Aposentados em alta no mercado de trabalho

Foto: Patrícia Duncan
Foto: Patrícia Duncan

Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro e melhorias nas condições de saúde da terceira idade, muitos aposentados estão voltando ao mercado de trabalho.

Segundo dados do IBGE, a expectativa de vida média do brasileiro é de 74,8 anos.  Somando esse fator com a previsão de diminuição da taxa de natalidade entre as brasileiras, a tendência é que essa realidade se acentue.

Na Bahia, os idosos compõe 10,3% da população. A estimativa da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) esse número deve subir para 16,7% em 2030.

Seja por necessidade de complementar a renda ou simplesmente para ocupar o tempo, os idosos brasileiros estão retornando ao mercado de trabalho. Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2011, realizada pelo IBGE, mostram que um em cada quatro brasileiros aposentados estava trabalhando naquele ano.

Conhecimento e experiência

Profissionais que já haviam se afastado do mercado de trabalho são convocados a retornar devido à alta demanda por profissionais especializados. A terceira idade também é valorizada por dispor de larga experiência. As empresas dão prioridade àqueles que continuam atualizados, que tenham feito cursos de aperfeiçoamento ou pós-graduação recentemente.

Uma reportagem da revista Exame revelou que de acordo com levantamento da Hays Consulting Group, em 2011, 20% das companhias atendidas pela consultoria contrataram aposentados. A mesma publicação mostra que 72% das empresas fizeram contratos para cargos técnicos, 33% para cargos de diretoria e 28% para cargo de gerência. As campeãs dessa tendência são as empresas de serviços – 25% delas convocaram profissionais que já estavam aposentados.

Criatividade é aliada da sustentabilidade

Reciclagem-Paulo Câmara
Foto: Umbrella Skirt-CeciliaFelli: Site Young Designer

A criatividade é uma grande aliada da sustentabilidade. A todo momento pessoas estão transformando objetos que já não tem utilidade em outros produtos. Alguns dos pilares para uma atitude mais sustentável são consumir menos, produzir menos lixo e promover a reciclagem.

O site Ciclo Vivo tem uma seção dedicada somente à reciclagem. Produtos como guarda-chuvas, frigideiras e até mesmo lâmpadas queimadas ganham nova utilidade. Separamos aqui algumas boas ideias.

Guarda-chuva que vira saia
A designer italiana Cecilia Felli, uma apaixonada por reciclagem, criou a “Umbrella skirt” (ou saia de guarda-chuva). Ela percebeu que por serem objetos frágeis rapidamente iam para o lixo. Criativa, ela teve ideia de transformar seus restos em uma peça de roupa.

Os produtos estão à venda no site Supermarket, mas é fácil fazer a peça em casa. A saia pode ser costurada à mão mesmo e você só precisa de material de costura, elástico e um retalho na forma de tira.

É só retirar a armação do guarda-chuva e o cabo. Depois, corte a parte central e abra a peça com cuidado. Meça na cintura da pessoa que vai usar a saia e costure a lateral. Costure também um elástico na cintura e cubra o elástico com o retalho.

Sacolas plásticas que se transformam em jogo americano
Um resíduo frequente nas nossas casas são as sacolinhas plásticas. Elas se acumulam nas nossas despensas e muitas vezes não sabemos o que fazer com elas. A designer Tiffany Threadgould conseguiu aproveitar o material para confeccionar jogos americanos.

O primeiro passo é separar três sacolas, cortar o fundo e virá-las do avesso. Coloque as sacolas entre duas cartolinas e passe ferro à temperatura média. Tem que fazer com muito cuidado para não queimar o papel. Pegue uma régua e corte os descansos no formato desejado. Arredonde as pontas com a tesoura e depois é só decorar a gosto.

Guia prevê espaços acessíveis a idosos

Foto: Agência Brasil/ Marcello Casal Jr.
Foto: Agência Brasil/ Marcello Casal Jr.

