Pensando em sustentabilidade: Tijolos feitos com materiais reciclados

tijolo sustentávelPensar em ações sustentáveis que diminuam os impactos do desgaste ambiental de anos de desrespeito tem sido a pauta diárias de todas as pessoas preocupadas com qualidade de vida. Pensado nisso, hoje mostramos para vocês a proposta de uma empresa britânica, o “Carbon Buster”.

Na tradução literal do termo teremos “destruidor de carbono”. Trata-se de um tijolo, desenvolvido com base em uma pesquisa de cientistas da Universidade de Greenwich, em Londres, que possui uma combinação de materiais em sua composição que o torna capaz de reter mais CO2 do que a quantidade que emite durante sua produção. Cabe destacar que metade dos ingredientes usados para elaborar o tijolo provém da reciclagem de resíduos industriais.

O tijolo é feito através da mistura de areia e cascalho com pedaços de madeira, cacos de vidro e conchas. Sua utilização é indicada para todos os tipos de construção, devido a seu alto desempenho e nível de isolamento acústico, podendo ser usado na parte externa, como muros, bem como na parte interna das construções.

Em Araraquara, São Paulo, outro tipo de tijolo também chama atenção. Ele é feito a partir de lixo orgânico, o lixo domestico, e além de ser autossustentável, o preço pode cair pela metade em relação ao produto convencional.

No processo de fabricação, o lixo orgânico recebe um composto químico que é responsável por esterilizar o material, livrando-o de bactérias, vírus, fungos ou vermes capazes de produzir doenças infecciosas, e deixa-o inerte, evitando que polua o ambiente. Os produtores garantem que o tijolo é inodoro.

Na fase de testes os protótipos produzidos com lixo orgânico atingiram resistência equivalente ao dobro do exigido pelo Inmetro.

Produtos sustentáveis possuem qualidade igual, e por vezes superior, aos produtos de fabricação convencional. Pense nisso na hora de fazer sua próxima compra. Cada um fazendo a sua parte, o nosso meio ambiente agradece.

Salvador homenageia as heroínas da Independência

Maria FelipaHoje comemoramos a Independência da Bahia, e algo especial marca essa história: a participação, e, sobretudo, o reconhecimento da importância das mulheres para essa conquista que marca a vida de todos os baianos. Todo dia 2 de julho a força das mulheres baianas é representada através das heroínas Maria Felipa e Maria Quitéria.

A baiana Maria Quitéria de Jesus Medeiros alistou-se no Exército Brasileiro com objetivo de lutar pela Independência do Brasil. O grande detalhe é que ela teve que se disfarçar de homem. Usava a roupa de seu cunhado e pela habilidade com as armas entrou para o Batalhão dos Periquitos.

Soldado Medeiros, como ficou conhecida, foi fundamental nas batalhas da Baía de Todos os Santos, em Ilha de Maré, Barra do Paraguaçu e na cidade de Salvador, na estrada da Pituba, Itapuã, e Conceição. Por sua bravura e patriotismo recebeu honras de Primeiro Cadete e D. Pedro I a condecoração de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.

Em 1996, foi reconhecida como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro, e hoje, por determinação ministerial, sua imagem está presente em todos os quartéis do país.

Não menos importante para a guerra a participação de Maria Felipa se destaca pela simplicidade e força com a qual ela liderava seu grupo.

Negra, marisqueira e uma exímia capoeirista, Maria Felipa organizou um grupo com mais de 200 pessoas, dentre eles outras mulheres, índios Tupinambás e Tapuias, que tinhas como armas apenas facas, peixeiras, pedaços de pau e galhos com espinho. Historiadores contam inclusive que ela teria dado surras em guardas portugueses usando alguns desses galhos.

Um dos feitos do grupo de Maria Felipa foi queimar cerca de 40 embarcações portuguesas que estavam ancoradas próximas à Ilha de Itaparica.

Após a guerra, a heroína continuou vivendo em Itaparica, onde exercia um papel de líder da comunidade.

