Projeto Verde Perto

verde pertoCom o objetivo de ampliar a cobertura de área verde em Salvador, o projeto Verde Perto, da prefeitura da cidade, estimula os habitantes e empresas locais a aumentar a cobertura vegetal do município. As principais metas estipuladas pela iniciativa são: melhorar o microclima através do aumento da quantidade de vegetação, revitalização dos espaços públicos, diminuição dos efeitos das mudanças climáticas na região, integrar corredores ecológicos urbanos e ações de revitalização dos corpos d’gua e incentivar a participação cidadã.

Adoções

Um dos principais pontos do Verde Perto é a possibilidade de adoção dos espaços ou equipamentos públicos por pessoas empresas e associações. O voluntário deve escolher qual o tipo de benfeitoria que quer realizar na área escolhida – manutenção e instalação de benfeitorias, reforma, construção – e comunicar a sua proposta à Comissão Verde Perto que avaliará a solicitação. Caso o pedido seja aceito ele será incluído em uma chamada pública e o proponente é chamado para dar continuidade ao processo. Podem ser adotadas praças, equipamentos, árvores, canteiros, entre outros. Para saber mais sobre a iniciativa é só acessar o site: http://www.verdeperto.salvador.ba.gov.br/.

Quatro Imperativos da Sustentabilidade

imperativos de sustentabilidadeEm tempos em que a sustentabilidade é um assunto debatido mundialmente e motivo de preocupação para várias empresas, o Sebrae, juntamente com o Sistema de Inteligência Setorial (SIS) e o Centro Sebrae de Sustentabilidade, elaborou o relatório Tendências de Sustentabilidade. No documento, estão enumerados os imperativos de sustentabilidade para os pequenos negócios. São eles:

CADEIA PRODUTIVA: As microempresas que fazem parte da cadeia produtiva de grandes corporações devem banir práticas insustentáveis dos seus processos de produção, já que a preocupação dos empresários com a sustentabilidade é crescente. Caso não o façam podem perder o cliente e ficar com a imagem comprometida perante o mercado.

CONSUMO CONSCIENTE: De acordo com a última pesquisa da série “Consumo Consciente” realizada em 2012 pelo Instituto Akatu (Rumo à Sociedade do Bem-Estar), 5% dos brasileiros já praticam o consumo consciente. O fato decorre do aumento de acesso à informação, o que possibilita que as pessoas comprem e descartem os produtos de forma mais equilibrada.

COMPRAS PÚBLICAS: As pequenas empresas são maioria na participação de compras públicas. Segundo levantamento feito pelo Sebrae em 2013, cerca de 57% dos R$ 40 milhões gastos pelo governo federal em compras vão para os pequenos negócios. Os novos editais de licitação já exigem novas práticas dessas empresas, obrigando-as a produzirem de forma sustentável.

INOVAÇÃO: As pequenas empresas devem inovar. Podem aproveitar a sua menor estrutura, ao contrário das grandes que são mais complexas, para implantar as modificações mais rapidamente. O reaproveitamento de resíduos, a racionalização de energia e a redução do uso de água promovem a ecoeficiência empresarial, geram mais empregos e inclusão, e, consequentemente, melhoram a imagem da empresa no mercado.

Reciclagem, economia e interação social

Máquina de reciclagemQuem acha que separar o lixo reciclável do orgânico é uma tarefa chata, apesar de necessária, pode começar a mudar de ideia depois de conhecer a “Greenbean Recycle”. O invento do engenheiro zambiano Shanker Sahai é uma máquina que dá dinheiro em troca de garrafas de plástico, vidro e latinhas de alumínio. Basta apenas levar os materiais e inserir no aparelho que, por enquanto, só está disponível nos Estados Unidos.

As pessoas que depositam material reciclável na máquina criam um perfil online, através do qual pode conferir as doações já feitas e competir com os outros usuários. O pagamento é feito através de depósitos instantâneos na conta do doador. Além do dinheiro em espécie, a “Greenbean Recycle” também dá créditos em um restaurante de comida mexicana e prêmios nas redes sociais.

