Paulo Câmara propõe a criação de Centro de Saúde para a Melhor Idade

Foto: Flickr/ Garry Night
Foto: Flickr/ Garry Night

O vereador Paulo Câmara deu entrada nesta terça (18) em um Projeto de Indicação (PI 38/14) dirigido ao prefeito de Salvador, ACM Neto, solicitando a criação de um Centro de Saúde Exclusivo da Terceira Idade (Melhor Idade). A unidade disponibilizará atendimento nas especialidades Geriatria, Gerontologia e Ortopedia.

“A nossa proposta é que pessoas idosas tenham condições de saúde que lhes proporcionem uma boa qualidade de vida. Muitos podem continuar contribuindo com sua função social na comunidade e outros aproveitarem o tempo livre para se dedicar ao lazer e à família. Os idosos precisam de uma assistência de saúde especial devido à idade avançada”, afirmou Paulo Câmara.

Respeito
A criação deste Centro de Saúde assegura o cumprimento do Estatuto do Idoso. O artigo segundo da normativa “assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade”.

PI Nº 38/14 – Indica a criação de um Centro de Saúde Exclusivo da Terceira Idade

O aumento da expectativa de vida do brasileiro, que atualmente é de 75 anos, faz crescer a parcela de idosos na população. Nesta fase da vida, a saúde fica mais frágil e as pessoas precisam de maior acompanhamento médico.

Visando facilitar o acesso dos idosos a serviços médicos no município de Salvador, o vereador Paulo Câmara indicou ao prefeito ACM Neto a criação de um Centro de Saúde Exclusivo para a terceira Idade. O projeto de número 38/14 atende a um dos artigos do Estatuto do Idoso, que assegura aos maiores de 65 anos “oportunidades e facilidades para preservação de sua saúde física e mental”.

O projeto prevê que o Centro Exclusivo contará com o atendimento nas áreas de geriatria, gerontologia, ortopedia, entre outros. O projeto tramita na Câmara Municipal de Salvador e aguarda designação de relator.

Na Bahia, os idosos correspondiam a cerca de 1,4 milhão de pessoas ou 10,3% do total, segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo previsão divulgada pelo instituto em 2013, o número de idosos no Brasil deve quadruplicar até 2060.

Conheça o projeto na íntegra.

Projeto indica a criação de um Centro de Saúde Exclusivo para Idosos

Benefícios da atividade física na 3ª idade

ABR 2 - Marcelo Camargo
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Os benefícios das atividades físicas já são cientificamente comprovados. Se elas são boas em qualquer fase da vida, para os idosos são fundamentais para a manutenção da saúde e da qualidade de vida.

A prática de exercícios nesta faixa etária proporciona aumento da disposição física, da independência e da força muscular. Além disso, nota-se melhora na coordenação motora, no equilíbrio e na flexibilidade. Outro benefício associado é o convívio social e a diminuição do risco de desenvolver tristeza e depressão.

Com o envelhecimento, o corpo vai perdendo massa muscular e massa óssea, por isso deve-se ter cuidado na hora de escolher o tipo de atividade ideal. A melhor coisa antes de escolher uma atividade física é procurar um médico para fazer uma avaliação.

Como os cuidados com o corpo variam durante a vida de cada pessoa, as opções de exercício podem ser maiores ou menores. Há idosos que têm mais disposição física do que jovens e que praticam atividades físicas intensas sem problemas, como corrida ou futebol. As recomendações abaixo são consideradas pelos especialistas como as mais seguras, que oferecem baixo impacto para as articulações.

Caminhada – Caminhar de 30 a 40 minutos de três a cinco vezes por semana ajuda a melhorar a circulação, o humor e a reduzir a perda de massa óssea. Além disso, é um exercício barato e fácil de se executar.

Yoga – A prática ajuda a melhorar o equilíbrio e a flexibilidade, diminui a ansiedade e traz uma sensação de bem-estar. Recomenda-se praticar esta atividade de três até seis vezes por semana.

Pilates – O diferencial do pilates é que a prescrição das atividades é individual, possibilitando que pessoas com diferentes graus de flexibilidade façam a atividade dentro do seu limite. Além de aumentar a elasticidade, ele auxilia no alívio da dor, no equilíbrio, no fortalecimento muscular, no alívio do estresse e na diminuição da incontinência urinária.

Hidroginástica – O exercício realizado embaixo d’água ajuda a diminuir o risco de lesões. Como toda atividade aeróbica, a hidroginástica melhora o desempenho do sistema cardiovascular, aumenta a massa muscular e a flexibilidade, promove um maior gasto calórico, reduz o risco de depressão e melhora o equilíbrio corporal e a cognição.

Musculação – Muito recomendada por educadores físicos, a musculação aumenta a força muscular, diminui o risco de quedas, previne a osteoporose e melhora a mobilidade e flexibilidade, além da redução de dores.

Dança – Por ser uma atividade divertida, a dança tem maior chance de adesão e permanência por parte do idoso. Ela melhora o sistema cardiovascular, promove a socialização e trabalha diversos grupos musculares ao mesmo tempo. Dançar também ajuda a melhorar a memória e o aprendizado.

Documento da ONU dá direções para políticas públicas para idosos

A expectativa da expectativa de vida no Brasil só tende a aumentar. Segundo previsões do IBGE, em 2060 os brasileiros devem viver em média 81 anos e devem compor mais de 25% da população.

A preocupação de países com políticas públicas para essa parte da população é uma realidade global. Em 2002, os Estados que são membros da Organização das Nações Unidas elaboraram o Plano de Madri durante a II Assembleia sobre Envelhecimento.

