Paulo Câmara participa de evento de assinatura do contrato para o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas

 

Presidente Dilma assina contrato do metrô-Paulo CâmaraO presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, participou hoje (15), no Grand Hotel Stella Maris, do evento onde a presidente da República, Dilma Rousseff, e o governador Jaques Wagner assinaram o contrato com diretores do Grupo CCR para a construção e operacionalização do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.

De acordo com a presidente Dilma Rousseff, o investimento total para o metrô de Salvador é de quase 5 bilhões de reais. Foi assinado também o contrato entre o Governo Federal, através da Caixa Econômica Federal e o Governo do Estado da Bahia, para a construção dos corredores e vias estruturantes de Salvador, no valor de R$ 990 mil.

Rousseff destacou que “o metrô é feito de diversos equipamentos e materiais. Entretanto, para realizar uma obra de tal magnitude é importante também vontade política para estruturar o projeto. E aqui na Bahia temos estas condições através de uma parceria envolvendo os governos federal, estadual, municipal e a iniciativa privada”.

As obras do metrô de Salvador estão inclusas no PAC 2 e, segundo o ministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro, trata-se da segunda Parceria Público Privada (PPP) de Mobilidade Urbana do Governo Federal.

Já o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara, frisou que “esta é uma obra extremamente complexa e não sai do papel. Agora, vai ser concluído o Tramo 1 e será realizada a obra do Tramo 2. Precisamos de um transporte público de qualidade e assim, muitas pessoas, inclusive, vão deixar seus veículos em casa e aderir à utilização do transporte público”. Ele também ressaltou que a solução para a mobilidade urbana da cidade é o transporte integrado, com opções como o metrô, a utilização de ciclovias e os ônibus, com a ampliação dos corredores de Bus Rapid Transit (BRT).

Isenção do ISS
Sobre o projeto do Executivo Municipal que concede isenção do ISS para o metrô, que está sobrestando (travando) a pauta de votações da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara frisou que o projeto tem parecer favorável das comissões e não tem porque não votar. “A Câmara é a casa do contraditório e faz-se necessário respeitar a posição de cada vereador. Com relação a um projeto desta magnitude, que interessa a toda a cidade de Salvador, temos que deixar de lado questões partidárias e votar”, defendeu.

Também presente ao evento, o prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou que “hoje é um dia que vai mudar o futuro da nossa cidade. Pela falta de projetos de infraestrutura, Salvador vive um drama no quesito mobilidade urbana. Estes investimentos vão mudar esta história”. Ele recordou que após apenas quatro meses de sua gestão, o Governo do Estado e a Prefeitura resolveram uma “novela”, referindo-se à passagem da gestão do metrô da Prefeitura para o Governo do Estado.

Linhas
A Linha 1 do Metrô irá da Estação da Lapa até Pirajá, com extensão para a Brasilgás e Águas Claras. Já a Linha 2 fará o percurso entre o Detran e Lauro de Freitas, passando pelo Aeroporto Internacional Deputado Luiz Eduardo Magalhães.

Mobilidade urbana na Câmara
A Câmara Municipal de Salvador, em parceria com a Fundação Dom Cabral, promoveu, recentemente, um debate sobre a questão da mobilidade urbana. Na ocasião, o palestrante Lincoln Paiva abordou cidades como Medellín, na Colômbia, que promoveu soluções criativas que melhoraram substancialmente a mobilidade urbana.

 

 

Denúncias de espionagem norte-americana: o Brasil exige explicações

Vereador Paulo Câmara-Espionagem
Foto: La Bella Giornata

A soberania nacional terá sido violada se confirmada a veracidade das denúncias divulgadas pelo “Fantástico”, da Rede Globo, as quais revelam que a presidente Dilma Rousseff, seus principais assessores e a Petrobras – a maior empresa do Brasil e líder mundial na exploração em águas profundas – foram espionados pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Denúncias
Tudo começou quando o ex-técnico americano Edward Snowden, que trabalhou para a NSA, repassou os documentos sigilosos ao jornalista americano Glenn Greenwald, tornando público nos últimos meses que o governo norte-americano desenvolvera o maior programa de monitoramento em massa de comunicações de que se tem conhecimento em todo o mundo.

Dilma e Petrobras monitoradas
Na reportagem divulgada pelo “Fantástico” há uma semana, documentos secretos mostram que conversas telefônicas, e-mails e a rede de comunicação da presidente foram interceptados pela NSA.

No programa de ontem, a rede privada de computadores da Petrobras também aparece como alvo de espionagem da agência.

Em situações dessa amplitude, a crise diplomática tornou-se inevitável, o que obriga os Estados Unidos a dar explicações ao Brasil.

Explicações
Na reunião do G-20, em São Petersburgo, na Rússia, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que iria buscar informações sobre as acusações contra a NSA e que “levava a sério” as alegações de espionagem contra o Brasil, de acordo com matéria publicada na Revista Época.

No Blog do Planalto, a presidente Dilma Rousseff afirma que, após reunião com Obama na Rússia, o presidente norte-americano se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11).

 Câmara dos Deputados realiza audiência pública
A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados vai promover audiência pública com o objetivo de discutir a atuação dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores sobre as denúncias de espionagem dos Estados Unidos. O requerimento foi apresentado pelos deputados Antônio Imbassahy (BA) e Paulo Abi-Ackel (MG).

Os deputados sugerem a presença dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado. “A quebra das garantias constitucionais de inviolabilidade das comunicações dos indivíduos, de subversão das instituições governamentais por parte de empresas de comunicação atuantes no país desde o exterior e das evidentes implicações do caso para a soberania nacional, tornam indispensável e fundamental o imediato debate sobre este assunto”, argumentam os deputados.