Tantas outras mulheres também participaram das lutas pela Independência da Bahia, e todo 2 de julho, o povo da Bahia vai às ruas, acompanhar o cortejo e homenagear a bravura e honradez de todas elas.

A Bahia e os movimentos populares

CabocloDesde o início do mês de junho, quando estudantes começaram a ocupar as principais vias da cidade de São Paulo, protestando contra o aumento da tarifa de transporte público, o povo percebeu a sua grandiosidade e poder. A partir daí outras manifestações começaram acontecer simultaneamente em todo o país, alguns em apoio à primeira causa e outros suscitando novos temas tão importantes quanto. O auge do movimento foi dia 20 de junho, e contou com a participação de mais de 1,4 milhão de pessoas, em mais de 130 cidades, dentre elas Salvador.

Os resultados começam a aparecer, ao menos no que diz respeito a uma maior transparência pública, tirando das gavetas os projetos que há meses, ou até anos, aguardavam aprovação. Os governantes do país perceberam que o povo não vai mais se deixar enganar por projetos que são aprovados na calada na madrugada e não priorizam o que é melhor para o país.

Mas não podemos pensar nas manifestações deste ano como algo novo e que foge à realidade do povo brasileiro. “Tomar as ruas” está nas nossas veias, e não precisamos ir muito longe para lembrar de outras ações, igualmente importantes. No dia 29 de setembro de 1992 milhares de pessoas compareceram ao Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com os rostos pintados de verde e amarelo, para acompanhar a votação que resultaria no impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo. As reuniões e passeatas exigindo a saída do presidente começaram no dia 29 de maio e o movimento ficou conhecido como “Caras-pintadas”.

E quando o assunto é movimento popular a Bahia, sem dúvida, merece um grande destaque. Começamos por volta de 1798 com a Conjuração Baiana. Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, trata-se de uma ação abrangente que tinha por objetivo instalar uma república independente e libertar os escravos. O movimento contou com grande participação popular, mas foi sufocado pelas tropas portuguesas.

A própria  Independência da Bahia é outro grande exemplo. A insurreição que começa em 1821, ainda com forte influência dos objetivos suscitados na Conjuração Baiana e na Revolução Liberal dos Portos, de 1820, outra revolta popular também em busca de independência. A declaração da Independência do Brasil, já em 1822, foi decisiva para que os baianos expulsassem de vez os portugueses que ocupavam Salvador e Região Metropolitana. Nesta luta histórica um dos destaques foi a participação ativa dos caboclos, referendados anualmente nas festividades do dia 2 de julho.

Outras manifestações e debates virão, afinal somos uma democracia, e sem dúvida, com as redes sociais continuaremos a fazer valer a nossa voz. E para os pessimistas, que acham que tudo está perdido e o Brasil não tem mais jeito, reflitam sobre o pensamento de Oscar Wilde: “O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma Nação”.

Viva São João

Comidas típicasO Nordeste está em festa. Forró, comidas típicas e as frondosas fogueiras iluminam, sobretudo, as cidades do interior, momento em que os nordestinos reforçam a sua fé em São Antônio, São João e São Pedro.

Segundo a história do catolicismo, Maria e Isabel, primas e grávidas ao mesmo tempo, combinaram que a primeira a ter o bebê avisaria a outra acendendo uma fogueira que pudesse ser avistada, à distância, no deserto da Judéia, onde viviam. Santa Isabel foi a primeira a acender o fogo, quando nasceu João.

Rica em versões para o surgimento das festividades, além da relação com o mês de junho e com São João – sendo que as festas já foram chamadas de “joninas” –, o termo “junino” estaria associado à festa pagã que comemorava a chegada do solstício de Verão no Hemisfério Norte. Transportada para o Hemisfério Sul, a data foi associada ao solstício de Inverno. Neste período era comum que as populações do campo parassem por alguns dias as suas atividades a fim de comemorar a proximidade das colheitas. Para afastar os ‘demônios’ da esterilidade e da estiagem, eles faziam sacrifícios acendendo fogueiras.

