Como economizar água

Foto: Phiadosa/ Creative Commons
Foto: Phiadosa/ Creative Commons

A recente seca que atingiu boa parte do Nordeste e a baixa nos reservatórios do Sudeste neste início de ano levaram o País a economizar água. Em momentos de fenômenos climáticos extremos como estes, nossa consciência desperta para a importância deste recurso natural tão precioso.

Embora uma boa parte da tarefa de economizar água esteja na mão de grandes indústrias e agricultores, também temos que fazer a nossa parte. Dados do Ministério das Cidades dão conta de que no ano passado o índice de desperdício de água no Brasil chegou a 40%. Conheça algumas medidas simples que ajudam nesta missão:

Conserte vazamentos – Verifique se há vazamentos pela casa, esta é uma das principais causas de desperdício de água nas residências.

Feche a torneira – Ao escovar os dentes, feche a torneira. Deixá-la aberta por cinco minutos consume cerca de 80 litros de água.

Acelere o banho – Sempre feche o registro de água ao se ensaboar ou passar shampoo e evite tomar banhos demorados.

Esvazie os pratos – Retire todos os restos de comida antes de lavar os pratos. Molhe a louça e a enxague apenas uma única vez.

Use a máquina moderada – Procure usar a máquina de lavar apenas quando tiver roupa suja o suficiente para enchê-la. Se possível, reaproveite a água da máquina na limpeza da casa.

Use menos água na limpeza – Ao invés de usar mangueiras para lavar o carro ou o quintal, prefira baldes.

Dispense o uso de mangueiras – Use o regador quando for molhar as plantas.

Seis perguntas a fazer antes de comprar

SeisPerguntasCCAkatuSerá que esta compra é realmente necessária? Preciso mesmo usar esta sacola plástica para levar o que comprei? Estas são algumas perguntas que devemos nos fazer antes de consumir, segundo sugestão do Instituto Akatu. A instituição lançou um roteiro para o consumo consciente contendo seis perguntas para serem feitas antes de comprar alguma coisa.

O roteiro leva em conta a responsabilidade socioambiental de cada um. Para um consumo consciente deve-se pensar no impacto ambiental, econômico e individual de cada compra, visando à sustentabilidade.

Confira as seis perguntas:

Por que comprar?
O primeiro passo é questionar-se a respeito da necessidade de adquirir um determinado bem. Será que precisamos realmente daquele item ou estamos comprando somente por consumismo ou por que ele está na moda?

O que comprar?
Na hora de escolher um produto avalie se ele atende exatamente às suas necessidades. Se precisar comprar um item complementar ou então se tiver funcionalidades que não serão usadas não será uma boa escolha para o planeta. Além disso, avalie a qualidade e a durabilidade do produto.

Como comprar?
Pense em maneiras de diminuir o impacto da sua compra. Comprar de ônibus ou bicicleta, por exemplo, é mais sustentável que comprar de carro. Outro detalhe a ser observado é a embalagem do produto: que tal abrir mão das sacolas plásticas e levar uma bolsa de tecido?

De quem comprar?
Dê preferência a empresas que cuidam melhor das pessoas e do planeta. Procure saber se determinada marca tem projetos de responsabilidade social e adota práticas sustentáveis.

Como usar?
Faça o melhor uso da sua compra, buscando conservá-la e assegurar a sua durabilidade. Tente usar o bem até o final da sua vida útil, consertando-o em caso de quebra.

Como descartar?
Pergunte-se, antes de tudo, se é necessário descartar aquele produto. Se não for, avalie se ele ainda pode ser útil para você ou outra pessoa. Na hora de descartar procure o meio adequado de fazê-lo. Dê o destino adequado àquele resíduo, seja enviando-o para a reciclagem ou devolvendo-o ao seu fabricante.

