Benefícios da atividade física na 3ª idade

ABR 2 - Marcelo Camargo
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Os benefícios das atividades físicas já são cientificamente comprovados. Se elas são boas em qualquer fase da vida, para os idosos são fundamentais para a manutenção da saúde e da qualidade de vida.

A prática de exercícios nesta faixa etária proporciona aumento da disposição física, da independência e da força muscular. Além disso, nota-se melhora na coordenação motora, no equilíbrio e na flexibilidade. Outro benefício associado é o convívio social e a diminuição do risco de desenvolver tristeza e depressão.

Com o envelhecimento, o corpo vai perdendo massa muscular e massa óssea, por isso deve-se ter cuidado na hora de escolher o tipo de atividade ideal. A melhor coisa antes de escolher uma atividade física é procurar um médico para fazer uma avaliação.

Como os cuidados com o corpo variam durante a vida de cada pessoa, as opções de exercício podem ser maiores ou menores. Há idosos que têm mais disposição física do que jovens e que praticam atividades físicas intensas sem problemas, como corrida ou futebol. As recomendações abaixo são consideradas pelos especialistas como as mais seguras, que oferecem baixo impacto para as articulações.

Caminhada – Caminhar de 30 a 40 minutos de três a cinco vezes por semana ajuda a melhorar a circulação, o humor e a reduzir a perda de massa óssea. Além disso, é um exercício barato e fácil de se executar.

Yoga – A prática ajuda a melhorar o equilíbrio e a flexibilidade, diminui a ansiedade e traz uma sensação de bem-estar. Recomenda-se praticar esta atividade de três até seis vezes por semana.

Pilates – O diferencial do pilates é que a prescrição das atividades é individual, possibilitando que pessoas com diferentes graus de flexibilidade façam a atividade dentro do seu limite. Além de aumentar a elasticidade, ele auxilia no alívio da dor, no equilíbrio, no fortalecimento muscular, no alívio do estresse e na diminuição da incontinência urinária.

Hidroginástica – O exercício realizado embaixo d’água ajuda a diminuir o risco de lesões. Como toda atividade aeróbica, a hidroginástica melhora o desempenho do sistema cardiovascular, aumenta a massa muscular e a flexibilidade, promove um maior gasto calórico, reduz o risco de depressão e melhora o equilíbrio corporal e a cognição.

Musculação – Muito recomendada por educadores físicos, a musculação aumenta a força muscular, diminui o risco de quedas, previne a osteoporose e melhora a mobilidade e flexibilidade, além da redução de dores.

Dança – Por ser uma atividade divertida, a dança tem maior chance de adesão e permanência por parte do idoso. Ela melhora o sistema cardiovascular, promove a socialização e trabalha diversos grupos musculares ao mesmo tempo. Dançar também ajuda a melhorar a memória e o aprendizado.

Use os recursos naturais de forma racional

Consumo consciente-Paulo Câmara
Foto: Reprodução

Promover a sustentabilidade é fácil, é possível fazer isso com pequenas ações no dia a dia. Ter atitudes mais sustentáveis não é uma tarefa somente do governo ou de grandes empresas, mas também de cada indivíduo.

Uma das formas de preservar o meio ambiente é economizando os recursos naturais. Ou seja, combater o desperdício de água, energia, reciclar materiais e evitar o consumo desnecessário. O conceito de sustentabilidade trata justamente deste tópico, de como podemos satisfazer as nossas necessidades sem comprometer as gerações futuras. Selecionamos aqui algumas atitudes simples a serem tomadas no nosso dia a dia.

Economizando água
• Feche a torneira ao escovar os dentes e ao ensaboar as mãos. Faça o mesmo quando estiver lavando roupas ou louça.
• Não demore no banho.
• Escolha bacias sanitárias com caixa acoplada e que permitam reduzir a vazão conforme a necessidade. Elas podem reduzir o consumo de água durante descargas em até 50%.
• Verifique sempre a ocorrência de vazamentos.
• Reaproveite água usando o que sobrou da máquina de lavar para lavar o chão.
• Evite ao máximo o uso de mangueiras.
• Preencha a máquina de lavar até a capacidade total.

Economizando energia
• Apague a luz sempre que for se ausentar do ambiente por mais de 15 minutos.
• Evite demorar nos banhos quentes e dê preferência sempre aos banhos frios ou mornos.
• Não abra sua geladeira sem necessidade, verifique se as borrachas de vedação estão em bom estado e não use a parte de trás do eletrodoméstico para secar roupas.
• Acumule roupas antes de passá-las.
• Dê preferência a abrir as janelas ou ligar o ventilador a usar o ar-condicionado.