De acordo com Sahai, o compartilhamento entre os usuários é o que mais estimula as pessoas a realizar o descarte do lixo reciclável. “Quando as pessoas conferem seus nomes em um painel de pontuações, ficam mais estimuladas a usar a máquina novamente, continuando a reciclar”, declarou o engenheiro ao portal Co.exist.

Com o objetivo de evitar despesas com logística e armazenamento, para que os materiais cheguem até as usinas de reciclagem, o próprio dispositivo faz o processamento dos materiais. “Reciclar é uma tarefa bem chata, e, às vezes, não sabemos de que forma o nosso esforço faz a diferença. A máquina mostra, em tempo real, que até uma única garrafa ou latinha faz a diferença, incentivando as pessoas a continuar reciclando”, disse na entrevista.

A “Greenbean Recycle” tem nove unidades disponíveis nas principais universidades dos Estados Unidos, dentre elas, Harvard, MIT e Brandeis University. Até o momento, a máquina já processou 34 toneladas de lixo, gerando uma economia de energia superior a 73 mil kWh.

Aliança Empreendedora recruta líderes voluntários

Programa Tamo Junto LíderA Aliança Empreendedora, organização sem fins lucrativos que estimula o empreendedorismo social, está recrutando voluntários para serem líderes no programa “Tamo Junto Líder”. O projeto tem como objetivo formar uma rede de novos microempreendedores em todo Brasil, através de um website e de reuniões com líderes voluntários.

Os líderes deverão marcar encontros regionais com os microempreendedores cadastrados para orientá-los no desenvolvimento do negócio e no uso do website do projeto que possui ferramentas para ajudar os novos empreendimentos a crescerem. A Aliança Empreendedora treinará e acompanhará os voluntários on-line para que eles saibam como apoiar os novos empreendedores.

A iniciativa é patrocinada pela Câmara Andina de Fomento que, em parceria com a Aliança, desenvolveu uma plataforma on-line que possibilitará a troca de conteúdos e informações entre os usuários. Poderão ser compartilhados vídeos, textos e ferramentas. Além disso, o espaço permitirá a criação de network (relacionamento) e a troca de experiências. A plataforma disponibilizará conteúdo sobre questões financeiras, habilidades gerenciais e empreendedoras. O Tamo Junto visa atingir prefeituras, ONGs, associações comerciais e de bairros e outras entidades que tenham interesse em desenvolver a ação de microempreendedores locais.

Quem quiser se voluntariar é só enviar um e mail para o endereço tamojunto@aliancaempreendedora.org.br. As inscrições vão até o dia 30 de agosto.

Parklet cria área de convivência em São Paulo

Parklet é instalado em São Paulo
Foto: Divulgação/Secom SP

Instalado no bairro da Vila Mariana, na zona sul, a cidade de São Paulo ganhou o seu segundo parklet. A estrutura, inaugurada na quarta-feira (13), foi colocada onde antes existiam vagas para veículos, e permanecerá no local pelo período de dois anos. A criação dos parklets tem como objetivo transformar espaços públicos em áreas de lazer.

Segundo o presidente do Instituto Mobilidade Verde, Lincoln Paiva, a previsão é de que até 2015 cem novos parklets sejam instalados na cidade. “São empresas de todos os tipos interessadas, desde grandes a pequenos comércios”, informou em entrevista ao portal da prefeitura de São Paulo. A instalação na Vila Mariana, por exemplo, custou R$ 40 mil, mas é possível baratear esses valores com o aumento da produção, completou.

A professora Maria Augusta Lara Meneghel, moradora da Vila Madalena, gostou da construção da estrutura e acredita que esse tipo de projeto pode mudar a relação da população com o lugar onde mora. “Temos agora um ambiente de integração. Acho que iniciativas como essa são importantes para que as pessoas comecem a usar o bairro de outra forma”, comemorou.

Criados pela primeira vez na cidade americana de São Francisco, os parklets são áreas de convivência, que visam tornar o clima mais humano nos grandes centros urbanos. Construídos com equipamentos removíveis, geralmente são instalados em vagas de estacionamento. Em Salvador, o vereador Paulo Câmara já indicou à prefeitura a criação dessas extensões de calçada. O projeto está em tramitação na Câmara Municipal.