O número de idosos no Brasil deve quadriplicar até 2060, segundo a última projeção populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estima-se que os maiores de 65 anos serão quase 27% da população. Será que nossas cidades estão prontas para receber esse incremento na população de terceira idade?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) dispõe de um manual para que as cidades se preparem para essa nova realidade. O “Guia Global das Cidades Amigas do Idoso” foi publicado em 2008 e trata sobre temas como acessibilidade e inclusão. Segundo a OMS, “uma cidade amiga do idoso estimula o envelhecimento ativo ao otimizar oportunidades para saúde, participação e segurança, para aumentar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem”.

Check-list

O Guia é composto por um check-list de oito itens que devem ser observados por gestores de cidades. Ele foi composto a partir da contribuição de idosos e seus cuidadores de 33 cidades ao redor do mundo. Vamos abordar aqui as normas para espaços públicos. Confira:

Prédios públicos e Espaços abertos

· Cidade limpa com uma legislação, devidamente cumprida, que limita o nível de ruído e odores desagradáveis ou nocivos em locais públicos;

· Espaços verdes bem conservados e seguros, com abrigos adequados, banheiros e bancos de fácil acesso;

· Calçadas amigáveis aos pedestres, livres de obstáculos, com superfície nivelada, com banheiros públicos e de fácil acesso;

· Bancos públicos, especialmente em parques, nas paradas de ônibus e em espaços públicos, colocados a intervalos regulares; bancos  bem conservados e fiscalizados para que todos tenham acesso seguro a eles;

· Calçamento bem conservado, nivelado, anti-derrapante e amplo o suficiente para acomodar cadeiras de rodas, com um meio-fio baixo para facilitar a transição para a rua;

· Calçamento livre de quaisquer obstáculos (por exemplo, camelôs, carros estacionados, árvores) e os pedestres têm prioridade;

· Ruas com cruzamentos em intervalos regulares, faixas anti-derrapantes, fazendo com que seja seguro aos pedestres atravessá-las;

· Ruas com estruturas físicas bem desenhadas e apropriadamente colocadas, como ilhas de tráfego, passagens ou túneis que ajudem os pedestres a atravessá-las, especialmente nas de muito movimento;

· Serviços agrupados e localizados próximo de onde os idosos moram e com fácil acesso (por exemplo, localizado no andar térreo dos prédios);

· Atendimento especial para os idosos, como filas separadas ou guichês específicos;

· Prédios acessíveis e com elevadores, rampas, sinalização adequada, corrimãos em escadas, degraus não muito altos ou inclinados, piso anti-derrapante, áreas de repouso com cadeiras confortáveis e número suficiente de banheiros públicos.

Energia solar recarrega celulares e tablets

Recarga energia solar-Vereador Paulo Câmara
Foto: Reprodução: Estadão/Agência Reuters

Na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, é possível recarregar a bateria do seu celular ou tablet utilizando energia solar. Pode até parecer cena de filme, mas desde junho deste ano a cidade passou a contar com estações de recarga a base da luz do sol em lugares públicos.

A ideia surgiu após a passagem do furacão Sandy, em 2012, quando milhares de pessoas ficaram sem energia elétrica. Aí surgiu o projeto “Street Charge” ou Recarga de Rua, em português. São 25 pontos espalhados pela cidade, em locais como praças e até mesmo na praia. E o melhor, é tudo de graça.

As estações acumulam energia solar e por isso é possível fazer uma recarga durante a noite ou em dias nublados. Uma estação é capaz de carregar uma bateria por completo em 2h, mas em meia hora já é possível ter 30% da carga e não ficar desconectado.

Vegetação pode ser plantada em ônibus

Site Eco Desenvolvimento/ Divulgação
Foto: Site Eco Desenvolvimento

Alguns visionários inventaram uma solução interessante para a falta de espaços verdes nas grandes cidades. Criaram telhados verdes para ônibus, ou seja, um jardim em cima dos coletivos. A iniciativa já foi testada na Espanha e nos Estados Unidos.

Na Espanha, o paisagista Marc Grañen criou o PhytoKinetic, um grande jardim móvel para ser instalado nas frotas de ônibus. O objetivo, segundo o paisagista, é criar bolsões de vegetação nas cidades, melhorando assim a paisagem urbana e aumentando a fotossíntese, o que ajuda a limpar o ar. Atualmente, ele negocia instalar o projeto em Barcelona e na França.