Reduza e reutilize
• No trabalho, leve a sua própria caneca, ao invés de recorrer a copos plásticos.
• Prefira usar sacolas de tecido (que são reaproveitáveis) a sacolas de plástico.
• Recuse folhetos de propaganda quando não tiver interesse.
• Use o verso de folhas já usadas como rascunho.
• Quando possível doe embalagens para a reciclagem.

E você, tem alguma dica para complementar a nossa lista? Comente.

Como fazer um telhado verde

 

Foto: Divulgação - Ecotelhado
Foto: Divulgação – Ecotelhado

Boa parte das pessoas já deve ter visto nos terraços e lajes de prédios ou em telhados de casas cobertos por vegetação. Esta espécie de “jardim” não é um mero elemento decorativo, mas sim um telhado verde.

Esta cobertura vegetal dos imóveis contribui para a sustentabilidade. Os telhados verdes ajudam a fazer isolamento térmico e acústico dos ambientes internos, a reduzir a temperatura e a poluição dos ambientes externos, a drenar a água da chuva, a promover o equilíbrio ambiental das cidades, entre outros benefícios.

O telhado verde é um dos critérios válidos para ser incluído no IPTU Verde. O desconto no IPTU começará a valer a partir de 2014, para imóveis que adotarem medidas sustentáveis. O benefício foi adotado pela Prefeitura de Salvador a partir de um projeto de indicação do vereador Paulo Câmara e se transformou na Lei nº 8.474/2013.

Colocando a mão na massa
Para fazer o seu próprio telhado, o primeiro passo é chamar um especialista. Pode ser um arquiteto ou paisagista, para decidir qual o melhor material e variedade vegetal para cada tipo de estrutura. Há empresas especializadas neste tipo de cobertura.

O ideal é impermeabilizar o telhado antes de plantar os vegetais. Pode-se usar manta asfáltica, resina com base vegetal, entre outros materiais. Depois, é revestir o espaço com areia, terra adubada e grama. A areia e a terra devem ter altura suficiente para cobrir a raiz das plantinhas, de 5 a 10 cm de areia e 3 a 5 cm de terra. Por último, deve-se instalar dutos de irrigação e drenagem. Assim como outros jardins deve-se ter os mesmos cuidados de manutenção.

Atendimento odontológico gratuito a crianças carentes

Turma do Bem-Vereador Paulo Câmara
Foto: Reprodução

A Turma do Bem é uma organização sem fins lucrativos surgida em 2012 para levar atendimento odontológico a jovens carentes. Seu principal projeto é o “Dentista do Bem”. Dentistas voluntários espalhados por todo o Brasil atendem jovens carentes em seus consultórios.

O acompanhamento começa quando eles têm 11 anos e continua até eles chegarem à maioridade. Os jovens são escolhidos em escolas públicas ou em instituições sociais. A triagem usa como critérios a necessidade financeira, a gravidade do problema bucal e a proximidade de conseguir um primeiro emprego.

Crescimento
O projeto de voluntariado surgiu em 1995, a partir da iniciativa do dentista Fábio Bibancos, em São Paulo. Após lançar um livro falando sobre prevenção de doenças odontológicas, ele começou a dar palestras em escolas públicas e particulares. Depois percebeu que apenas informação não era suficiente, mas que tratamento dentário também era fundamental. Assim, reuniu 15 colegas e começaram a fazer atendimento voluntário em seus consultórios.

O projeto se expandiu e em 2012 foi formalizado através da criação da Oscip Turma do Bem. O atendimento hoje alcança 950 municípios brasileiros, já chegou a dez outros países da América Latina e a Portugal. Hoje, é a maior rede de voluntariado especializado do mundo, com 14 mil dentistas e cerca de 30 mil beneficiários.

Kit de higiene bucal
Preocupado com a saúde bucal de crianças carentes de Salvador, Paulo Câmara propôs ao governador Jaques Wagner e ao prefeito ACM Neto, através de dois projetos de indicação, a distribuição, para todos os alunos das redes públicas estadual e municipal, de um kit de higiene bucal, composto por creme fluoretado, escova e fio dental.

Vá de bike e economize!