Diretrizes

O Plano de Madri é composto por diretrizes globais de ação visando assegurar aos idosos os direitos humanos e liberdades fundamentais. Ele serve de orientação à adoção de normativas e políticas sobre o envelhecimento no início do século XXI.

O Plano é um documento com 35 objetivos e 239 recomendações para a adoção de medidas dirigidas aos governos nacionais, mas salientando também a importância da contribuição da sociedade e da iniciativa privada.

Os três princípios do plano são:

a) participação ativa dos idosos na sociedade, no desenvolvimento e na luta contra a pobreza;

b) fomento da saúde e bem-estar na velhice: promoção do envelhecimento saudável; e

c) criação de um entorno propício e favorável ao envelhecimento.

Colocar o plano em prática significa investir em acesso universal à saúde; capacitar profissionais do setor para trabalharem com a terceira idade; estimular os idosos a manter um protagonismo social e permanecer no mercado de trabalho; promover políticas que visem estimular a solidariedade intergeracional, tendo, principalmente, a família como público-alvo.

O artigo 6º do documento é um bom exemplo da visão que o plano procura disseminar:

“Quando o envelhecimento é aceito como um êxito, o aproveitamento da competência, da experiência e dos recursos humanos dos grupos mais velhos é assumido com naturalidade, como uma vantagem para o crescimento de sociedades humanas maduras e plenamente integradas.”

 

Aposentados em alta no mercado de trabalho

Foto: Patrícia Duncan
Foto: Patrícia Duncan

Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro e melhorias nas condições de saúde da terceira idade, muitos aposentados estão voltando ao mercado de trabalho.

Segundo dados do IBGE, a expectativa de vida média do brasileiro é de 74,8 anos.  Somando esse fator com a previsão de diminuição da taxa de natalidade entre as brasileiras, a tendência é que essa realidade se acentue.

Na Bahia, os idosos compõe 10,3% da população. A estimativa da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) esse número deve subir para 16,7% em 2030.

Seja por necessidade de complementar a renda ou simplesmente para ocupar o tempo, os idosos brasileiros estão retornando ao mercado de trabalho. Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2011, realizada pelo IBGE, mostram que um em cada quatro brasileiros aposentados estava trabalhando naquele ano.

Conhecimento e experiência

Profissionais que já haviam se afastado do mercado de trabalho são convocados a retornar devido à alta demanda por profissionais especializados. A terceira idade também é valorizada por dispor de larga experiência. As empresas dão prioridade àqueles que continuam atualizados, que tenham feito cursos de aperfeiçoamento ou pós-graduação recentemente.

Uma reportagem da revista Exame revelou que de acordo com levantamento da Hays Consulting Group, em 2011, 20% das companhias atendidas pela consultoria contrataram aposentados. A mesma publicação mostra que 72% das empresas fizeram contratos para cargos técnicos, 33% para cargos de diretoria e 28% para cargo de gerência. As campeãs dessa tendência são as empresas de serviços – 25% delas convocaram profissionais que já estavam aposentados.

Guia prevê espaços acessíveis a idosos

Foto: Agência Brasil/ Marcello Casal Jr.
Foto: Agência Brasil/ Marcello Casal Jr.

O número de idosos no Brasil deve quadriplicar até 2060, segundo a última projeção populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estima-se que os maiores de 65 anos serão quase 27% da população. Será que nossas cidades estão prontas para receber esse incremento na população de terceira idade?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) dispõe de um manual para que as cidades se preparem para essa nova realidade. O “Guia Global das Cidades Amigas do Idoso” foi publicado em 2008 e trata sobre temas como acessibilidade e inclusão. Segundo a OMS, “uma cidade amiga do idoso estimula o envelhecimento ativo ao otimizar oportunidades para saúde, participação e segurança, para aumentar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem”.

Check-list

O Guia é composto por um check-list de oito itens que devem ser observados por gestores de cidades. Ele foi composto a partir da contribuição de idosos e seus cuidadores de 33 cidades ao redor do mundo. Vamos abordar aqui as normas para espaços públicos. Confira:

Prédios públicos e Espaços abertos

· Cidade limpa com uma legislação, devidamente cumprida, que limita o nível de ruído e odores desagradáveis ou nocivos em locais públicos;

· Espaços verdes bem conservados e seguros, com abrigos adequados, banheiros e bancos de fácil acesso;

· Calçadas amigáveis aos pedestres, livres de obstáculos, com superfície nivelada, com banheiros públicos e de fácil acesso;

· Bancos públicos, especialmente em parques, nas paradas de ônibus e em espaços públicos, colocados a intervalos regulares; bancos  bem conservados e fiscalizados para que todos tenham acesso seguro a eles;

· Calçamento bem conservado, nivelado, anti-derrapante e amplo o suficiente para acomodar cadeiras de rodas, com um meio-fio baixo para facilitar a transição para a rua;

· Calçamento livre de quaisquer obstáculos (por exemplo, camelôs, carros estacionados, árvores) e os pedestres têm prioridade;

· Ruas com cruzamentos em intervalos regulares, faixas anti-derrapantes, fazendo com que seja seguro aos pedestres atravessá-las;

· Ruas com estruturas físicas bem desenhadas e apropriadamente colocadas, como ilhas de tráfego, passagens ou túneis que ajudem os pedestres a atravessá-las, especialmente nas de muito movimento;

· Serviços agrupados e localizados próximo de onde os idosos moram e com fácil acesso (por exemplo, localizado no andar térreo dos prédios);

· Atendimento especial para os idosos, como filas separadas ou guichês específicos;

· Prédios acessíveis e com elevadores, rampas, sinalização adequada, corrimãos em escadas, degraus não muito altos ou inclinados, piso anti-derrapante, áreas de repouso com cadeiras confortáveis e número suficiente de banheiros públicos.