IPTU Verde vai acelerar a adoção de medidas sustentáveis na construção

IPTU Verde-SalvadorA implantação do IPTU Verde, projeto de autoria de Paulo Câmara que já é lei em Salvador, deve impulsionar o movimento pela sustentabilidade na construção na capital baiana. “A instituição de normas como esta é importante, pois acelera este processo que é inevitável”, disse Ivan Leão, diretor da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA).

O diretor informa que já existe a consciência entre os construtores da necessidade da adoção de medidas sustentáveis, mas muitas vezes o empreendedor resiste por causa do custo de implantação. “É importante termos este apoio do poder público. Na Europa, onde a sustentabilidade já é uma realidade consolidada, o governo dá incentivos. Lá, quem instala placas de energia fotovoltaica, por exemplo, pode revender o excedente ao governo por um preço inflacionado”, citou.

Lei em Salvador
A Lei do IPTU Verde assegura descontos para quem adotar medidas de sustentabilidade para imóveis construídos a partir de 2014. Além disso, investir na preservação do meio ambiente tem outras vantagens. “Um empreendimento sustentável tem seu custo de manutenção diminuído, com a redução das contas de água e energia diminuídas”. Leão acrescenta que embora o custo da construção sustentável ainda seja um pouco mais caro, a tendência é a redução de preços.

 

Bambu é opção sustentável para a construção

Bambu-Construção sustentável-Vereador Paulo Câmara
Foto: Jornal A Tarde

Os pés de bambu que enfeitam o acesso ao aeroporto de Salvador são bonitos de se ver. Também são bonitos os móveis feitos dessa madeira que encontramos geralmente em casas de praia. O bambu não é somente uma boa escolha estética, mas se revela também um grande aliado da sustentabilidade.

Por ser uma madeira de baixo custo e rápido crescimento é apontado por alguns especialistas como a “madeira do futuro”. Usando-se o bambu no lugar de outras madeiras, contribuímos para a preservação de nossas florestas. Ao contrário das árvores, o bambu não precisa morrer para que colha a madeira. Cada vez que se poda a planta, ela rebrota. Outra vantagem é que enquanto árvores precisam de 20 anos ou mais para ficar prontas para a extração da madeira, o bambu pode ser colhido após cinco ou seis anos após o plantio.

 

Foto: Reprodução/ Sérgio Goulart arquiteto e urbanista
Foto: Reprodução/ Sérgio Goulart arquiteto e urbanista

 

Uso

Esse material aparece em móveis, objetos de decoração e até mesmo na estrutura de casas. Na China, ele é usado na construção de casas há mais de quatro mil anos. A organização chinesa International Network for Bamboo and Rattan (Inbar) estima que mais de 1 bilhão de pessoas habitam construções desse tipo em todo o mundo. Em países como Colômbia e Equador o bambu já é usado em conjuntos habitacionais populares por causa do baixo custo.