Foto: Agecom Salvador
Foto: Agecom Salvador

Andar de bicicleta é mais sustentável, mais saudável e também mais barato. Utilizar as magrelas como meio de transporte é uma maneira de economizar um bom dinheiro no fim do mês. A alternativa considerada mais viável é andar de ônibus, mas gasta-se ao menos R$ 112 por mês apenas para ir e voltar ao trabalho.

Emagrecendo e se divertindo

O analista de redes Jorge Porcino se desloca todo dia de casa para o trabalho de bike. Ele começou com a aventura em 2011 por razões de saúde, pois estava com sobrepeso. “Percebi que o tempo que eu gastava fazendo exercício na bicicleta ergométrica era o mesmo que eu gastava para me deslocar para o trabalho de ônibus. Então comecei a usar a bicicleta para trabalhar porque era mais cômodo que o ônibus, além de bastante divertido”, conta.

Hoje ele também percebeu que a bicicleta o ajudou a economizar bastante. “Gasto para manter minha bicicleta uns R$ 60 a cada dois meses. A diferença que tenho nos gastos não uso para algo específico, uso mais para sair com minha filha”, diz.

O estudante Matheus Sampaio não tem em mente estes números, mas garante que gasta bem pouco para se locomover pela cidade. “Só uso o ônibus para andar distâncias mais longas. Quase não gasto com a bicicleta, passo alguns meses sem ter gasto nenhum, é mais quando quebra alguma peça”, revela.

Bike por outros motivos

Matheus e Jorge pontuaram que existem algumas desvantagens em se locomover de bicicleta em Salvador, como contar com poucos bicicletários na cidade e com a incompreensão de alguns motoristas, que não mantêm a distância adequada das bikes. Porém, eles citaram outros motivos para você se juntar aos outros ciclistas da cidade, além da economia financeira. Confira!

1.       Emagreça enquanto se diverte

2.       Veja a cidade mais de perto

3.       Não fique preso no engarrafamento

4.       Faça amigos

Cinco cidades brasileiras para andar de bicicleta

Andar de bicicleta-Paulo Câmara
Foto: Reprodução Agência Brasil

O site “Eu vou de bike” apontou algumas das melhores cidades no Brasil para se andar de bicicleta. Elas são as chamadas “Amigas da bike” e dispõem de infraestrutura que proporciona conforto e segurança aos ciclistas.

Rio de Janeiro (RJ): A capital fluminense foi por muito tempo a cidade brasileira com a malha cicloviária mais extensa do país. São 320 km de ciclovias espalhadas pela cidade. O melhor é que 150 km delas ficam na orla do Rio, possibilitando ao ciclista aproveitar a brisa e a vista. O plano da Prefeitura é fazer com que o total de faixas exclusivas para bicicleta na cidade chegue a 450 km até as Olimpíadas de 2016.

Brasília (DF): Brasília acaba de “roubar” o título do Rio de Janeiro de dona da maior malha cicloviária do país. Atualmente são 398km de pistas exclusivas para os motoristas, e o governo do Distrito Federal tem planos de ampliar este número para 600km até 2014, fazendo da capital brasileira uma das cidades com maior malha cicloviária do mundo. O relevo plano da cidade é um convite e tanto para quem quer pedalar.

Rio Branco (AC): A cidade de Rio Branco, no Acre, tem uma característica curiosa. A capital possui a maior extensão de ciclovias por habitante do País. São 160 km de ciclovias cerca de 350 mil habitantes. Antes mesmo de existirem problemas de mobilidade urbana, a cidade já apostou em ciclovias.

Curitiba (PR): Além da grande quantidade de áreas verdes, quem vai à Curitiba encontra quase 120 km de ciclovias para passear. O grande problema é que as pistas exclusivas só são adequadas para quem quer passear. Usar a bicicleta como alternativa de transporte na cidade ainda é um desafio, visto o grande número de acidentes com ciclistas.

Aracaju (SE): A capital mais próxima de Salvador, Aracaju dá exemplo em ciclovias. A cidade que tem um sexto da população da capital baiana tem mais que o dobro em km de ciclovias. Diferentemente de Salvador, em que as ciclovias se concentram na orla, em Aracaju há espaços exclusivos para ciclistas também no centro da cidade. A prefeitura também disponibiliza paraciclos (estacionamentos de bicicletas).

Os outros caminhos da sustentabilidade

Sustentabilidade econômica e social-Paulo Câmara
Foto Reprodução

Na semana passada, vimos o conceito de sustentabilidade sob o ponto de vista ambiental. Segundo o Laboratório de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo (USP) existem três pilares de sustentabilidade: o econômico, o ambiental e o social. Esta semana abordaremos a mesma definição sob outros ângulos.

