Contêineres subterrâneos em Salvador

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Foto: Evandro Veiga

Contêineres subterrâneos de lixo prometem ser a solução para manter a coleta de resíduos sólidos sem expor a população ao mau cheiro e ao acúmulo de lixo nas ruas e calçadas. A iniciativa chega a Salvador e consiste em instalar embaixo dos passeios grandes depósitos de lixo, cuja entrada, por onde as pessoas jogarão os dejetos, será uma lixeira comum na calçada.

Funcionamento
O funcionamento dos contêineres é relativamente simples. A pessoa joga o lixo normalmente na lixeira e esta canalizará os resíduos para os recipientes no subsolo. A novidade está mesmo no processo da coleta. Os garis utilizarão um controle remoto que fará com que a “tampa” do vasilhame, que fará parte da calçada, se abra e o caminhão, equipado com uma grua, carregará o vasilhame recolhendo todo o conteúdo. A caixa será colocada no lugar logo após o procedimento.

Marcos
Os recipientes de coleta que ficarão visíveis são chamados de marcos. Contêineres com dois marcos conseguem armazenar 1,6 toneladas de dejetos, já os com três, comportam 3 toneladas. Ao chegar a 80% da capacidade, um dispositivo instalado nas caixas envia um sinal para a empresa e o caminhão de lixo irá fazer a coleta. A previsão é que os primeiros recipientes sejam instalados até o final de agosto, na Barra. Até setembro, chegarão no Mercado Modelo e, sucessivamente, serão implantados em toda a cidade.

Coleta seletiva
Os contêineres, que serão importados de Portugal, também permitem a coleta seletiva, já que serão separados em lixo úmido e lixo seco. A nova proposta demandará um alto investimento da administração municipal, já que uma caixa com dois marcos custa cerca de R$80 mil e a com três R$ 120 mil, em média. O modelo de coleta, que já é utilizado na Europa desde o final da década de 1990, além de ajudar na sustentabilidade evitará o acúmulo de lixo nas calçadas de Salvador e o consequente aparecimento de animais e insetos, acabando com o desconforto decorrente dessa situação.

Programa Primeiro Passo chega ao Legislativo municipal

foto para matéria hojeChegou à Câmara de Salvador o projeto de lei que cria o Programa Primeiro Passo. Encaminhado pelo Executivo municipal com pedido de urgência, o texto vai passar pelas comissões técnicas, colégio de líderes e, por fim, ao plenário. Voltado para famílias beneficiárias do Bolsa Família, com crianças em idade de creche e pré-escola, a proposta vai virar lei municipal após sanção do prefeito ACM Neto.

“Cabe agora ao Legislativo municipal agilizar a sua aprovação”, disse o presidente da Casa, Paulo Câmara, salientando a importância do programa, que está no amparo de crianças de zero a cinco anos, e a garantia da sua formação desde os primeiros anos de vida, certificando a sua alfabetização aos seis anos.

Para esse programa, será concedido apoio financeiro de R$ 50 mensais aos pais/responsáveis que não encontrarem vaga disponível na rede pública de ensino onde residem.  O auxílio é temporário e está ligado diretamente à oferta de vagas na rede pública.

O benefício estará condicionado à participação das crianças em atividades nas áreas de educação, saúde e assistência social. O limite é de três crianças por família, podendo ser ampliado no caso de gêmeos.

PL Nº 170/14 – Cassa alvará de funcionamento dos estabelecimentos comercias que comercializem o alumínio de origem clandestina

Visando coibir o roubo de metal alumínio de origem clandestina, o vereador Paulo Câmara (PSDB) indicou, nesta terça-feira, 29, a cassação do alvará de funcionamento dos estabelecimentos comerciais de Salvador que forem flagrados comercializando, vendendo ou comprando, o metal alumínio de origem clandestina. Mesmo encaminhamento será dado ao cobre.

Para isso, foi criado o Projeto de Lei 170/14, que, além de caçar o alvará de funcionamento, delega a responsabilidade de fiscalização e cumprimento desta lei ao órgão municipal responsável. A norma entrará em vigor a partir da sua data de publicação. O projeto foi baseado no Art. 155 Código Penal, que diz: “É crime contra o patrimônio subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel”. O roubo de alumínio se tornou comum, especialmente nos grandes centros de todas as cidades brasileiras. Os criminosos se aproveitam, principalmente, da falta de fiscalização do poder público.

Muito usado pela indústria e comércio, o alumínio tem um valor alto no mercado por conta da sua durabilidade e condutividade elétrica. “Mais importante que combater essa prática, é preciso fiscalizar os receptores e a destinação final desse produto adquirido de forma ilícita. Cabe a nós, legisladores e fiscalizadores municipais, pormos fim a essa situação”, justificou Paulo Câmara.

Conheça o projeto na íntegra:

Projeto indica cassação de alvará de estabeleciemos que comercializarem alumínio roubado

Programa Primeiro Passo foi lançado hoje no Parque da Cidade

Foto: Max Haack/Agecom
Foto: Max Haack/Agecom

Voltado para famílias beneficiárias do Bolsa Família, com crianças em idade de creche e pré-escola, foi lançado hoje (25), pelo Executivo municipal, no Parque da Cidade, o Programa Primeiro Passo. Compareceram ao evento, o prefeito ACM Neto, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Câmara, secretários municipais, vereadores, lideranças comunitárias e educadores.

ACM Neto lembrou que o Programa nasceu em 2012, durante sua campanha, quando viu que muitas mães pobres e carentes da cidade eram impedidas de trabalhar por não ter com quem deixar seus filhos. “Assim que assumi a Prefeitura, iniciei uma ampla mobilização para saber por que as crianças de zero a cinco anos estavam fora das creches”, contou o prefeito.

Como os terrenos públicos não tinham condições para a implantação dos CMEI´s, de acordo com as exigências do Ministério da Educação e Cultura (MEC), a administração municipal fez um levantamento de terrenos privados condizentes com as exigências do órgão federal. Para isso, está tramitando na Câmara Municipal projeto que propõe a alienação dos terrenos públicos e assim poder levantar recursos para desapropriar os terrenos privados que têm condições de receber os CMEI´s.

Garantia de alfabetização
unnamed (8)“Agora, caberá à Câmara Municipal, após o envio desse projeto, dar celeridade à sua aprovação”, disse Paulo Câmara. A importância do Programa está no acolhimento dessas crianças, para garantir assistência na sua formação desde os primeiros anos de vida, assegurando sua alfabetização aos seis anos.

A iniciativa vai beneficiar crianças de zero a cinco anos que não encontraram vagas disponíveis na rede pública de ensino. As famílias receberão um apoio financeiro de R$ 50 mensais. Pais que retirarem seus filhos de creches e residentes em bairros com vagas disponíveis não terão direito ao benefício. O limite é de três crianças por família, podendo ser ampliado no caso de gêmeos.

Endereço Comunitário vai facilitar acesso a serviços essenciais

O morador de rua, Lazáro, vive temporariamente na comunidade, onde exerce atividades
O morador de rua, Lazáro, vive temporariamente na comunidade onde exerce atividades

Enquanto morador de rua, Lázaro Pereira Lobo, soteropolitano, 39 anos, sempre teve dificuldades em tirar documentos por não possuir uma moradia. Assim como ele, milhares de pessoas em situação de rua estão alijados dos serviços essenciais, como saúde e trabalho, e inscrição em cursos de capacitação, em concursos, dentre outros, por não terem um endereço fixo. Para se ter uma ideia, de acordo dom dados da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), o número estimado de moradores de rua é de 3.500 pessoas na capital baiana.

Para mudar essa realidade, o vereador Paulo Câmara elaborou um projeto de indicação (PI nº 180/2014) que visa criar o Endereço Comunitário, ou seja, um endereço postal para que aquelas pessoas que não têm um endereço fixo possam também receber correspondências. O projeto contempla também imigrantes nacionais e estrangeiros.

Peregrino

O francês conhecido como Henrique Trindade, um dos membros da Comunidade da Trindade, localizada na igreja de mesmo nome, na Avenida Jequitaia, acha o projeto necessário para facilitar a vida deste tipo de público aos serviços essenciais. “Para quem não tem endereço, essas exigências acabam tornando a vida mais complicada”, opina. Peregrinando pelo mundo afora e sem endereço fixo, Henrique conheceu o “Poste Restante”, serviço de correio gratuito, que permanece na agência, em todos os países por onde passou.