Aumento da área verde

Nos Estados Unidos, uma iniciativa semelhante já havia sido implantada pelo designer Marco Antonio Castro. O Bus Roots, testado em Nova York, foi resultado do projeto de graduação do designer.  Ele aponta que os telhados verdes ajudam a melhorar a sensação térmica e captar a água das chuvas.

Se o projeto fosse implantado em Nova York, Castro estima que haveria mais 35 hectares (ha) de áreas verdes na cidade, que conta com 4.500 ônibus. A frota de Salvador é de 2.500 ônibus, o que equivaleria a um aumento de quase 20 ha na cidade. Para se ter uma ideia, a área verde do Parque da Cidade, no Itaigara, é de 72 ha.

Plano plurianual: mas o que é isso?

Infográfico Plano PlurianualO Plano Plurianual (PPA) é o planejamento que todo gestor do Executivo municipal, estadual e federal deve fazer para um período de quatro anos. Ele está previsto e regulamentado pelo artigo 165 da Constituição Federal. O PPA deve estabelecer diretrizes, objetivos, ações e metas a serem seguidos pelo prefeito, governador e presidente.

O Plano Plurianual é a base para o orçamento e investimentos do governo durante os três anos finais de um mandato e o primeiro ano da gestão seguinte. A partir das informações contidas no PPA é que são elaboradas anualmente a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). O governo não pode realizar gastos que não estejam previstos no Plano. Dentro dele devem estar contidas as despesas correntes e as de programas de duração continuada.

Após elaborado, o Plano é discutido pela sociedade civil, por meio de audiências públicas, depois é enviado para o poder Legislativo, para ser debatido e ser aprovado pelos vereadores.

O Plano Plurianual de Salvador, por exemplo, está em fase de realização das audiências públicas e deve ser enviado para a Câmara de Vereadores no dia 31 de agosto.

Bicicletas são meio de transporte público em Barcelona

Vereador Paulo câmara-Bicicletas como transporte público
Foto: Site Brasília em destaque

Você sabia que a bicicleta pode ser meio de transporte público? Na cidade de Barcelona, na Espanha, as “magrelas” formam um sistema complementar aos tradicionais ônibus e metrô e contam com faixas exclusivas. Além de estimular o uso desse modal como transporte público em trechos curtos, elas diminuem a poluição na cidade e incentivam a atividade física.

O nome do sistema é Bicing e foi criado em 2007. Funciona assim: o cidadão se registra no sistema, adquire um cartão e paga uma anuidade por ele. Depois, é só passar o cartão em uma estação, retirar a bicicleta e devolvê-la em qualquer outra estação.

A cada 300 ou 400 metros é possível encontrar um lugar para pegar e devolver as magrelas. Para facilitar a vida dos moradores, as estações ficam sempre próximas às saídas dos metrôs e a pontos de ônibus. O sistema foi pensado para trajetos curtos, evitando o uso de outro meio.

Os moradores de Barcelona pagam 30 euros ao ano e podem usar as bicicletas quantas vezes quiserem. Porém, não deve ultrapassar 30 minutos por viagem. Se descumprirem a norma ou danificarem aparelhos são multados e estão sujeitos a perder o cartão.

Realidade de Salvador

Ciclovias Salvador-Paulo Câmara
Mapa do sistema cicloviário de Salvador existente e em projeto, rede do metrô e férrea

Atualmente, Salvador conta com um trecho de 17 km de ciclovias. Elas ficam na orla, entre os bairros de Amaralina e Itapuã. Quem abre mão do carro ou do ônibus para se locomover pela cidade tem que se arriscar no meio da pista.

Projeto Cidade Bicicleta

O projeto “Cidade Bicicleta”, idealizado e executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia (Conder), previa a implantação de 217 km de ciclofaixas e ciclovias em Salvador. Depois o número foi reduzido para 82 km. A promessa é entregar o projeto até a Copa do Mundo de 2014, mas até o momento ele não foi executado.