Como evitar contaminação na praia

Foto: Flickr/ Manuel Villafañe
Foto: Flickr/ Manuel Villafañe

O sol brilhante e o calor do verão são verdadeiros convites para aproveitar o dia na praia, especialmente em Salvador, que dispõe de várias opções na cidade e em seu entorno. Porém, a umidade e as temperaturas altas deixam o ambiente favorável à contaminação. Veja alguns cuidados que podem ser tomados para evitar problemas de saúde.

O primeiro cuidado é ao escolher aonde ir. Antes de tomar essa decisão, consulte o site do Inema para saber quais são as praias que estão impróprias para banho. Outra preocupação é não contribuir para a contaminação do local, evitando jogar lixo no chão e não trazendo animais consigo.

 
Contato
A água pode estar até adequada para o banho, mas não se sabe se a areia oferece grandes riscos de contaminação. Por isso, é melhor evitar o contato direto com ela. De preferência, caminhe apenas com os pés calçados e, se não for possível, prefira caminhar na área próxima ao mar, pois a água leva embora alguns microorganismos. Outro cuidado é não deitar diretamente na areia da praia, optando sempre por cadeiras ou cangas.

Os alimentos também são fontes constantes de infecção. É preciso ter cuidado com o que se come e prestar atenção se os alimentos estão frescos e adequados ao consumo. Evite comprar comida preparada na beira da praia, preferindo levar comida preparada em casa. Fique atento também à refrigeração dos alimentos, pois o contato com o calor pode estragá-los mais rapidamente.

Pedalando com segurança

Pedalar com segurança - Paulo CâmaraOs dias com sol aberto no verão fazem desta uma época adequada para andar de bicicleta por aí. Apesar do clima ser de férias e descontração no mês de janeiro, não se pode esquecer da segurança na hora de sair pedalando por aí. Fiquem atentos às recomendações.

Manutenção
Antes mesmo de sair de casa, verifique se a manutenção da sua bike está em dia. É perigoso andar por aí com pneus murchos e com guidons e selim sem regulagem.

Proteção para o ciclista
É recomendável o uso de capacete, de sapato que não solte do pé e, se possível, de luvas feitas de um tecido que deixe a pele respirar.

Equipamentos de segurança
Equipe sua bike com campainha, refletores e espelho retrovisor. Estes equipamentos são obrigatórios por lei, conforme diz o Código de Trânsito Brasileiro. O Artigo 105 – VI determina o uso de campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.

Nada de música
O Código de Trânsito Brasileiro também proíbe o uso de fones de ouvido. Eles oferecem risco ao ciclista, pois o impedem de ficar atento aos barulhos do trânsito como buzinas ou carros se aproximando.

Sinalize
Use as mãos para sinalizar antes de fazer uma manobra. Use de preferência roupas claras para ser facilmente identificado por outros veículos.

Carona
É muito perigoso pegar carona em veículos em movimento, como ônibus ou caminhões.

Trajeto
As bicicletas devem andar no mesmo sentido do tráfego, e nunca na contramão. Para maior segurança, procure trajetos em que o trânsito seja mais leve, evitando se expor à imprudência de alguns motoristas. Evite também andar em horários de pico nas vias de grande movimento, quando o risco fica maior.

Álcool e direção não combinam
Assim como em outros veículos, é muito perigoso combinar bebida e condução. Além de sua percepção ficar alterada, o equilíbrio também diminui, aumentando as chances de acidente.

Economia Verde procura transformar realidade sócio-ambiental

Foto: Reprodução/ Ciclo Vivo
Foto: Reprodução/ Ciclo Vivo

O conceito de economia verde definido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) está relacionado ao desenvolvimento sustentável. O termo Economia Verde se refere à prática de atividades econômicas que resultem em melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, ao mesmo tempo que reduzem os riscos ambientais e a escassez ecológica.

Tecnicamente, esta noção se baseia em três pilares: as atividades da economia verde devem consumir pouco carbono, usar os recursos naturais de maneira eficiente e promover a inclusão social. A intenção é estimular processos de produção e consumo que não degradem mais o planeta, além de promover a redução da pobreza e assegurar direitos humanos e sociais.

A intenção dos ambientalistas e outros grupos que defendem a Economia Verde é transformar o padrão da economia global, fazendo com que  fatores socioambientais sejam considerados na tomada de decisões econômicas. O paradigma da Economia Verde envolve a transformação dos modos de produção com o consumo de menos recursos naturais e diminuindo a agressão ao planeta.

Empresários investem em comércio itinerante

Comércio móvel - cinthia
Foto: Divulgação/ Cynthia Rowley

Um novo tipo de negócio tem sido a aposta de jovens empreendedores. Assim como os caixeiros-viajantes, que saíam por aí vendendo suas mercadorias, alguns empresários adotaram uma nova estratégia de vendas: a do comércio itinerante.

Funciona assim: eles comercializam seus produtos dentro de um veículo ou em tendas armadas em diferentes pontos da cidade ou até mesmo em mais de um município. A loja móvel é quase como uma unidade física, é regularizada como qualquer outro comércio. O cuidado extra que se deve ter é em relação aos documentos. Além dos alvarás fornecidos pela prefeitura, é preciso de uma autorização especial do Detran para funcionar como estabelecimento comercial.

Prós e contras

Uma reportagem do Jornal A Tarde sobre as lojas itinerantes aponta algumas vantagem e desvantagens deste tipo de negócio. As vantagens são atingir um público maior, poder ir até onde o cliente está, como grandes eventos públicos e gastar menos com a manutenção do espaço. As desvantagens são o investimento inicial para adquirir e adaptar um veículo ou estrutura, assim como a burocracia legal, mais complicada do que em um comércio tradicional.

*Com informações do Jornal A Tarde

Como passar menos tempo no trânsito

Passar menos tempo no trânsito-Paulo Câmara
Ilustração: Reprodução Site Planeta Sustentável

Atualmente, com os frequentes congestionamentos, é comum que percamos muito tempo no trânsito. Estes momentos poderiam ser utilizados, por exemplo, para ficar com a família, estudar ou descansar. Por isso, separamos algumas dicas do site Planeta Sustentável para você economizar alguns minutos no tráfego.

Ande a pé
Ande a pé sempre que for possível. Na hora de escolher um imóvel, privilegie um que seja perto do trabalho. Algumas das vantagens são fazer exercício físico e conhecer melhor a cidade.

Vá de bike
A bicicleta ocupa menos espaço no trânsito do que um carro, e, a depender do destino e do horário, pode ser uma opção mais rápida do que um veículo automotor. Aproveite para observar a paisagem ao redor.

Estude rotas alternativas
Tem certeza que está fazendo o melhor caminho? Teste caminhos alternativos para fazer seus percursos habituais. Alguns navegadores e aplicativos indicam quais são as rotas que estão mais livres, mas se você não for muito adepto a tecnologias é só ouvir o que alguns programas de rádio estão falando sobre o assunto.

Negocie novos horários de trabalho
Se no seu trabalho houver possibilidade de flexibilizar os horários de trabalho, tente negociar turnos que comecem e terminem fora do horário de pico. Outra solução é tentar fazer home-office (trabalho em casa) uma vez por semana.

Organize sua agenda
Apesar de ser uma dica simples, ajuda muito. Que tal se programar para resolver suas coisas numa mesma saída? Se possível, tente frequentar médicos, aulas, ir a mercados perto de casa ou do trabalho. Assim, você pode resolver tudo a pé.

Ofereça ou pegue carona
Já pensou que a maioria dos carros leva apenas uma pessoa? Você pode se juntar a colegas de trabalho ou vizinhos que vão para o mesmo lugar e combinar um rodízio. Um carro a menos na rua significa mais fluidez no trânsito.

 

O que não vai pelo ralo

Reprodução: A TARDE
Reprodução: A TARDE

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre que destino dar a certos tipos de lixo. Há quem pense que jogar resíduos líquidos no ralo da pia ou alguns resíduos sólidos pelo vaso sanitário seja ambientalmente mais adequado do que jogar na lata do lixo. O que se esquece nesses casos é que a água que vai pelo esgoto desemboca em mananciais, como rios e córregos. Assim, além de poluir o meio ambiente certos tipos de resíduos podem pôr em risco a vida de animais marinhos.

Veja alguns produtos que não podem ser descartados na água:

Medicamentos

O remédio que venceu não deve ser descartado nem na pia, nem na privada, nem no lixo comum. Por conter substâncias tóxicas, os medicamentos contaminam as águas. O destino correto é a devolução para a farmácia para que esta encaminhe os remédios para incineração.

Cotonete, Fio dental, Fraldas, Preservativos e Absorventes

Nenhum destes produtos é biodegradável, portanto, não deve ser jogado no ralo. O fio dental é um grande vilão: o acúmulo de seus fios acaba formando uma rede que prende outros resíduos, entupindo a tubulação de esgoto. Os demais produtos ficam contaminados após o uso, pondo o meio ambiente em risco. Além disso, não se dissolvem com a água, contribuindo para entupimentos. Estes materiais devem ser descartados em lixo comum

Poeira de varrição da casa

A poeira se acumula na parte baixa das tubulações contribuindo para futuros entupimentos.

Óleo de Cozinha

O óleo forma uma película sobre a água por ser menos denso que ela. Assim, ele acaba retendo resíduos sólidos e contribuindo para o entupimento das tubulações. Nos rios e córregos esta película dificulta as trocas de gases entre a água e a atmosfera, diminuindo assim a quantidade de oxigênio disponível na água e provocando a morte de seres vivos que habitam este meio.

Querosene, gasolina, solvente, Tinta que não é à base de água e afins

Estes produtos são altamente tóxicos e, se descartados no esgoto, contaminam os mananciais hídricos. Eles podem prejudicar até mesmo o funcionamento das estações de tratamento de esgoto, desequilibrando a flora microbiana. Procure saber se lojas que comercializam os produtos promovem o descarte adequado.

 

O que é Microempreendedor Individual?

 

Foto: Reprodução/ Empresa Brasil de Comunicação
Foto: Reprodução/ Empresa Brasil de Comunicação

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, “Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário”. Ou seja, quem costura em casa, faz bolos para festas, é encanador e dali tira seu sustento, também pode ter seu negócio formalizado.

As vantagens de se formalizar foram mostradas por uma pesquisa realizada em 2012 pelo Sebrae. O estudo “Perfil do Microempreendedor Individual 2012” constatou que pequenos negócios aumentam seu faturamento após se formalizar. 55% daqueles que tinham se registrado como microempreendedor individual observaram aumento no faturamento, 54% conseguiram ampliar o investimento no negócio e 26% aumentar as vendas para outras empresas.

Benefícios
Para ser um microempreendedor individual é preciso ter um faturamento de até R$ 60 mil por ano, o que dá uma média de R$ 5 mil por mês. As outras condições são ter até um empregado e não ser sócio ou ter participação em outra empresa.

O Microempreendedor Individual pode tirar CNPJ, emitir nota fiscal, pedir empréstimo no banco como qualquer outra empresa. Além disso, esta categoria tem acesso a outros benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença e aposentadoria. O MEI contará com a vantagem de estar isento de tributos federais, pagando somente uma taxa fixa mensal entre R$ 33,90 a R$ 34,90. Na conta não estão inclusos impostos municipais e estaduais.

Para se formalizar como um MEI é só se cadastrar no Portal do Empreendedor, do governo federal. Lá estão todas as informações necessárias, como dados requisitados, detalhes sobre o processo de inscrição e dúvidas frequentes.