Retomando o conceito de sustentabilidade, podemos dizer que é a capacidade que todo processo tem de se manter. Embora frequentemente associado às questões ambientais e preservação de recursos naturais, a sustentabilidade pode ser empregadas em outras áreas.

Vejamos aqui algumas abordagens:

Social
A sustentabilidade social visa assegurar o bem-estar desta e de outras gerações. Para alcançar este objetivo devemos promover o desenvolvimento das comunidades, diminuindo as desigualdades sociais, ampliando o acesso a direitos fundamentais e assegurando, assim, o acesso pleno à cidadania.

Econômica
A sustentabilidade econômica se dá por meio de ações que permitem bons resultados na economia por muito tempo. Para isso é preciso manter condições equilibradas, como o controle da taxa de inflação, garantia do aporte de recursos naturais e financeiros, preservação de recursos e redução dos custos de produção.

 

O que é sustentabilidade?

Sustentabilidade, segundo o dicionário Michaelis é a qualidade de que é sustentável, de um processo ou sistema que consegue se manter por certo tempo. A primeira grande discussão a respeito do tema aconteceu na década de 70, em Estocolmo, na Suíça, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano. A noção surgiu devido à preocupação dos países a respeito da degradação dos recursos naturais.

A noção de sustentabilidade que tem sido propagada atualmente é ligada a ideia de desenvolvimento sustentável. A definição foi sistematizada no “Relatório Brundtland”, publicado em 1987, onde se afirma que sustentabilidade é “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”.

Embora esteja frequentemente associada a questões ambientais, a palavra sustentabilidade pode ser aplicada a outras áreas como a social, a economia e a política.

Transformando o conceito em atos
O que fazer para preservar os recursos naturais para as gerações futuras? Pequenas atitudes podem fazer a diferença. Fazer a sustentabilidade passar da teoria para a ação envolve de pequenos a grandes movimentos. Reciclar o lixo, priorizar o transporte coletivo, evitar usar sacolas plásticas e consumir menos energia são coisas que todos nós podemos fazer. Já grandes empresas podem contribuir usando placas de energia solar e investindo em tecnologias mais eficientes, por exemplo.

Brasil busca 8 Jeitos de Mudar o Mundo

8 jeitos de mudar o mundo-Vereador Paulo CâmaraAté 2015, governos de todo o mundo têm um enorme desafio a superar: combater os maiores problemas socioeconômicos que acometem os países. Esta meta, chamada de Declaração do Milênio, foi estabelecida no ano de 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU), através dos Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

A versão brasileira é chamada de 8 Jeitos de Mudar o Mundo e tem como premissas: 1) Acabar com a Fome e a Miséria; 2) Educação Básica de Qualidade para Todos; 3) Igualdade entre Sexos e Valorização da Mulher; 4) Reduzir a Mortalidade Infantil; 5) Melhorar a Saúde das Gestantes; 6) Combater a Aids, a Malária e outras doenças; 7) Qualidade de Vida e Respeito ao Meio Ambiente; e 8) Todo Mundo Trabalhando pelo Desenvolvimento.

Declaração do Milênio
A Declaração do Milênio define diversos compromissos assumidos pelos 191 países-membros e, se cumpridos nos prazos estabelecidos, irão melhorar, e muito, o futuro da humanidade.

Os Oito Objetivos – contendo 22 metas, sendo 24 no Brasil, e 48 indicadores – podem ser monitorados por todos os países-membros. Os resultados podem ser comparados e avaliados entre si. Os cidadãos, que também podem colaborar com os governos, podem acompanhar esses dados e cobrar resultados de seus representantes.

Brasil
No Brasil, a população pode acompanhar os dados relativos a cada um dos 5.564 municípios brasileiros, em tempo real, através do Portal ODM (http://www.portalodm.com.br/), e ainda pode contribuir com o processo de implementação de políticas públicas na sua cidade. O portal também possibilita que as empresas tenham parâmetros para definir suas ações de responsabilidade social no âmbito dos municípios.

A ferramenta é de iniciativa do Observatório de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis), programa Sesi do Paraná, Sistema Fiep e Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Movimento Nós Podemos Paraná, Núcleo de Apoio a Políticas Públicas (NAPP), Ministério do Planejamento e Secretaria Geral da Presidência da República.

Com informações do site ODM – Acompanhamento Municipal dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio