francisco e consistem em pequenos espaços que ocupam o lugar de algumas vagas de estacionamento. A proposta é oferecer às pessoas um lugar para descansar e apreciar a cidade, tornando os bairros mais amigáveis e humanizados. Geralmente, ele dispõe de alguns atrativos como vegetação, obras de arte etc. Outra função é servir como estacionamento de bicicletas.

Os equipamentos são removíveis, podendo ser retirados em casos de emergência ou até mesmo deslocados por outros bairros. Atualmente, são uma realidade em cidades americanas e canadenses e, aos poucos, começam a ser trazidos para o Brasil. Cidades como São Paulo e Fortaleza já começaram a implantar os equipamentos.

Leia a indicação:

Projeto indica a criação de parklets em Salvador

Pedalando com segurança

Pedalar com segurança - Paulo CâmaraOs dias com sol aberto no verão fazem desta uma época adequada para andar de bicicleta por aí. Apesar do clima ser de férias e descontração no mês de janeiro, não se pode esquecer da segurança na hora de sair pedalando por aí. Fiquem atentos às recomendações.

Manutenção
Antes mesmo de sair de casa, verifique se a manutenção da sua bike está em dia. É perigoso andar por aí com pneus murchos e com guidons e selim sem regulagem.

Proteção para o ciclista
É recomendável o uso de capacete, de sapato que não solte do pé e, se possível, de luvas feitas de um tecido que deixe a pele respirar.

Equipamentos de segurança
Equipe sua bike com campainha, refletores e espelho retrovisor. Estes equipamentos são obrigatórios por lei, conforme diz o Código de Trânsito Brasileiro. O Artigo 105 – VI determina o uso de campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.

Nada de música
O Código de Trânsito Brasileiro também proíbe o uso de fones de ouvido. Eles oferecem risco ao ciclista, pois o impedem de ficar atento aos barulhos do trânsito como buzinas ou carros se aproximando.

Sinalize
Use as mãos para sinalizar antes de fazer uma manobra. Use de preferência roupas claras para ser facilmente identificado por outros veículos.

Carona
É muito perigoso pegar carona em veículos em movimento, como ônibus ou caminhões.

Trajeto
As bicicletas devem andar no mesmo sentido do tráfego, e nunca na contramão. Para maior segurança, procure trajetos em que o trânsito seja mais leve, evitando se expor à imprudência de alguns motoristas. Evite também andar em horários de pico nas vias de grande movimento, quando o risco fica maior.

Álcool e direção não combinam
Assim como em outros veículos, é muito perigoso combinar bebida e condução. Além de sua percepção ficar alterada, o equilíbrio também diminui, aumentando as chances de acidente.

Cidade se estrutura para ter sua legião de “profissionais que vão de bike”

Foto: Pedro Castro
Foto: Pedro Castro

Salvador está se adaptando para tornar-se uma cidade onde as bicicletas sejam uma aprazível e prática solução de mobilidade urbana para diversos moradores da cidade. Em setembro, a Prefeitura lançou o Movimento Salvador Vai de Bike, que visivelmente, principalmente na Orla da cidade, vem estimulando o uso das bicicletas na capital baiana.

Trata-se de uma parceria com o Banco Itaú, através da qual a cidade está recebendo 400 bicicletas, num sistema de compartilhamento com os equipamentos de transporte localizados em 40 estações, entre a Ribeira e Itapuã.

Também foi inaugurado em setembro um trecho do Circuito de Lazer e Turismo. Entre o Campo Grande ao Centro Histórico, ciclofaixas, aos domingos, possibilitam aos ciclistas circular.

Mais ciclofaixas
Recentemente, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, informou que as obras das vias estruturantes da cidade também estão em licitação e devem ter início em novembro. O importante para os adeptos do ciclismo é que estas vias terão ciclofaixas.

Estas são algumas das iniciativas governamentais que pretendem tornar a primeira capital do Brasil num futuro próximo uma cidade com a infraestrutura necessária para a utilização de bicicletas se tornar parte do cotidiano não somente dos desportistas, mas também das pessoas que optarem por utilizar a “magrela” para se deslocar até o  trabalho.

