Dia Mundial da Alfabetização

Dia Mundial da Alfabetização-Vereador Paulo CâmaraO Dia Mundial da Alfabetização, comemorado no dia 8 de setembro, foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) através da UNESCO, instituição criada para buscar reduzir os números de analfabetismo em todos os países do mundo.

São considerados analfabetos aqueles que não sabem ler ou escrever e também os que somente sabem escrever o nome. Ser alfabetizado, no sentido amplo, é importante para ter acesso a uma rede de conhecimentos e fazer valer o seu direito.

Cidadania
Ser alfabetizado plenamente garante o acesso à cidadania. Ter acesso ao conhecimento permite que as pessoas conheçam quais são os seus direitos e tenham melhores oportunidades de trabalho. Segundo a Unesco, a educação é “o melhor investimento que as nações podem fazer para construir sociedades prósperas, saudáveis e igualitárias”.

Índices
Durante a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad), em 2011, constatou-se que no Brasil a taxa média de analfabetismo é de 8,6%. No Nordeste esse índice quase dobra, subindo para 16,9%. Na Bahia, a situação não é tão diferente: a média é de 14%.

Uma categoria desse grupo que causa grande preocupação são os analfabetos funcionais. Para o IBGE, são aqueles com 20 anos ou mais que passaram até quatro anos na escola. Porém, especialistas na área consideram analfabetos funcionais aqueles que não são capazes de interpretar um texto, que não domina a habilidade da escrita.

Campanhas para a Alfabetização
Uma matéria publicada no site do Terra mostra que o ano de 2012 encerrou a Década das Nações Unidas para a Alfabetização, coordenada pela Unesco, que lançou a campanha “Alfabetização como Liberdade”. Em 2005, o órgão lançou a Iniciativa de Alfabetização para o Empoderamento. O objetivo da Educação para Todos – parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio lançado pela ONU em 2000 -, de aumentar para 50% os níveis de alfabetismo até 2015, é o objetivo geral para Década da Alfabetização.

Com informações do Terra

O Casamento perfeito entre mobilidade e leitura

Mobilidade, cidadania e livros. O que essas três coisas tem em comum?  Tudo! Estão se espalhando pelo país belíssimas iniciativas de cidadãos com a proposta de levar os livros sempre ao acesso de mais e mais pessoas.

Bibliotecas móveis não são nenhuma novidade; projetos com ônibus, micro-ônibus e caminhões-baú acontecem em todo país há anos, possibilitando que crianças e adolescentes utilizem os automóveis como salas de leituras. São inúmeros exemplares e cada um pode escolher o que quer ler.

Mas a proposta das bibliotecas sobre rodas, as biciclotecas ou bibliocicletas, é um pouco diferente. De forma econômica, com possibilidade de chegar aos locais de difícil acesso para carros, e não poluentes, as bibliotecas sobre rodas além de encantar crianças e adultos, convocam a população para algo muito interessante: a colaboração.

Nas bibliotecas sobre rodas, a exemplo de projeto da “Bibicloteca”, idealizada pelo Rafael Bernardes, em São Paulo – SP, (http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/05/biblioteca-sobre-rodas-faz-sucesso-em-sao-paulo.html) ou a “Bibliocicleta”, desenvolvida pelo jovem Augusto Leal, aqui do lado, em Simões Filho – BA, os livros são doados para as pessoas.

Quando uma bicicleta cheia de livros para nas ruas, praças ou esquinas dessas duas cidades, provocam em ambas duas reações: no primeiro momento acontece o encantamento. Os livros são escolhidos, as pessoas leem e podem levar para suas casas. Mas a melhor parte está na segunda reação: as pessoas procuram novamente as bibliotecas sobre rodas, mas dessa vez para fazer suas doações.

Robson Mendonça, “biciclotecário”

A reportagem da Revista Época-São Paulo, conta a história de um exemplo a ser seguido. Robson Mendonça era agropecuarista em Alegrete (RS), quando decidiu, há mais de 10 anos, morar na capital paulista. Assaltado, sem dinheiro, documentos ou familiares na cidade, virou morador de rua. Sua esposa e filhos sofrem um acidente de carro e faleceram.  Como forma de tentar mudar a situação na qual se encontrava, ele e outros organizaram o Movimento Estadual da População em Situação de Rua, que no ano 2011 ajudou a encaminhar 242 pessoas sem-teto a cursos e empregos.

Mas ainda faltava algo: a possibilidade de estudar, ter acesso à informação e conhecimento. Por ser morador de rua, Robson não tinha acesso às bibliotecas. É aí que surge a ideia de uma biblioteca itinerante, que se concretizou após o mesmo conhecer o projeto “Bibicloteca”, de Lincoln Paiva. Robson circula pelas ruas de São Paulo, com cerca de 300 obras, fazendo empréstimo para os mais diversos leitores, principalmente moradores de rua.

(http://epocasaopaulo.globo.com/vida-urbana/biciclotecario-o-homem-que-montou-uma-biblioteca-sobre-rodas/)