O que sabemos é que hoje, aqui no Nordeste, não há festa junina sem homenagens a Santo Antônio, São João e São Pedro, o que significa que as cidades se organizam para um mês inteiro vivendo as delícias que essa tradição proporciona.

Influências europeias despertaram a paixão pelas quadrilhas. Originalmente, era uma dança típica portuguesa cujos passos se assemelham às nossas coloridas e animadas quadrilha juninas.

As comidas típicas em sua maioria são preparadas à base de milho, por conta do período de colheita deste grão: assado, cozido, em forma de pamonhas, cural, mingau, canjica, cuscuz e bolos. Também se incorporaram ao cardápio o amendoim, e para beber o quentão e os licores.

Outra tradição do período são as simpatias e promessas, que vão desde o pedido para arrumar um marido; os pedidos por boas colheitas no campo e mais dinheiro no bolso. Se as simpatias não funcionarem, você pode também rezar a oração de São João Batista:

“São João Batista, voz que clama no deserto, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão Daquele que Vós anunciastes. São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós. Amém”.

Foto de Capa: Abertura do São João 2011 no Pelourinho, Mateus Pereira/Secom

Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça

Uma imensa tela que no escuro recebe imagens projetadas e prende a atenção de todos com sua magia e mistério. Tem sido assim desde a década de 1930, quando surgem as primeiras empresas cinematográficas no Brasil. Muitos nomes passaram por essa história e hoje, quando percebemos um crescimento contínuo do cinema brasileiro, percebemos que muito ainda precisa ser feito.

O desenvolvimento do cinema nacional acontece mesmo a partir de 1960, com o “Cinema Novo”. São produções com foco na transformação do país e o movimento foi deflagrado por três filmes em especial: “Vidas Secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos; “Os Fuzis” (1964), de Ruy Guerra; e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha.

Foi uma mudança completa, que perpassou pela temática e pelos recursos técnicos utilizados, fugindo da estética moldada pelo cinema norte-americano, que já era muito forte naquela época. Glauber Rocha e um grupo de outros cineastas nacionais definem o novo tom: “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. Os graves problemas do sertão nordestino tomam conta das telas e o povo passa a consumir conteúdo de interesse social.

E Glauber Rocha, este premiado cineasta baiano, deixa a sua marca na história do cinema nacional.

 

Produções contemporâneas

Nas produções baianas, o maior destaque contemporâneo fica para o filme “Ó Pai, Ó”, que ressalta o dia a dia do soteropolitano, com um enredo cheio de gírias e expressões que todo bom baiano consegue entender. Outro destaque fica para a boa safra de atores baianos que conseguiram colocar seu nome entre os melhores do país, a exemplo de Wagner Moura. Seu personagem, por sinal, o coronel Nascimento, protagoniza o filme de maior bilheteria da história nacional, “Tropa de Elite 2”, com um público de 11 milhões de pessoas.

Amanhã, 19 de junho, Dia do Cinema Brasileiro, a dica é um balde de pipoca, a companhia de bons amigos e prestigiar os filmes nacionais:
Faroeste Caboclo
Somos tão jovens
Tainá 3 – A Origem
Vai Que Dá Certo
A Busca
Colegas

 

Foto da capa: Glauber Rocha em ‘Cinema Novo’, Joaquim Pedro de Andrade, 1967.

Construções sustentáveis: uma ótima escolha

construções sustentáveisUma casa confortável é o sonho de muita gente. Já pensou se essa casa, além de confortável, fosse também sustentável? A tendência que chegou há pouco tempo no Brasil já toma conta dos países da Europa e Ásia e propõe repensarmos nossa conduta com a natureza desde a hora que idealizamos a construção de um imóvel.

A essência da construção sustentável está em trabalhar um conjunto de elementos antes, durante e após a construção de um imóvel que possibilitem uma edificação com menor consumo possível de energia e água, maior conforto térmico e manutenção de áreas verdes, proporcionando com isso impacto quase zero ao meio ambiente.