Trabalhador que vai de bike 
Entretanto, mesmo numa cidade onde há um grande desnível nas calçadas; sem ciclovias (com exceção da orla) e, sem ter ainda uma cultura de respeito ao ciclista; não obstante as campanhas educativas da Prefeitura que estão tendo início neste sentido; a cidade abriga personagens que têm o pioneirismo de um hábito que deve ficar cada vez mais arraigado como uma opção diária de transporte: a locomoção para o trabalho de bike.

O marceneiro Antônio Marcos Leal Ferreira, 40 anos, por exemplo, avaliou que sua logística de atendimento aos clientes na região que compreende os bairros do Rio Vermelho, Ondina, Barra e Pituba tem um resultado melhor com o deslocamento via bike. “Somente quando o cliente mora num bairro mais distante, vou de ônibus”, afirma. Com a sua bicicleta, Ferreira realiza cerca de quatro atendimentos diariamente.

A Pituba é também o bairro de atuação profissional do autônomo Wagner Silva Dias, 40 anos, que faz entregas de diversos produtos com a sua bicicleta, que tem uma cesta acoplada. “Morro na Boca do Rio, venho para a Pituba; trabalho; economizo o dinheiro do ônibus e ainda ganho saúde”, sintetizou.

Espera-se que os esforços governamentais transformem Salvador numa cidade repleta de pedreiros, médicos, advogados, copeiras, sociólogos etc. que formarão a legião dos “profissionais que vão de bike”.

Feriado é um bom dia para pedalar

 

Foto: Divulgação/ Agecom Salvador
Foto: Divulgação/ Agecom Salvador

Hoje é sexta-feira, feriado, e um bom dia para fazer um passeio de bicicleta. A cidade conta neste feriado e no final de semana com ciclofaixas, trechos de ruas e avenidas que estarão separadas especialmente para o uso dos ciclistas. Entre 7h até às 16h, funcionarão duas ciclofaixas: a Bahia Marina – Quartel de Fuzileiros Navais e a Campo Grande – Pelourinho.

Salvador Vai de Bike
Se você ainda não tem uma bicicleta, tem a opção de usar as “laranjinhas” do projeto Salvador Vai de Bike, disponível para aluguel, ou ir até outros pontos na cidade. No programa da Prefeitura, são 25 estações localizadas entre Patamares e a Praça Castro Alves. Para se cadastrar é só entrar no site www.bikesalvador.com.br.

Você paga uma taxa anual de R$10 e pode usar as laranjinhas quando quiser. Cada viagem do Salvador Vai de Bike dura até 45 min nos dias de semana e até 90 min durante fins de semana e feriados. Quem exceder este período paga R$ 5 por cada 30 minutos a mais de uso.

Outros pontos
Quem não é cadastrado no programa, tem outras opções para alugar uma bicicleta. Dentro do Parque de Pituaçu, por exemplo, é possível alugar uma magrela por apenas R$10 e curtir a extensa trilha dentro do parque. No Jardim dos Namorados tem a opção da tenda Ed Bike. Se você mora na região de Ipitanga, encontra o serviço no sítio Bela Vista. É só acessar o site www.ebikebrasil.com.br e reservar a sua.

Salvador ganha programa de uso compartilhado de bicicletas

Estação de Bicicleta em Olinda Foto: Divulgação - Prefeitura Municipal de Olinda
Estação de Bicicleta em Olinda
Foto: Reprodução – Prefeitura Municipal de Olinda

Os moradores de Salvador ganharão mais um estímulo para deixar o carro em casa e andar de bicicleta. No próximo domingo (22) será lançado o “Movimento Salvador vai de bike”, projeto de compartilhamento de bicicletas.

Cada pessoa deve procurar uma estação do programa e poderá usar uma bicicleta por até 45 minutos. Depois, é só devolver na próxima estação. Se não devolver, o usuário pagará uma multa de R$5 por cada meia hora de atraso. Encargos também serão cobrados em caso de dano ao equipamento.