Disk Lixo Eletrônico em Salvador

lixo eletroA maioria das pessoas fica sem saber o que fazer com aquele PC do monitor enorme que foi trocado por um mais moderno, ou com o notebook que queimou a placa mãe e deixou você na mão, ou ainda com aquele som que em três anos passou de grande investimento a “trambolho”. No entanto, há cerca de seis anos, já existe em Salvador o Disk Lixo Eletrônico.

Processo
A iniciativa dos irmãos Joseval e Joandro Araújo impossibilita qualquer desculpa para não fazer o descarte correto do lixo eletrônico, que por conter substâncias tóxicas e peças não biodegradáveis, não podem ser jogados fora juntamente com o lixo comum. Qualquer pessoa que queira descartar o seu lixo eletrônico pode ligar para o serviço, que vai até a residência e recolhe os aparelhos gratuitamente.

Todo o material é levado para um depósito localizado no bairro de Nazaré, onde são desmontados e suas peças vendidas. As que são feitas de cobre, ferro e plástico são comercializadas e recicladas em Salvador; já as placas são enviadas para São Paulo, para serem processadas e depois seguem para a China e a Rússia onde são efetivamente recicladas. Com o dinheiro da venda das peças, os irmãos pagam os custos de combustível, armazenamento e logística do projeto.

Como surgiu
Joseval é técnico em informática e Joandro economista. Eles afirmam que a ideia de montar o serviço surgiu quando eles perceberam que a venda de computadores estava aumentando bastante e as pessoas não tinham onde descartar os que iam ficando velhos. Como a tecnologia está cada vez mais rápida, eles idealizaram o Disk Lixo Eletrônico, para facilitar a vida da população de Salvador, ao mesmo tempo em que promovem a sustentabilidade.

Contato
Quem tiver lixo eletrônico para jogar fora, os números do Disk são: (71) 3241-1463 / 9945-9721 / 8826-0323. Apesar de a Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpub) manter uma parceria com o serviço, o melhor é que o descarte seja feito separadamente do lixo orgânico.

Papa-pilhas
Também visando promover a sustentabilidade em Salvador e proteger a população do contato com substâncias tóxicas, o vereador Paulo Câmara elaborou o Projeto de Lei Nº 125/13, que obriga as empresas que comercializam pilhas, baterias, celulares, câmaras digitais e outros aparelhos eletrônicos portáteis a instalarem em suas unidades o “papa pilha”, coletor de lixo eletrônico. A proposta está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final da Câmara Municipal de Salvador, aguardando parecer final do relator.

Contêineres subterrâneos em Salvador

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Foto: Evandro Veiga

Contêineres subterrâneos de lixo prometem ser a solução para manter a coleta de resíduos sólidos sem expor a população ao mau cheiro e ao acúmulo de lixo nas ruas e calçadas. A iniciativa chega a Salvador e consiste em instalar embaixo dos passeios grandes depósitos de lixo, cuja entrada, por onde as pessoas jogarão os dejetos, será uma lixeira comum na calçada.

Funcionamento
O funcionamento dos contêineres é relativamente simples. A pessoa joga o lixo normalmente na lixeira e esta canalizará os resíduos para os recipientes no subsolo. A novidade está mesmo no processo da coleta. Os garis utilizarão um controle remoto que fará com que a “tampa” do vasilhame, que fará parte da calçada, se abra e o caminhão, equipado com uma grua, carregará o vasilhame recolhendo todo o conteúdo. A caixa será colocada no lugar logo após o procedimento.

Marcos
Os recipientes de coleta que ficarão visíveis são chamados de marcos. Contêineres com dois marcos conseguem armazenar 1,6 toneladas de dejetos, já os com três, comportam 3 toneladas. Ao chegar a 80% da capacidade, um dispositivo instalado nas caixas envia um sinal para a empresa e o caminhão de lixo irá fazer a coleta. A previsão é que os primeiros recipientes sejam instalados até o final de agosto, na Barra. Até setembro, chegarão no Mercado Modelo e, sucessivamente, serão implantados em toda a cidade.

