Treino da Seleção Brasileira (Foto: Marcello Casal Jr. – Agência Brasil)
Para a nossa sorte, e que continue assim, a história da participação da Seleção Brasileira nas quartas de final das Copas do Mundo tem sido marcada por momentos para lá de emocionantes. E que seja assim hoje contra a Colômbia, a partir das 17h, na Arena Castelão, em Fortaleza.
Para começar, quando o Brasil ganhou a sua primeira Copa do Mundo em 1958, na Suécia, adivinha quem fez o primeiro gol vestindo a camisa canarinho, com apenas 17 anos? Pelé! A partida foi contra o País de Gales e foi a primeira vez que uma Copa do Mundo foi televisionada. No jogo final, o Brasil ganhou da Suécia por 5 a 2 com mais gols de Pelé e Garrincha.
Já em 1994, nos Estados Unidos, o jogador Bebeto, nas quartas de final, na partida contra a Holanda, dedicou seu gol ao filho recém-nascido, balançando os braços como se estivesse segurando um bebê. Inesquecível. Na final contra a Itália, com as duas seleções buscando o tetracampeonato, a disputa terminou nos pênaltis com aquele gol perdido pelo italiano Roberto Baggio.
E na última Copa do Mundo vencida pelo Brasil, em 2002, no Japão e Coreia do Sul, a seleção à época, também comandada por Felipão, fez a sua melhor campanha na história da Copa, vencendo todos os jogos. Nossos dedos estão cruzados para levarmos o hexa, Felipão!
Torcedora está com um olho bom em Neymar e com ´olho gordo´ em James Rodríguez, da Colômbia
Prepare o seu coração, porque amanhã (4), às 17h, o Brasil vai pegar a Colômbia, outra “pedreira” pela frente. Não tem jogo fácil nesta Copa do Mundo, não é verdade? Muitos analistas apontam que, com a globalização, os jogadores de todas as seleções participam dos principais campeonatos de futebol ao redor do mundo e este fator está tornando os times cada vez mais competitivos.
Só para dar dois exemplos, Neymar, artilheiro da seleção brasileira, joga no Barcelona, e James Rodríguez, artilheiro da Colômbia, joga no Mônaco. Rodríguez, por sinal, tem um gol a mais do que o craque do Brasil. Mas nada como colocar um “olho gordo” em James, que já está com as “mangas de fora”.
Que o diga a torcedora Inez Otero. “O que podemos fazer é cruzar os dedos e pedir uma atuação inspirada da nossa equipe, de preferência com dois gols de Neymar, para ele passar o James na artilharia. Não custa nada “secar” o Rodríguez”, diz, rindo, a psicóloga, que vai assistir o jogo em casa, “porque o Brasil tem indo adiante assim e eu não quero mudar a ordem cósmica das coisas”, brinca.
Superticiosa? “Sou mesmo! O meu marido e a minha filha também são! E não venha assistir a jogo da seleção brasileira aqui em casa sem vestir as cores do país, porque vai embora na mesma hora!”, afirmou Inez, com o bom humor que é marca registrada da torcida brazuca. O palpite dela para o jogo de amanhã no estádio do Castelão, em Fortaleza, é de 2×0 para o Brasil. Os gols vocês já sabem de quem serão, segundo ela. Boa sorte, Brasil!
Como acontece todos os anos, as comemorações do 2 de julho em Salvador se iniciaram no Largo da Lapinha com a queima de fogos e o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Salvador, momento em que houve a execução do hino nacional pela Banda de Música da Marinha do Brasil. Após participar desses momentos iniciais e das homenagens ao general Labatut, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Paulo Câmara seguiu com o cortejo cívico para a Praça da Sé, onde, com o discurso que realizou em frente à Casa Legislativa de Salvador, deu prosseguimento as comemorações.
Em sua fala Câmara destacou a importância dos heróis que lutaram pela consolidação da independência do Brasil. “Somos herdeiros dessa luta por causa da guerra vitoriosa dos baianos pela libertação nacional. Em 1º de julho, as 86 naus utilizadas para o embarque das tropas portuguesas partiram na madrugada quando o disparo de um tiro de canhão anunciou o final do domínio. Pela manhã do dia 2 de julho, não havia mais soldados portugueses em terra. Estava encerrado o ciclo português de predomínio nas terras do Brasil”, contou Paulo Câmara.
O chefe do legislativo de Salvador também elogiou o papel da Câmara de vereadores na afirmação da liberdade do país. “Por quase dois séculos, apenas o nosso estado comemorou o acontecimento, que só em 2013 passou a ser data nacional. Esta Casa quadricentenária orgulha-se de ser parte dessa história como testemunha fidedigna da condução do processo libertador da opressão portuguesa. E congratula-se com o povo baiano pelos 191 anos de comemoração”, finalizou. Logo após o discurso do presidente, o cortejo seguiu para o Campo Grande onde haverá o encerramento das celebrações com o hasteamento das bandeiras – com a presença do governador da Bahia, Jaques Wagner, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), e do prefeito de Salvador, ACM Neto – e com a execução do Hino ao 2 de julho e do Hino Nacional, momento em que a pira do fogo simbólico é acesa.
