Foto: Reprodução Site Conselho Regional de Farmácia do RS
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei 12.305) determina que produtos potencialmente danosos ao meio ambiente, como medicamentos, devem ser descartados de maneira adequada. Para este tipo de produto vale a norma da Logística Reversa: o resíduo deve ser devolvido ao seu fabricante para que ele dê o destino final à sua mercadoria.
O lixo doméstico não é o destino de medicamentos vencidos ou que já deixaram de ser usados. Tampouco o é o descarte em água corrente, como em sanitários e ralos de pia. Se descartados desta forma, contaminam o solo, a água e até mesmo os animais.
Em Salvador e Região Metropolitana há mais de 30 estações coletoras de medicamentos, localizadas em diversas redes de farmácia (veja abaixo). Você deve conservar o remédio dentro da sua respectiva caixa. Na estação coletora terão as instruções para a devida separação e inutilização das embalagens.
Mais informações aqui (www.descarteconsciente.com.br)
Uma ideia futurista pode ser uma boa solução para acelerar o transporte público e desestimular o uso do carro. Os chineses apresentaram em 2010 um projeto de um ônibus que passa por cima dos carros. Chamado de “Land Air Bus”, o modal é uma esperança de reduzir o trânsito chinês em até 30%.
Este ônibus futurista funciona da seguinte forma: sua parte inferior é vazada em forma de túneis, ocupa o espaço de duas pistas e permite que veículos com até 2m de altura passem por baixo dele com segurança.
O veículo é composto por quatro vagões, cada um com capacidade para abrigar até 300 pessoas. A velocidade máxima alcançada é de 60 km/h. O “Land Air Bus” é vantajoso economicamente, custa 10% menos para ser construído do que uma linha de metrô, além de ficar pronto em um terço do tempo.
Sustentabilidade
A tecnologia funciona a partir de energia sustentável. O ônibus se locomove usando painéis de energia solar e elétrica. Estima-se que o modal proporcionará uma economia de 860 toneladas de combustível ao ano e resulta em uma redução de 2640 toneladas de emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
A expectativa da expectativa de vida no Brasil só tende a aumentar. Segundo previsões do IBGE, em 2060 os brasileiros devem viver em média 81 anos e devem compor mais de 25% da população.
A preocupação de países com políticas públicas para essa parte da população é uma realidade global. Em 2002, os Estados que são membros da Organização das Nações Unidas elaboraram o Plano de Madri durante a II Assembleia sobre Envelhecimento.
Diretrizes
O Plano de Madri é composto por diretrizes globais de ação visando assegurar aos idosos os direitos humanos e liberdades fundamentais. Ele serve de orientação à adoção de normativas e políticas sobre o envelhecimento no início do século XXI.
O Plano é um documento com 35 objetivos e 239 recomendações para a adoção de medidas dirigidas aos governos nacionais, mas salientando também a importância da contribuição da sociedade e da iniciativa privada.
Os três princípios do plano são:
a) participação ativa dos idosos na sociedade, no desenvolvimento e na luta contra a pobreza;
b) fomento da saúde e bem-estar na velhice: promoção do envelhecimento saudável; e
c) criação de um entorno propício e favorável ao envelhecimento.
Colocar o plano em prática significa investir em acesso universal à saúde; capacitar profissionais do setor para trabalharem com a terceira idade; estimular os idosos a manter um protagonismo social e permanecer no mercado de trabalho; promover políticas que visem estimular a solidariedade intergeracional, tendo, principalmente, a família como público-alvo.
O artigo 6º do documento é um bom exemplo da visão que o plano procura disseminar:
“Quando o envelhecimento é aceito como um êxito, o aproveitamento da competência, da experiência e dos recursos humanos dos grupos mais velhos é assumido com naturalidade, como uma vantagem para o crescimento de sociedades humanas maduras e plenamente integradas.”
Nesta terça-feira (1), é comemorado o Dia Internacional do Idoso. Primeiro de outubro também foi uma data importante para esta parcela da população: há dez anos era criado o Estatuto do Idoso. A normativa visa promover a “proteção integral” desta parte da população.
A Lei 10.471 foi sancionada em 1º de outubro de 2003 e deu origem ao Estatuto do Idoso. Foi a partir dele que ficaram garantidos alguns direitos importantes da terceira idade, como o direito a receber medicamentos de uso contínuo gratuitamente, o direito à meia entrada, a ter fila preferencial e lugar reservado em estacionamentos. São, no total, 118 artigos, visando assegurar direitos aos maiores de 60 anos.
Desafios
Apesar de todas estas garantias legais terem sido conquistadas, ainda há muitos desafios a cumprir. Representantes dos direitos dos idosos se queixam da falta de políticas públicas e a indicação de recursos financeiros que permitam o efetivo cumprimento do estatuto. O documento ganha cada vez mais importância na medida em que cresce cada vez mais o número de idosos no Brasil. Segundo o IBGE, em 2060 eles comporão mais de um quarto da população.