Coleta seletiva
Os contêineres, que serão importados de Portugal, também permitem a coleta seletiva, já que serão separados em lixo úmido e lixo seco. A nova proposta demandará um alto investimento da administração municipal, já que uma caixa com dois marcos custa cerca de R$80 mil e a com três R$ 120 mil, em média. O modelo de coleta, que já é utilizado na Europa desde o final da década de 1990, além de ajudar na sustentabilidade evitará o acúmulo de lixo nas calçadas de Salvador e o consequente aparecimento de animais e insetos, acabando com o desconforto decorrente dessa situação.

Empreendedorismo social

Enactus-InsperEmpreendedorismo social é um termo usado para designar uma atividade que alia inovação, rentabilidade e impacto social. Tendo em mente este conceito, alunos do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa de São Paulo trouxeram para o Brasil o invento do professor de física e matemática da Alemanha, Martin Aufmuth: uma máquina que fabrica armações para óculos com baixo custo de produção. A invenção, patenteada em 2012, e que tem sua tecnologia disseminada pela associação sem fins lucrativos OneDollarGlasses, está sendo utilizada para distribuir óculos às famílias carentes do país. O projeto já foi instalado em Ruanda, Burkina Faso e Bolívia.

No Brasil, a organização que gerencia a implementação do OneDollarGlasses é a Renovatio. Os primeiros 46 óculos fabricados pela iniciativa foram distribuídos em maio em comunidades do estado do Pará. No exterior, o material para a fabricação das armações sai a US$ 1, daí o nome do projeto, que em tradução livre significa “Óculos de um Dólar”. Entretanto, as armações brasileiras saem a R$ 25, devido aos valores necessários para a importação da máquina, pagamentos de impostos, salários e dos royalties à associação OneDollarGlasses.

Como funciona o projeto

Aqueles que desejem trabalhar na confecção dos óculos – que podem ser pessoas em situação de rua, ex-presidiários e desempregados – realizam uma entrevista que funciona como um processo seletivo. O salário vai de R$ 800 a R$ 1200. A Renovatio faz o trabalho de captação de oftalmologistas voluntários para realizar as consultas e de identificação das comunidades que necessitam receber os óculos. Depois do diagnóstico, o beneficiado recebe o artefato. O projeto é financiado pelo sistema crowdfundin – arrecadações de múltiplos financiadores, geralmente pessoas físicas com interesse no projeto. “Foi emocionante ouvir uma pessoa com 6 graus de miopia dizer que não precisa mais subir na árvore para ver se a fruta está madura”, contou à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Ralf Toenjes, presidente do Insper Enactus e intermediador da vinda do OneDollarGlasses para o Brasil.

Jet skis sustentáveis

jet4A fabricação de jet skis com material reciclável é a aposta de Bruno Jacob, empreendedor de 26 anos, para fazer o diferencial no mercado. Além do barateamento dos custos de produção, o modo de fabricação protege o meio ambiente. Em entrevista à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Jacob, que desde a adolescência participa de competições com motos aquáticas, afirma que sempre observou que os jet skis utilizados deveriam ser melhorados. “Tinha a sensação de que os modelos existentes poderiam ser aprimorados. As deficiências do casco dificultavam o desempenho”, conta.

Assim, Jacob teve a ideia de utilizar produtos reciclados na fabricação dos modelos, e fez dessa iniciativa o seu trabalho de conclusão de curso de engenharia de produção. Nasceu, então, o protótipo da GiroX, jet ski mais leve e barato do que os vendidos comumente no mercado e cujo modelo já é comercializado pela BJ Industry, que tem sede em Feira de Santana, a 108 km de Salvador.

O diferencial do produto está nos materiais usados no casco. Cerca de até 90% são reutilizados ou reciclados. Resinas feitas de garrafa PET, fibra de vidro oriunda de material reciclado ou reutilizado, o metal de apoio para o motor e a saída de escapamento que vem da sucata são alguns dos produtos utilizados. A BJ teve um investimento inicial de R$ 100 mil e produz apenas os cascos, montando os jet skis com motores importados. “Ganhamos em preço e sustentabilidade”, diz Jacob, que faturou R$ 250 mil nos dez primeiros meses de funcionamento.