“É dever do Governo do Estado se posicionar sobre reajuste dos servidores”, diz Paulo Câmara após coletivo de carreiras entrar com ação no TJ-BA.

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) voltou a cobrar hoje (11) um posicionamento do Governo do Estado da Bahia sobre a reposição inflacionária dos servidores públicos estaduais, que estão sem reajuste salarial desde 2015 e cujas perdas acumuladas desde então chegam a cerca de 44%.

“É dever do Governo do Estado se posicionar sobre o reajuste dos servidores. Uma decisão do ministro Edson Fachin, do STF, a respeito do tema, diz que o não encaminhamento de projeto de lei de revisão anual dos vencimentos dos servidores públicos não gera direito subjetivo a indenização, concluindo que, ao final, deve o Poder Executivo pronunciar-se de forma fundamentada acerca das razões pelas quais não propôs. Aqui na Bahia não se vê nenhuma coisa nem outra, nem a reposição nem a explicação do porquê não a fez, em uma total falta de respeito com as leis e com os servidores”, criticou Câmara.

Ontem (10), um Coletivo de Carreiras de Estado Organizadas (CEO), que inclui entidades que representam procuradores públicos estaduais, gestores governamentais do estado, magistrados e defensores públicos, propuseram ação direta de inconstitucionalidade ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para que o Executivo estadual apresente uma proposta de reposição das perdas acumuladas nos últimos sete anos.

Projeto na Alba
No último dia 7 de outubro, Paulo Câmara apresentou uma Indicação à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), solicitando ao governador Rui Costa (PT) que inclua a previsão da recomposição inflacionária dos servidores na Lei Orçamentária Anual (LOA).

A Indicação veio logo depois de o parlamentar ter realizado audiência pública com o CEO, mesmas entidades que impetraram ação junto ao TJ-BA, como o Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia (IAF Sindical), a Associação dos Gestores Governamentais do Estado da Bahia (AGGEB) e a Associação dos Procuradores do Estado da Bahia (APEB).

Na ocasião, os dados apresentados por Marcos Carneiro, presidente da IAF, mostraram que a Receita Corrente Líquida (RCL) do estado nesse ano alcançou patamares de R$ 43,23 bilhões, um aumento de 9,2% em relação ao primeiro quadrimestre desse ano, o que vai impactar na redução do índice de comprometimento de pessoal de 40,2% para 37%, portanto, o Estado vem conquistando situação econômica financeira superavitária ao longo desses anos.

PSDB: um partido marcado na história da política brasileira

aécio nevesO Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ficará marcado na história do Brasil pela grande contribuição que deu ao País no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, eleito pelo partido. Foi no mandato do sociólogo que, depois de vários planos que não obtiveram êxito, um governante conseguiu estabilizar a economia e reduzir uma superinflação – que chegou a bater 900% – a uma taxa de um dígito. Foi a implantação do Plano Real, iniciada quando FHC ainda era ministro da fazenda em 1994, e que teve a continuação durante a sua gestão, que deu aos brasileiros uma moeda estável com um real poder de compra, após 30 anos de alta inflacionária.

Implantado efetivamente em 1994, o Plano Real foi dividido em três fases: o Programa de Ação Imediata (PAI), iniciado em 1993; a criação da URV, já em 1994, e a troca da moeda de Cruzeiro para o Real. O PAI previa corte de gastos públicos, recuperação da receita, austeridade nas contas, privatizações, ajustes nos bancos estaduais e redefinição das funções dos bancos federais. A segunda fase foi a implantação da Unidade Real de Valor (URV), convertendo os salários, e implementada em maio. Por fim, em 1º de julho do mesmo ano, o Real passou a ser a moeda oficial do Brasil, tendo sua estabilidade garantida através do pareamento com o dólar.

Aécio Neves presidente
No entanto, apesar de o governo de Fernando Henrique Cardoso ter deixado uma economia estabilizada e uma moeda forte, ou seja, todo o terreno preparado para que o governo Lula fortalecesse ainda mais o setor, o governo Dilma Rousseff deixou a inflação e a recessão voltarem ao país. É esse cenário que o candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, quer mudar. Para isso, o mineiro tem várias propostas que visam reestruturar a economia e restaurar a confiança do povo na classe política.

Aécio quer ainda implementar uma área de livre comércio regional, incluindo o México e América Latina; cumprir a meta da inflação de 4,5% e diminuir o teto para 3%, e também implementar metas fiscais. O candidato quer ampliar o diálogo com a população, os programas sociais, como o Bolsa Família, e é a favor de pontos da reforma política, a exemplo do voto distrital misto. As propostas de Aécio têm como objetivo dar um Brasil melhor para os brasileiros.