Henrique conta que um dos grandes problemas dos abrigados na comunidade é a falta de documentos, dificultando o acesso aos serviços. Acho um absurdo precisar de endereço e CPF para tirar o cartão do SUS, pois sem este último não se consegue o benefício da medicação. A Comunidade da Trindade existe há 14 anos. Os abrigados chegam, normalmente por ouvir falar do local, para aprender a viver na coletividade.

Aurora da Rua

Íris e Henrique ajudam na reinserção social dos moradores de rua
Íris e Henrique ajudam na reinserção social dos moradores de rua

Segundo a jornalista Íris Queiroz, 39 anos, editora do Jornal Aurora da Rua e colaboradora na comunidade, todos que ali chegam têm que se enquadrar com o modo de viver de quem já está lá. “Todos têm que limpar o espaço em prol da coletividade, cumprindo normas e trabalhando em prol do outro”, conta. O Jornal serve de fonte de renda para os abrigados, que recebem treinamento, participam das reportagens, vendem o impresso, levantam capital de giro e passam a ter lucro.

Funcionando como uma casa de passagem, todas as pessoas em situação de rua que ali estão, têm que se envolver nas atividades, a exemplo de oficinas de trabalho, reciclagem, plantio de horta, dentre outras. Hoje, Lázaro Pereira Lobo se encontra em um endereço provisório e já pode tirar seus documentos, assim como os demais abrigados. “O endereço comunitário vai, com certeza, ajudar muita gente que vive nas ruas”, salientou.

Empreendedorismo social

Enactus-InsperEmpreendedorismo social é um termo usado para designar uma atividade que alia inovação, rentabilidade e impacto social. Tendo em mente este conceito, alunos do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa de São Paulo trouxeram para o Brasil o invento do professor de física e matemática da Alemanha, Martin Aufmuth: uma máquina que fabrica armações para óculos com baixo custo de produção. A invenção, patenteada em 2012, e que tem sua tecnologia disseminada pela associação sem fins lucrativos OneDollarGlasses, está sendo utilizada para distribuir óculos às famílias carentes do país. O projeto já foi instalado em Ruanda, Burkina Faso e Bolívia.

No Brasil, a organização que gerencia a implementação do OneDollarGlasses é a Renovatio. Os primeiros 46 óculos fabricados pela iniciativa foram distribuídos em maio em comunidades do estado do Pará. No exterior, o material para a fabricação das armações sai a US$ 1, daí o nome do projeto, que em tradução livre significa “Óculos de um Dólar”. Entretanto, as armações brasileiras saem a R$ 25, devido aos valores necessários para a importação da máquina, pagamentos de impostos, salários e dos royalties à associação OneDollarGlasses.

Como funciona o projeto

Aqueles que desejem trabalhar na confecção dos óculos – que podem ser pessoas em situação de rua, ex-presidiários e desempregados – realizam uma entrevista que funciona como um processo seletivo. O salário vai de R$ 800 a R$ 1200. A Renovatio faz o trabalho de captação de oftalmologistas voluntários para realizar as consultas e de identificação das comunidades que necessitam receber os óculos. Depois do diagnóstico, o beneficiado recebe o artefato. O projeto é financiado pelo sistema crowdfundin – arrecadações de múltiplos financiadores, geralmente pessoas físicas com interesse no projeto. “Foi emocionante ouvir uma pessoa com 6 graus de miopia dizer que não precisa mais subir na árvore para ver se a fruta está madura”, contou à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Ralf Toenjes, presidente do Insper Enactus e intermediador da vinda do OneDollarGlasses para o Brasil.

PI N° 180/2014 – Indica a criação do Endereço Comunitário em Salvador

Além da situação em si já ser bastante difícil, as pessoas em situação de rua enfrentam inúmeras outras dificuldades por não terem uma moradia fixa onde possam viver com dignidade. Tentar a reinserção no mercado de trabalho, por exemplo, é uma delas. Sem um endereço postal, não se pode tirar documentos necessários na busca de um emprego e, em muitos casos, o próprio empregador não realiza a contratação por saber que a pessoa não tem uma moradia, mesmo que ela tenha qualificação. Estima-se que, atualmente, Salvador tenha cerca de 3.500 moradores de rua, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps).