Contradições
A pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Ana Amélia Camarano, aponta no artigo “Estatuto do Idoso: Avanços com contradições” o não cumprimento de algumas das regras. Um exemplo é aquela que determina que planos de saúde cobrem valores diferenciados para maiores de 60 anos. Numa pesquisa com quatro grandes seguradoras de saúde constatou-se que o aumento médio da mensalidade para aqueles que tem 59 anos é de 70%.
Outras cobranças são a estipulação de ajuda para que famílias e a sociedade possam cuidar do idoso e medidas que possam proporcionar uma morte em condições dignas. “As políticas para a população idosa devem promover a solidariedade entre gerações. Isto significa equilibrar as prioridades das ações para os idosos com a de outros grupos populacionais”, conclui.
Desde o final do ano passado, moradores carentes do centro de São Paulo ganharam uma ajuda extra para trabalhar. O Instituto Mobilidade Verde lançou o projeto “Pedal Social”, que empresta bicicletas para pessoas em situação de rua chegarem ao trabalho. A bicicleta, além de ser um veículo sustentável, ocupa pouco espaço nas ruas e tem baixo custo de manutenção.
Tudo começou em 2010, quando o instituto fez uma pesquisa informal e descobriu que uma das maiores dificuldades das pessoas em situação de rua era chegar ao trabalho. Muitos deles conseguiam um emprego, mas não tinham como bancar o transporte no primeiro mês, até que recebessem o salário.
Como funciona
O projeto funciona da seguinte forma: pessoas previamente cadastradas pegam a bicicleta emprestada por um mês, até que tenham condições de arcar com o próprio transporte. O sucesso da iniciativa foi grande. As bikes são devolvidas em bom estado e a fila de moradores esperando para participar do projeto chega a quase 100 pessoas.
Há um consenso entre ambientalistas que a redução do consumo no mundo é fundamental para a preservação do planeta. Consumindo menos, extraímos menos recursos naturais e produzimos menos lixo. Uma tendência que começa a ganhar adeptos é a do consumo colaborativo.
O consumo colaborativo se fundamenta na troca de produtos ou na compra e uso compartilhado. Ao invés de comprar um livro novo, por exemplo, a pessoa troca um livro que ela já leu por outro que ela não leu com outra pessoa. Há amigos que compram juntos uma casa de praia, por exemplo, porque dividem os custos de manutenção e o imóvel é melhor aproveitado.
Compartilhando
O sistema de compartilhamentos pode ser formal ou não. Você pode adotar a prática entre amigos, familiares e colegas de trabalho ou então participar de uma comunidade mais formal, voltada para o compartilhamento de bens.
Na rede social Skoob, os usuários registrados podem trocar livros entre si. No site Enjoei funciona um bazar virtual, onde a pessoa pode colocar suas coisas para vender e comprar outras em bom estado. O site comercializa desde eletrodomésticos e objetos de decoração a roupas e calçados.
Carro compartilhado
Aos poucos, começa a se fortalecer a tendência do compartilhamento de carros. No Brasil, existe empresa Zazcar, em São Paulo, disponibiliza o serviço. Ao invés de comprar um carro, a pessoa aluga um automóvel e devolve em um dos estacionamentos conveniados. Assim, evita-se gastos de manutenção do carro, com estacionamento, além de diminuir a poluição e facilitar a mobilidade urbana.
Como formar uma geração que se preocupa com a preservação do planeta? Muito simples. Uma das soluções está na educação. Se desde cedo as crianças conhecerem práticas ligadas à sustentabilidade vão crescer praticando e espalhando esse tipo de atitude.
O Instituto Akatu, que trabalha em prol da disseminação da cultura do consumo consciente, inovou nesse quesito. A redução do consumo e a escolha de produtos que agridem menos o meio ambiente são fundamentais para a diminuição da quantidade do lixo gerado e a conservação dos recursos naturais. A instituição criou uma plataforma online de ensino voltada para o tema, chamada de Edukatu.
Edukatu
O Edukatu foi lançado recentemente e é descrito como rede de aprendizagem para o consumo consciente e a sustentabilidade. Ao acessar e se cadastrar na plataforma, professores e alunos têm acesso a conteúdo de referência a respeito do consumo consciente, jogos e outras atividades lúdicas. O que chama a atenção no Edukatu é uma plataforma para que professores e alunos de todo o país compartilhem experiências vividas em sala de aula.
A Semana Nacional do Trânsito na Bahia começa nesta terça-feira (17) e abordará o tema “Álcool, outras drogas e a segurança no trânsito: efeitos, responsabilidades e escolhas”. O objetivo é incentivar os cuidados na direção visando diminuir o número de acidentes. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), 30% dos acidentes são causados devido ao consumo de álcool antes de dirigir.