Implantação
Para participar do projeto, é necessário realizar um cadastro no site do “Movimento Salvador Vai de Bike”, a ser lançado ainda esta semana. Será cobrada uma taxa anual de R$10 para desfrutar do serviço. No dia a dia é necessário ou ligar para a central telefônica do projeto ou usar um aplicativo para smartphones ou ainda usar o Salvador Card para retirar as bikes.

Na primeira fase serão disponibilizadas 50 bicicletas divididas em cinco estações. Elas estarão localizadas na Praça Castro Alves, Praça da Piedade, Praça do Campo Grande, Porto da Barra e Barravento. Até o fim do ano, a previsão é que Salvador conte com 400 bikes divididas em 40 estações.

Tendência
O Movimento é uma iniciativa do Banco Itaú em parceria com a Prefeitura de Salvador. Projetos semelhantes foram implantados pela instituição em outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre.

O projeto segue a tendência mundial de tornar a bicicleta um meio de transporte público, o que gera menor poluição, diminui os engarrafamentos e estimula as pessoas a praticarem atividades físicas. Programas de uso compartilhado de bikes já existem em algumas cidades do mundo como Barcelona, na Espanha, e Paris, na França.

Bicicletas são meio de transporte público em Barcelona

Vereador Paulo câmara-Bicicletas como transporte público
Foto: Site Brasília em destaque

Você sabia que a bicicleta pode ser meio de transporte público? Na cidade de Barcelona, na Espanha, as “magrelas” formam um sistema complementar aos tradicionais ônibus e metrô e contam com faixas exclusivas. Além de estimular o uso desse modal como transporte público em trechos curtos, elas diminuem a poluição na cidade e incentivam a atividade física.

O nome do sistema é Bicing e foi criado em 2007. Funciona assim: o cidadão se registra no sistema, adquire um cartão e paga uma anuidade por ele. Depois, é só passar o cartão em uma estação, retirar a bicicleta e devolvê-la em qualquer outra estação.

A cada 300 ou 400 metros é possível encontrar um lugar para pegar e devolver as magrelas. Para facilitar a vida dos moradores, as estações ficam sempre próximas às saídas dos metrôs e a pontos de ônibus. O sistema foi pensado para trajetos curtos, evitando o uso de outro meio.

Os moradores de Barcelona pagam 30 euros ao ano e podem usar as bicicletas quantas vezes quiserem. Porém, não deve ultrapassar 30 minutos por viagem. Se descumprirem a norma ou danificarem aparelhos são multados e estão sujeitos a perder o cartão.

Realidade de Salvador

Ciclovias Salvador-Paulo Câmara
Mapa do sistema cicloviário de Salvador existente e em projeto, rede do metrô e férrea

Atualmente, Salvador conta com um trecho de 17 km de ciclovias. Elas ficam na orla, entre os bairros de Amaralina e Itapuã. Quem abre mão do carro ou do ônibus para se locomover pela cidade tem que se arriscar no meio da pista.

Projeto Cidade Bicicleta

O projeto “Cidade Bicicleta”, idealizado e executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia (Conder), previa a implantação de 217 km de ciclofaixas e ciclovias em Salvador. Depois o número foi reduzido para 82 km. A promessa é entregar o projeto até a Copa do Mundo de 2014, mas até o momento ele não foi executado.

Sistema de ciclofaixas da Prefeitura

A Prefeitura anunciou este ano que quer implantar um sistema semelhante ao espanhol, porém, sem as faixas exclusivas. Um sistema de ciclofaixas funcionaria, ao menos inicialmente, aos domingos e feriados e está previsto para ser implantado até o fim do ano. O vereador Paulo Câmara já havia protocolado um projeto de indicação solicitando que a prefeitura implementasse infraestrutura em Salvador para o trânsito de bicicletas.

Mapa extraído do site Mobilize – Mobilidade Urbana Sustentável