Faz parte do processo sustentável a escolha de materiais menos agressivos, mas que sejam duráveis, tais como madeiras e tijolos de demolição, que podem ser reciclados ou utilizados para a confecção de novos produtos; e também o uso de tecnologias que permitam o aproveitamento da água da chuva, pés-direitos duplos com sistema de ventilação e iluminação que aproveite ao máximo os recursos já oferecidos pela natureza.

Apesar de ser uma obra que dependa de um investimento financeiro maior, a construção sustentável a médio ou longo prazo proporciona economia de energia luminosa e para funcionamento de equipamentos, a exemplo de ar condicionado ou ventilador, água e etc.

O conceito de construção sustentável não é tão recente como pensamos. A primeira casa 100% sustentável do mundo foi construída há 30 anos. Idealizada pelo arquiteto norte-americano Michael Reynolds, as paredes são feitas de resíduos de pneus, latas, garrafas e barro; os eletrodomésticos funcionam com sistemas de energia solar ou eólica; a água é aquecida a partir do sol; e a casa ainda possui um eficiente sistema de tratamento de esgoto. A propriedade fica nos Estados Unidos, país, inclusive onde existem padrões sustentáveis que precisam ser obedecidos por quem quiser construir um imóvel.

No Japão e em alguns países da Europa é comum a aplicação de incentivos para quem escolha os modelos de construção sustentável. Aqui no Brasil já existem algumas políticas de incentivo, tanto de ordem governamental como particulares. A revista Casa Cláudia, da editora Abril, por exemplo, criou o “Prêmio Planeta Casa” que desde 2001 premia as melhores ideias para construções sustentáveis.

 

Incentivo ao uso de energia solar

Em Salvador, o vereador Paulo Câmara apresentou o Projeto de Lei nº 225/2007, que visa instituir o Programa de Incentivos ao Uso de Energia Solar nas Edificações Urbanas de Salvador. A ideia é promover medidas necessárias ao fomento do uso e ao desenvolvimento tecnológico de sistemas de aproveitamento de energia solar, para aquecimento de água em imóveis.

A proposta prevê que os imóveis que implementarem o uso de energia solar poderão ser bonificados com incentivos fiscais. O projeto aguarda votação na Câmara Municipal de Salvador.

O Casamento perfeito entre mobilidade e leitura

Mobilidade, cidadania e livros. O que essas três coisas tem em comum?  Tudo! Estão se espalhando pelo país belíssimas iniciativas de cidadãos com a proposta de levar os livros sempre ao acesso de mais e mais pessoas.

Bibliotecas móveis não são nenhuma novidade; projetos com ônibus, micro-ônibus e caminhões-baú acontecem em todo país há anos, possibilitando que crianças e adolescentes utilizem os automóveis como salas de leituras. São inúmeros exemplares e cada um pode escolher o que quer ler.

Mas a proposta das bibliotecas sobre rodas, as biciclotecas ou bibliocicletas, é um pouco diferente. De forma econômica, com possibilidade de chegar aos locais de difícil acesso para carros, e não poluentes, as bibliotecas sobre rodas além de encantar crianças e adultos, convocam a população para algo muito interessante: a colaboração.

Nas bibliotecas sobre rodas, a exemplo de projeto da “Bibicloteca”, idealizada pelo Rafael Bernardes, em São Paulo – SP, (http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/05/biblioteca-sobre-rodas-faz-sucesso-em-sao-paulo.html) ou a “Bibliocicleta”, desenvolvida pelo jovem Augusto Leal, aqui do lado, em Simões Filho – BA, os livros são doados para as pessoas.

Quando uma bicicleta cheia de livros para nas ruas, praças ou esquinas dessas duas cidades, provocam em ambas duas reações: no primeiro momento acontece o encantamento. Os livros são escolhidos, as pessoas leem e podem levar para suas casas. Mas a melhor parte está na segunda reação: as pessoas procuram novamente as bibliotecas sobre rodas, mas dessa vez para fazer suas doações.

Robson Mendonça, “biciclotecário”

A reportagem da Revista Época-São Paulo, conta a história de um exemplo a ser seguido. Robson Mendonça era agropecuarista em Alegrete (RS), quando decidiu, há mais de 10 anos, morar na capital paulista. Assaltado, sem dinheiro, documentos ou familiares na cidade, virou morador de rua. Sua esposa e filhos sofrem um acidente de carro e faleceram.  Como forma de tentar mudar a situação na qual se encontrava, ele e outros organizaram o Movimento Estadual da População em Situação de Rua, que no ano 2011 ajudou a encaminhar 242 pessoas sem-teto a cursos e empregos.

Mas ainda faltava algo: a possibilidade de estudar, ter acesso à informação e conhecimento. Por ser morador de rua, Robson não tinha acesso às bibliotecas. É aí que surge a ideia de uma biblioteca itinerante, que se concretizou após o mesmo conhecer o projeto “Bibicloteca”, de Lincoln Paiva. Robson circula pelas ruas de São Paulo, com cerca de 300 obras, fazendo empréstimo para os mais diversos leitores, principalmente moradores de rua.

(http://epocasaopaulo.globo.com/vida-urbana/biciclotecario-o-homem-que-montou-uma-biblioteca-sobre-rodas/)

07 de junho é o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa: Brasil é o terceiro país do planeta em número de jornalistas assassinados

liberdade-de-imprensaEm 07 de junho, é celebrado o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. O artigo 220 da Constituição Federal determina que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”. E também que “nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social”, assim como veda “toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.

O Brasil tem uma avançada e democrática legislação que visa assegurar também a liberdade de imprensa. Porém, em alguns casos, a prática ainda é diferente dos preceitos legais.
Pois o Brasil já teve o registro em 2013 do assassinato de quatro jornalistas. Segundo o site IG, “é o terceiro país com maior número de mortes de profissionais de imprensa no exercício da função, segundo a Campanha Emblema para a Imprensa (PEC, na sigla em inglês), entidade com sede em Genebra e que defende a criação de regras internacionais para proteger jornalistas em zonas de guerra. A liderança é do Paquistão, com nove jornalistas assassinados”.

De acordo com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), além dos assassinatos, muitos profissionais de imprensa foram também ameaçados, perseguidos, punidos judicialmente e torturados em diversos períodos históricos. O mais recente, o período ditatorial de 1964 a 1988, está sendo revisto pelas comissões Nacional e Estaduais da Verdade dos Jornalistas. A representação nacional dos jornalistas acredita que “a verdade tem que ser dita, doa a quem doer: crimes de lesa humanidade não podem ficar incólumes”.

O momento político é diferente e não há como o país retornar a um regime ditatorial. E embora sejam inúmeros os relatos de tentativa de cerceamento do trabalho da imprensa, o Estado de Direito garante os meios legais que devem ou deveriam punir os mandantes de crimes contra os representantes da imprensa.
Afinal, ao aterrorizar e agredir fisicamente um profissional de imprensa no exercício da sua profissão, mais que cometer um ato de banditismo, o marginal está realizando um grave atentado contra um direito ‘sagrado’ que oi assegurado ao povo deste país com muita luta: a democracia.

O caso Tim Lopes

Em junho de 2002, Tim Lopes, repórter da Rede Globo, foi torturado e morto por traficantes na favela da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Ele fazia uma reportagem investigativa sobre bailes funk financiados pelo tráfico no Complexo do Alemão. A morte do jornalista foi ordenada por um dos líderes da facção Comando Vermelho, o traficante Elias Maluco, condenado, além de seis outros bandidos, pelo crime bárbaro.

Também eram temas da reportagem o consumo de drogas em bailes funk e a prostituição infantil nas festas patrocinadas pelos traficantes.

Segundo o site IG, “Tim Lopes teve as mãos amarradas e foi levado de carro, para o topo da favela, onde foi baleado no pé, para não fugir. De lá, seguiram para a favela da Grota. Ao chegar, os traficantes já o aguardavam para fazer uma espécie de ‘julgamento’ e decidir se o matariam ou não. Em seguida, Tim Lopes foi torturado por um grupo de nove homens e executado por Elias Maluco com um golpe de espada. Depois, o corpo foi esquartejado e queimado em pneus em um local, conhecido como “micro-ondas” – usado por traficantes para incendiar vítimas e, assim, eliminar provas dos crimes”.

Esta barbárie entrou para a história recente do Brasil como o mais emblemático caso de atentado à liberdade de imprensa.
Portanto, no Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, cabe saudar este mártir com um sonoro “Viva Tim Lopes”.

Carona Solidária reduz problemas de mobilidade

Carona solidária é uma opção sustentávelAproveitando que estamos na Semana do Meio Ambiente, por que não falarmos de uma ação simples, que pode ser aplicada hoje mesmo, colabora com a redução das emissões de CO2, melhora a fluidez do trânsito e ainda proporciona economia financeira?

Estamos falando das Caronas Solidárias. A prática começou a ser incentivada nos Estados Unidos, Canadá e alguns países da Europa, como uma medida que colaborasse com a gestão de tráfego. Uma das contrapartidas do poder público foi a autorização para que os veículos de passeio que estivessem com ao menos dois passageiros pudessem usar a faixa exclusiva para veículos de grande ocupação, e assim diminuíssem o tempo nos engarrafamentos. A medida teve efeito positivo e hoje já se espalhou pelo mundo todo, apesar de ainda encontrar resistência, sobretudo quando o assunto é segurança.

Na década de 90, foi instituído na França o Dia Mundial Sem Carro. Com certeza, um dia apenas que você deixe o carro na garagem não vai amenizar os níveis de poluição de um ano inteiro, mas pode ajudar a conscientizar as pessoas a adotar hábitos sustentáveis. E os resultados estão aparecendo.

Um termômetro que nos dá esse parecer é a quantidade de sites e plataformas web voltada para o público que oferece ou procura uma carona. Alguns sites, como o Caroneiros estão ativos há mais de cinco anos e possibilitam, inclusive, que as pessoas organizem caronas interestaduais. Dados divulgados pelo jornal Metro São Paulo, em 2012, destacam que a procura por essas plataformas também cresceu. O Caroneiros, que em 2011 registrava 13,3 mil usuários, hoje ultrapassa a casa dos 26 mil. O Unicaronas que tem como foco ajudar os estudantes universitários, possui cerca de 22,5 mil usuários.

Você deve estar pensando: e é seguro mesmo? Como vou pegar carona com alguém que eu não conheço ou, ainda, como vou colocar pessoas estranhas no meu carro? Uma solução interessante que minimiza esses riscos é começar esse hábito das caronas com seus vizinhos, pessoas que você já conhece há certo tempo. Outra opção é envolver as empresas nessas ações. O site Caronetas faz exatamente isso.

Criado em 2011, o site cadastra empresas e colaboradores, para que as caronas aconteçam entre pessoas que trabalham juntas, mas muitas vezes não têm tempo de se conhecer e estabelecer uma relação de amizade e colaboração ambiental e financeira. Em 2012, o Caronetas foi eleito como ‘Solução Mundial de Mobilidade’ pela Universidade de Michigan – EUA, e possui uma meta audaciosa para 2013: retirar 300 mil automóveis das ruas de São Paulo até o fim deste ano.

É uma alternativa a curtíssimo prazo que proporciona um resultado imediato. É uma conta matemática simples: se um motorista compartilhar seu carro com três outros condutores, haverá apenas um carro na rua, em vez de quatro. A redução é de 75%.

Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, a frota de veículos em Salvador no mês de abril ultrapassava os 760 mil veículos, sendo que 612.419 são carros de passeio. Agora, imagine como seria Salvador com 459.314 mil carros a menos nas ruas de nossa cidade? Pense nisso.