No intuito de fazer com que essas pessoas consigam, além de ter uma renda própria para o seu sustento e o de sua família, resgatar a sua cidadania, o vereador Paulo Câmara elaborou o projeto de indicação que visa criar o Endereço Comunitário. Nessa proposta, Câmara indica ao prefeito de Salvador, ACM Neto, a elaboração de um endereço postal para que pessoas em situação de rua possam receber correspondências, se inscrever em cursos, concursos e concorrer a vagas no mercado de trabalho. O projeto também contempla pessoas que por razões várias ainda não têm um endereço fixo, como imigrantes nacionais e internacionais. O Endereço Comunitário dá às pessoas em situação de rua uma oportunidade para tentarem, por si próprias, recomeçar suas vidas.

PIN – Indica a criação do Endereço Comunitário em Salvador

Jet skis sustentáveis

jet4A fabricação de jet skis com material reciclável é a aposta de Bruno Jacob, empreendedor de 26 anos, para fazer o diferencial no mercado. Além do barateamento dos custos de produção, o modo de fabricação protege o meio ambiente. Em entrevista à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Jacob, que desde a adolescência participa de competições com motos aquáticas, afirma que sempre observou que os jet skis utilizados deveriam ser melhorados. “Tinha a sensação de que os modelos existentes poderiam ser aprimorados. As deficiências do casco dificultavam o desempenho”, conta.

Assim, Jacob teve a ideia de utilizar produtos reciclados na fabricação dos modelos, e fez dessa iniciativa o seu trabalho de conclusão de curso de engenharia de produção. Nasceu, então, o protótipo da GiroX, jet ski mais leve e barato do que os vendidos comumente no mercado e cujo modelo já é comercializado pela BJ Industry, que tem sede em Feira de Santana, a 108 km de Salvador.

O diferencial do produto está nos materiais usados no casco. Cerca de até 90% são reutilizados ou reciclados. Resinas feitas de garrafa PET, fibra de vidro oriunda de material reciclado ou reutilizado, o metal de apoio para o motor e a saída de escapamento que vem da sucata são alguns dos produtos utilizados. A BJ teve um investimento inicial de R$ 100 mil e produz apenas os cascos, montando os jet skis com motores importados. “Ganhamos em preço e sustentabilidade”, diz Jacob, que faturou R$ 250 mil nos dez primeiros meses de funcionamento.

Bikes para serviços de entrega

unnamed (3)Os problemas de mobilidade urbana, bem característicos das grandes cidades, estão motivando empresas que realizam entregas a criarem um novo diferencial nos seus negócios. O uso de bicicletas, ao invés de motos, está cada vez mais comum em companhias que precisam driblar o caos dos grandes centros urbanos. As magrelas, além de serem menos poluentes que a sua similar motorizada, permitem mais oportunidades de deslocamento, já que o seu trânsito nas ruas não está sujeito às mesmas regras de sinalização que as motos. Além disso, as bikes não usam combustível e têm manutenção mais barata, o que permite que as empresas diminuam os preços sem prejudicar os lucros.

Confira o que alguns desses empreendedores contaram na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN) sobre suas experiências nesse novo tipo de entrega.

EcoBike
Em julho de 2011, o curitibano Cristian Trentin criou a EcoBike Courier, a primeira do Brasil a trabalhar com esse tipo de entrega. Hoje, a rede já possui franquias nas cidades de São Paulo, Porto Alegre e Cascavel e teve R$ 1 milhão de lucro em 2013. As entregas são feitas pelo próprio franqueado, cujo investimento inicial é de R$ 200 mil.

Loggi
A Loggi, criada em junho 2013, oferece para os seus clientes a possibilidade de acompanhar em tempo real, através de uma plataforma online, todo o trajeto do entregador. A companhia atua na Grande São Paulo. No entanto, inicialmente, a empresa trabalhava com motocicletas, já tradicionais. Mas os sócios perceberam as vantagens da utilização de bicicletas e hoje já usam os dois tipos de transporte.

Ecolivery
A Ecolivery Courrieros além de documentos, também leva nas bicicletas flores, calçados, chocolates, entre outros produtos. Fundada em outubro de 2012, a companhia tem mais de 35 clientes fixos e pretende triplicar os lucros de 2013 através da expansão dos serviços pela cidade de São Paulo.