No Brasil, é proibido dirigir sob o efeito de álcool ou drogas ilícitas. A “Lei Seca” (Lei 11.705) considera que dirigir com qualquer quantidade de álcool no sangue ou sob efeito de entorpecentes é infração gravíssima e o condutor está sujeito a ter o veículo e a carteira retidos, ser multado em R$ 957, 70 e perder o direito de dirigir por até doze meses. Se a quantidade de álcool for superior a 0,6 dg o motorista é enquadrado em um crime de trânsito.
Veja alguns motivos para evitar esse tipo de conduta:
ÁLCOOL
Segundo dados da Abramet, não existe uma quantidade segura de álcool para quem dirige. Qualquer quantia de álcool no sangue já é capaz de alterar o comportamento do motorista. Um simulador de direção veicular está instalado no Salvador Shopping durante esta semana. O objeto imita a sensação de dirigir sob efeito do álcool, conscientizando assim os motoristas sobre os perigos no trânsito.
Reflexos – O álcool diminui o tempo de resposta do condutor. Segundo o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, estatísticas norte-americanas mostram que a simples ingestão de dois copos de cerveja pode aumentar o tempo de reação de 0,75 para quase 2 segundos.
Percepção – A ingestão de álcool diminui a percepção da velocidade e dos obstáculos que estão à frente.
Visão – A visão periférica do motorista fica prejudicada.
Sono – Álcool causa sono e fadiga, o que afeta o desempenho do motorista.
Risco – Motoristas embriagados tendem a adotar comportamentos de risco como exagerar na velocidade e não usar cinto de segurança.
MACONHA
Altera as noções de tempo e espaço, o que pode levar o condutor a perder a noção da velocidade, por exemplo. Estudos mostram que mesmo uma baixa concentração de maconha ao ser misturada com álcool causa maior risco de acidente do que o consumo das duas substâncias em separado.
COCAÍNA E ANFETAMINAS
O indivíduo tende a assumir comportamentos de risco, tem a concentração e atenção diminuídas e maior sensibilidade à luz por causa das pupilas dilatadas. Quem consome cocaína também está sujeito a paranoias e alucinações.
OPIÁCEOS
Substâncias opiáceas como a heroína, por exemplo, provocam sedação, indiferença a estímulos externos, aumento do tempo de reação e constrição das pupilas, alterando a sensibilidade à luz.
ALUCINÓGENOS
Produzem alucinações, sonolência e reações psicóticas.
Fontes: Associação Brasileira de Medicina de Trânsito e “Drogas ilícitas e trânsito: problema pouco discutido no Brasil”, Julio de Carvalho Ponce e Vilma Leyton.
Muitas pessoas reconhecem a importância das associações de moradores para a resolução dos problemas das comunidades. Só que as novas gerações resolveram inovar e criar outras formas de mobilização comunitária e, com isso, pressionar o poder público. Agora a internet é uma importante aliada neste processo.
Reclame Aqui Cidade
O site Reclame Aqui, tradicional canal de reclamação dos consumidores, agora tem uma aba chamada “Reclame Aqui Cidades”. Através dela, o morador pode fazer reclamação sobre problemas do lugar onde vive. A equipe do site envia um email à parte reclamada, comunicando a existência da queixa.
Colab
Outra iniciativa de alcance nacional foi a criação da rede social Colab. A mídia funciona como um canal de reclamações, onde o cidadão posta problemas, propõe soluções e avalia o funcionamento de certos locais, como limpeza, qualidade do serviço, etc. Os desenvolvedores do projeto enviam algumas denúncias aos órgãos competentes e disponibilizam para as prefeituras um sistema que permite que elas recebam as denúncias diretamente.
Salvador – Na capital baiana predominam iniciativas ligadas ao jornalismo local. Moradores constroem blogs ou sites para postar as notícias do bairro e também publicar denúncias. Elas são enviadas a um conselho ou associação de moradores, que recorrem ao poder público para que as demandas sejam solucionadas.
No Bairro da Paz, por exemplo, o canal é o blog do Fórum de Entidades do Bairro da Paz. Lá, além de postarem ações sociais promovidas no bairro, também é um canal de denúncias e de avaliação. “Nós levamos a demanda ao Conselho de Moradores e lá nas reuniões os problemas são pautados e levados diretamente aos órgãos responsáveis. Precisando de uma quadra esportiva, por exemplo, vai até a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB)”, conta a estudante Lindaiara Conceição, moradora do bairro.
Outro papel do blog, segundo a jovem, é a divulgação das solicitações e o que foi feito para resolvê-las por todos os moradores do bairro. Ainda há uma seção para enquetes, através da qual moradores avaliam serviços, soluções e a atuação do próprio conselho de moradores.