Ao lado do prefeito ACM Neto e secretários municipais no 2 de julho de 2013
Celebração cívica de baianos que reflete a maturidade da democracia no Brasil, com críticas e reivindicações sociais, o 2 de Julho está completando 191 anos neste ano. “A luta que consolidou a nossa independência, com desfecho no dia 2 de Julho, data da libertação definitiva do Brasil de Portugal, é um orgulho para todos os baianos que celebram nas ruas os seus heróis”, reflete Paulo Câmara.
O vereador participa nesta quarta (02) do desfile que será iniciado no Largo da Lapinha, passando pela Praça Municipal, com chegada no Campo Grande. “A data magna dos baianos vai além do civismo e por conta da sua grandiosidade e importância cultural tornou-se, em 2006, Patrimônio Imaterial da Bahia pelo Conselho Estadual de Cultura”, afirmou Câmara.
Programação
Pela manhã, a partir das 6h, acontecerá uma alvorada com queima de fogos no Largo da Lapinha. A partir das 9h, após a execução do Hino Nacional, as autoridades vão hastear as bandeiras do Brasil, da Bahia, de Salvador e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.
Em seguida, flores serão depositadas no monumento do General Labatut, iniciando o cortejo cívico até a Praça Municipal, com a chegada prevista dos carros emblemáticos dos caboclos às 11h30.
Pela tarde, a Câmara Municipal de Salvador vai homenagear os heróis da Independência e às 15h30, aproximadamente, o cortejo cívico será retomado até o Campo Grande, onde haverá mais uma vez a execução do Hino Nacional e colocação de flores no monumento ao 2 de Julho.
O torcedor George Otero acha que o Brasil vence o Chile e vai chegar à final no Maracanã
As bolsas de apostas informais já estão para lá de animadas sobre quem vai vencer o jogo do Brasil contra o Chile amanhã (28), às 13h, no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. A Seleção Brasileira, é claro, é a grande favorita, mas não dá para esperar “moleza” do Chile.
Afinal de contas, o técnico da Seleção Chilena, Jorge Sampaoli, é conhecido pela alta capacidade de análise técnica e tática e disse em entrevista para o site UOL que há coisas para melhorar, “mas vamos nos preparar para enfrentar o Brasil com muito cuidado. Eles verão um Chile que vai buscar a vitória”, afirmou.
O técnico Felipão também usou um tom de cautela sobre o Chile em várias entrevistas, mas os chilenos já perderam para o Brasil em outras Copas do Mundo.
A jornalista bengalesa Tahiat Maboob, radicada em Nova York, fez como o técnico chileno e calculou a possibilidade de forma certeira de que o Brasil seria primeiro na sua chave e comprou “às cegas” a entrada para o jogo deste sábado em Belo Horizonte.
Ela desembarca hoje na capital mineira e acredita que os brasileiros devem ganhar. “Não será uma partida fácil, mas acho que o Brasil ganha de 2×1 contra o Chile”, disse, por telefone.
Integrantes da família Otero também acham que vai dar Brasil e disseram que gostariam de ter estar em Belo Horizonte para ver a Seleção Brasileira jogar depois da experiência para lá de divertida, segundo eles, no jogo do IrãxBósnia anteontem (25), na Arena Fonte Nova.
“Se pudesse, iria até a final da Copa do Mundo no Maracanã. Vai ser Brasil contra a Holanda na final”, disse, prevendo o futuro, George Otero, ao lado da esposa Inez, da filha Letícia e do irmão Moacir. E o placar de amanhã contra o Chile? “Vai ser 3×1 para o Brasil!”, afirmou, animado.
A tradicional festa de São João, muito comemorada no nordeste brasileiro, nem sempre foi do jeito que se conhece hoje. Originalmente, na Europa pré-cristã, o que se comemorava no mês de junho, quando ocorre solstício de verão no hemisfério norte, eram celebrações pagãs em agradecimento às boas colheitas. Com a disseminação do cristianismo através da expansão romana, a Igreja Católica transformou essas festividades em dias de santos. Dia 13 se festeja Santo Antônio, 24, São João e 29, São Pedro.
A festa de São João homenageia João Batista, primo de Jesus que tinha o costume de batizar as pessoas. Juntamente com os outros festejos juninos, foi trazida para o Brasil pelos portugueses e aqui foi adaptada à cultura local, perdendo o caráter mais religioso que tinha em Portugal. Apesar de se comemorar em todo o país, é no nordeste que o São João é mais forte e onde foram incorporados à comemoração a quadrilha – derivada de uma dança francesa, a quadrille – , o forró, as comidas típicas feitas de milho e o caráter teatral, cujo exemplo mais tradicional é o casamento na roça.
Atualmente, algumas cidades do nordeste comemoram os festejos juninos com um mês de festa. É o caso de Caruaru e Campina Grande. Na Bahia, há muitos municípios do interior que promovem famosos forrós privados ou abertos ao público nas praças da cidade. Na maioria, se apresentam bandas de diversos estilos musicais, até mesmo axé. Em celebrações mais tradicionais, ainda são feitas brincadeiras como pau-de-cebo, cabra-cega, quebra-pote e correio elegante. Há também o costume de soltar fogos e acender fogueiras. No entanto, apesar das modificações sofridas ao longo do tempo, o São João ainda é uma festa autenticamente brasileira e bastante representativa do povo nordestino.
Momento em que se celebra de forma solene o corpo e o sangue de Jesus, nesta quinta-feira (17), se comemora o Corpus Christi. Celebrada anualmente pela Igreja Católica nas quintas-feiras após o domingo da Santíssima Trindade, a festividade religiosa, cujo nome significa em latim “corpo de Cristo”, remonta à última ceia e à peregrinação dos hebreus pelo deserto. É, portanto, uma festa de guarda, ou seja, obrigatória para todos os católicos.
De acordo com o padre José Abel Carvalho, responsável pela paróquia do Santíssimo Sacramento e Sant’Ana, no bairro de Nazaré, a primeira procissão de Corpus Christi do Brasil aconteceu em Salvador, há 465 anos. Ele conta ainda que a festividade sempre teve o apoio da Câmara de Vereadores. Os fieis percorrem as ruas do Centro Histórico e logo depois há a celebração da missa e a bênção final. O dia santo é o único momento do ano em que o Santíssimo Sacramento pode ser mostrado publicamente nas ruas.
“O dia de Corpus Christi é uma oportunidade que os católicos têm de demonstrar o seu amor e a sua fé na presença real de Cristo na Hóstia consagrada do Santíssimo Sacramento. Para nós, o maior tesouro da nossa fé é a eucaristia. Toda a vida da igreja gravita em torno da eucaristia”, resume o padre Abel.
Popularização e tradição
Padre Abel de Carvalho conta que a popularização do dia santo se deve a um episódio inusitado. “Esta tradição da Igreja remonta ao século XVIII. Ela se expandiu porque uma vez, na cidade Lanciano, na Itália, um padre duvidou durante a missa que ali (na Hóstia) era o corpo de Cristo. Quando ele levantou a Hóstia, ela se transformou em carne e começou a pingar sangue. Daí em diante essa devoção foi se tornando mais celebrada e conhecida no mundo inteiro”, explica.
De acordo com a tradição católica, no ano de 1243, em Liége, na Bélgica, a freira Juliana de Cornion afirmou ter tido visões em que Cristo demonstrava querer que o mistério da Eucaristia – momento da missa em que se celebra o fenômeno da transubstanciação, em que o pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Cristo – fosse comemorado com mais destaque. Em 1264, o papa Urbano IV, através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo”, instituiu a festividade.
Comemoração
O feriado é comemorado em alusão à quinta-feira Santa em que, segundo consta na Bíblia, Jesus, ao cear com os apóstolos, pediu a eles que O lembrassem através do pão e do vinho, que seriam o seu corpo e sangue. A festa é composta de uma missa, uma procissão e a adoração ao Santíssimo Sacramento. A caminhada lembra a peregrinação dos Hebreus em busca da Terra Prometida.
Brasil e México estrearam na Copa do Mundo de 2014 com vitórias, mas a Seleção Brasileira lidera o grupo por conta do saldo de gols maior. Os brasileiros derrotaram os mexicanos na Copa das Confederações, no ano passado, e são os grandes favoritos no jogo de hoje, logo mais às 16h, no Estádio do Castelão, em Fortaleza.
Mas pergunte a um mexicano quem vai ganhar o jogo e a resposta vai estar na ponta da língua: “México! Yo creo! (Eu creio)”, nos disse o animado torcedor Jose Martinez, de 32 anos, que veio ao país com um grupo de oito amigos para torcer pela Seleção Mexicana, mas não conseguiram ingressos justamente para este jogo contra o Brasil. O placar de hoje? “2×1 para o México, por supuesto!”, brincou.
“Aproveitamos para conhecer a Bahia. Salvador é uma cidade encantadora e não poderíamos deixar de passear por aqui”, afirmou Martinez, que segue amanhã para a capital pernambucana para assistir ao jogo do México contra a Croácia no próximo dia 23. Dois gols do Brasil contra um do México é o placar projetado pela aposentada Dilka Lomanto, de 79 anos. “Acho que vai ser um jogo difícil. Estou percebendo que todas as seleções desta Copa estão muito bem preparadas e, ainda por cima, talvez não tenhamos Hulk na nossa turma hoje”, analisa.
A expectativa em 2014 é bem diferente da vivida pelos brasileiros em 1950, quando o Brasil sediou a Copa do Mundo e perdeu a final para o Uruguai. “Eu tinha apenas 15 anos, os televisores eram preto e branco, mas me lembro bem da comoção no país. Muita gente morreu de ataque do coração. Todo mundo achava que a Seleção era imbatível. Hoje sabemos que os times são mais equilibrados. Viram os jogos da Holanda e da Alemanha? Mas eu sou mais Brasil”, disse, confiante, a aposentada, que vai assistir ao Brasil contra o México hoje na casa de amigos que estão hospedando vários alemães. “Torcemos para eles ontem e hoje é dia deles torcerem por nós”, finalizou, bem humorada.