“Diga não ao Cerol”: empine essa ideia

Paulo Câmara criou projeto de lei para proibir  uso e comercialização de cerol
Cerol é o nome dado para a mistura de cola de madeira com pó de vidro

Férias é sinônimo de diversão para a garotada. Neste período, meninos e meninas aproveitam o vento forte e colorem o céu de Salvador com pipas, papagaios e arraias. Seja da laje, da rua, do parque ou da praia, a brincadeira contagia todas as classes sociais. O perigo reside no fato de que muitas pipas são presas por linhas com cerol (mistura de pó de vidro e cola de madeira), substância extremamente cortante. Em Salvador, essas linhas são conhecidas como “temperadas”.

A cola serve como aglomerante e o pó de vidro como abrasivo. O resultado é uma linha com alto poder de corte, que pode trazer riscos para quem aplica, assim como para quem está passando pelo local onde a pipa está sendo empinada. Por isso a linha com cerol é responsável por inúmeros acidentes graves no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de Motociclistas (Abram), os motociclistas são as principais vítimas das linhas cortantes, através do contato da linha com o pescoço. Mas ciclistas, pássaros, pedestres, paraquedistas e skatistas também são alvos desta mistura.

Diante deste cenário, Paulo Câmara deu entrada em um projeto de lei (PL 165/13) que proíbe a venda comercial, bem como o uso da linha chilena de óxido de alumínio, silício e cerol. Alguns municípios brasileiros já proíbem esta venda. O assunto é tão grave que existe um movimento nacional denominado “Cerol Não” (www.cerol.com.br), cujo objetivo é conscientizar a população sobre os riscos da linha “temperada”.

Paulo acredita que a Câmara não deve mais permitir esta comercialização, que prejudica o meio ambiente (morte de pássaros) e a população soteropolitana. A Constituição Federal proclama o direito à vida e cabe ao Estado assegurá-lo.

 

PL 165/13 – Dispõe sobre o Projeto “Diga não ao Cerol”

Muitos acidentes fatais ocorrem com motociclistas que passam por áreas onde crianças e adolescentes empinam papagaios, utilizando linha com cerol (mistura de pó de vidro e cola de madeira), que é extremamente cortante. Nestes casos, é o pescoço do motociclista ou pedestre que entra em contato com a linha de pipa com cerol. A cola serve como aglomerante, enquanto o pó de vidro ou ferro serve como abrasivo. O resultado é uma linha extremamente cortante, que pode trazer riscos para quem aplica e para quem usa. Pedestres, ciclistas, paraquedistas, skatistas e outros também são alvo desta mistura.

Diante desta situação, Paulo Câmara  deu entrada em um projeto de lei que proíbe a venda comercial, bem como o uso da linha chilena de óxido de alumínio, silício e cerol. Alguns municípios brasileiros já proíbem esta venda. A Constituição Federal proclama o direito à vida e cabe ao Estado assegurá-lo.  Paulo acredita que a Câmara não deve mais permitir esta comercialização, que prejudica a população soteropolitana e o meio ambiente (morte de pássaros).

Segundo o projeto, o estabelecimento comercial que for flagrado vendendo o referido material será punido com multa e até suspensão do alvará de funcionamento. Caberá à Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência (Susprev) a responsabilidade de fiscalizar, coibir e apreender as linhas com cerol. O projeto segue na ordem do dia para ser votado na Câmara Municipal de Salvador.

Confira o projeto na íntegra

Projeto de Lei Diga Não ao Cerol