Sistema de ciclofaixas da Prefeitura

A Prefeitura anunciou este ano que quer implantar um sistema semelhante ao espanhol, porém, sem as faixas exclusivas. Um sistema de ciclofaixas funcionaria, ao menos inicialmente, aos domingos e feriados e está previsto para ser implantado até o fim do ano. O vereador Paulo Câmara já havia protocolado um projeto de indicação solicitando que a prefeitura implementasse infraestrutura em Salvador para o trânsito de bicicletas.

Mapa extraído do site Mobilize – Mobilidade Urbana Sustentável

Reabilitação Urbana: reintegrando áreas degradadas

Vereador Paulo Câmara-Reabilitação Urbana
Ilustração: Requalificação Baixa dos Sapateiros

O processo de recuperação de áreas tradicionais de uma cidade que estejam em degradação chama-se Reabilitação Urbana, conceito usado por diversos autores da Arquitetura pós-moderna. Como degradadas, nesse caso, entende-se que essas áreas não são mais tão atrativas à ocupação urbana, que as pessoas deixam de circular por ela, não oferecem o devido conforto aos seus moradores e, às vezes, se tornam espaços dominados pela marginalidade.

A degradação acontece, normalmente, em áreas históricas de grandes cidades A. população aumenta, a cidade se desenvolve, o comércio prospera e o centro migra para outro lugar. No caso de Salvador, há algumas décadas o coração econômico era a região do Centro Histórico, da Avenida Sete e do Comércio. Hoje, quem ocupa esse lugar é o eixo Iguatemi –Tancredo Neves –Avenida Paralela.

Planejamento urbano
Em palestra ministrada na Câmara Municipal de Salvador, no dia 14 de agosto, o arquiteto urbanista, doutor pela USP, Márcio Novaes Coelho Júnior, disse que o objetivo da reabilitação urbana é reintegrar áreas degradadas à dinâmica urbana, aproveitando as estruturas existentes.

Segundo o especialista, o processo consiste em desenvolver uma política urbana voltada à recuperação do patrimônio cultural e proporcionar um crescimento sustentável das áreas afetadas, prevendo principalmente programas voltados ao desenvolvimento social.

Para promover a reabilitação é preciso realizar o planejamento urbano enxergando a cidade em seus vários aspectos: econômico, humano, cultural, ambiental, etc. O processo envolve o diálogo entre várias instâncias: especialistas, poder público e a população local.

Benefícios
Além da preservação do patrimônio histórico, esse tipo de prática estimula a sustentabilidade, já que não são usados mais recursos naturais na construção de novos espaços. Os moradores também ganham, já que são beneficiados com a melhoria da qualidade de vida.

 

Para que serve o IPTU?

IPTU-Vereador Paulo CâmaraTodo dono de imóvel, residencial ou comercial, sabe que tem que pagar o IPTU da casa todo ano. Mas você sabe como é utilizado o dinheiro do IPTU?

O Imposto Predial e Territorial Urbano é uma taxa que é paga sobre um imóvel ou terreno. A cobrança do imposto é determinada pelo Artigo 156 da Constituição Federal. Todo o dinheiro que é arrecadado com a cobrança vai para os cofres da Prefeitura, que o usa para custear despesas municipais.

É a Prefeitura que decide para onde vão os recursos do imposto. O valor arrecadado compõe uma boa parte da renda dos municípios e geralmente é destinado para obras de infraestrutura, como asfaltamento, saneamento, educação, saúde, segurança e outros investimentos.

Quanto vou pagar?
O valor que cada proprietário vai pagar de IPTU é definido pela Legislação Municipal. O cálculo do valor do imposto em Salvador é definido por fatores como valor de venda do imóvel, área do terreno, área construída, localização, característica (comercial ou residencial) etc. A Prefeitura também pode conceder isenção do imposto, segundo critérios previstos na lei.

Qualquer alteração no modo de calcular o imposto ou nos critérios de isenção só pode ser feita através de mudança na Legislação Municipal. O prefeito envia para a Câmara de Vereadores um projeto de lei com as alterações propostas e depois os vereadores analisam, debatem, até chegar a uma decisão de como serão as mudanças. Eles podem acatar alguns pontos da proposta do Executivo, rejeitar outros e ainda fazer alterações.