Ultima sessão da CPI da Covid-RN conta com a presença do deputado Paulo Câmara

Convidado pelo deputado potiguar Kelps Lima, presidente da CPI da Covid-RN, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) participou, na tarde de hoje (16), da última sessão da CPI da Covid na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), quando foi lido o relatório final dos trabalhos da comissão.

Como conclusão, os deputados pediram o indiciamento de 12 pessoas, entre elas, o governador da Bahia, a governadora do Rio Grande do Norte, além de Bruno Dauster, ex-chefe da Casa Civil do governo baiano, o empresário Carlos Gabas, entre outros.

“Esse foi o papel da CPI. Parabéns, Kelps, pelo seu brilhante trabalho como presidente dessa comissão. Você, efetivamente, presta um grande serviço ao nosso país, especialmente ao povo do Nordeste”, disse Câmara em vídeo ao lado do deputado potiguar.

Paulo Câmara parabeniza a família Grassi pela primeira colocação em concurso Conilon de Qualidade

Em pronunciamento na tarde de hoje (30), no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) parabenizou a família Grassi, em nome de Werverson Grassi, pela primeira colocação no Concurso Regional Conilon de Qualidade, durante a E-agro, feira de agronegócios ocorrida no último fim de semana, em Teixeira de Freitas.

“Quero fazer um destaque especial ao sindicato rural de Itabela, na pessoa de Werverson Grassi, que obteve o 1º lugar em disputa acirrada com 21 municípios no que diz respeito ao café Conilon perante a sua qualidade. Então quero registrar nos Anais desta Casa, parabenizar a todos os envolvidos através do Sebrae, Faeb, Senar e todos os sindicatos rurais que ali se fizeram presentes, e fazer esse destaque especial à família Grassi pela sua qualidade, pela sua competência no que diz respeito ao agronegócio”, destacou Paulo Câmara.

O deputado visitou o Extremo Sul no último fim de semana e marcou presença na e-agro. “Foi uma exposição bastante proveitosa, que efetivamente fala e traz o que aquela região precisa. Hoje é uma das regiões mais promissoras do nosso estado com relação ao e-agro”, afirmou.

Em outdoors, Paulo Câmara critica educação e aumento da violência na Bahia.

Com a frase “Menos educação, mais violência. Bahia, campeã em violência e pior educação do Brasil”, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) critica o índice do estado de pior educação do Brasil e o aumento da violência no estado por meio de diversos outdoors instalados por toda a Bahia.

O parlamentar vem se posicionando sobre o tema em pronunciamentos na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e em suas redes sociais. Em um deles, o parlamentar criticou os índices do Estado da Bahia, que foi considerado o pior do país em Ensino Médio, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e também os altos índices de violência no estado.

“Contra dados não há argumentos. Se por um lado falta educação, sobra violência. A Bahia está vivendo um clima de guerra. Os elevados índices de criminalidade dão a sensação de total insegurança aos baianos. Até quando vamos viver assim?”, questionou o parlamentar.

Liberadas viatura e moto da PRF para Itapetinga com a presença do deputado Paulo Câmara e Weltmo Vieira

Na manhã de hoje (17), o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), juntamente com o comandante da Guarda Civil Municipal de Itapetinga, Weltmo Vieira, marcaram presença na Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Salvador, para participarem da liberação de uma viatura e uma moto usadas que serão destinadas à Itapetinga.

Os veículos foram liberados do pátio hoje e serão entregues ao município no próximo dia 11 de dezembro, em solenidade oficial com as presenças do deputado e do prefeito Rodrigo Hagge (MDB). No último dia 7 de junho, o deputado Paulo Câmara anunciou essa doação, fruto de uma parceria do seu mandato com a PRF em benefício da Guarda Municipal de Itapetinga.

Em vídeo publicado no dia 9 de junho, o deputado falou da reunião que consagrou essa conquista, quando se reuniu com o superintendente da PRF, Virgílio Tourinho, e com o chefe de gabinete, Sérgio Freitas. “Além da viatura e da moto, também conseguimos viabilizar um convênio de cooperação técnica para treinar e capacitar toda a Guarda Municipal de Itapetinga, além da instalação de câmeras na BR 415, que corta o município, para dar mais segurança à população. É uma conquista para a população itapetiguense, uma demanda antiga, que agora através do nosso mandato, em parceria com o prefeito Rodrigo Hagge, nós conseguimos”, comemorou Paulo Câmara.

“Acho inadmissível o governo estar há seis anos sem dar aumento”, diz Paulo Câmara

Por Jefferson Beltrão
Foto: Felipe Iruatã / Ag. A TARDE

Ser deputado da base não é ser subserviente. O recado é do deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), para quem os governistas se calam diante do “escândalo produzido pelo governo da Bahia” durante a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste. “Quanto custa esse silêncio?”, indaga. Nesta entrevista, também transmitida pela TV Alba (canal aberto 12.2 e 16 na Net), Câmara defende a “responsabilidade” do governo pelo aumento dos combustíveis, fala de seus projetos e faz uma crítica ao PSDB. “O partido perdeu muito nos últimos anos”.

A Assembleia Legislativa aprovou este ano dois projetos de sua autoria sobre transtornos de aprendizagem e dislexia. Qual o significado dessa conquista?

Esses projetos passaram a dar mais sentido ao meu mandato. Eu era um leigo no assunto. Quando fui procurado pela DislexBahia [Associação Baiana de Dislexia], descobri que quase 18 milhões de brasileiros são disléxicos. Na Bahia, de cinco a 17% da população. Com esses projetos, que são a [instituição da] Semana Estadual de Conscientização e Informação sobre a Dislexia e Transtornos de Aprendizagem e a adoção do laço azul e amarelo nos eventos relacionados ao tema, foi pra gente fazer uma pauta pública. E falta o quê? Treinar, capacitar e habilitar os professores e diretores das escolas a fazer o diagnóstico e o encaminhamento. Uma criança de sete anos que não sabe ler é porque tem dificuldade de compreender as letras. Mas são pessoas tão inteligentes ou mais do que nós.

É de sua autoria uma indicação ao governador Rui Costa para que se inclua na Lei Orçamentária Anual a previsão de recomposição inflacionária de 44%, calculada desde 2015, para os servidores públicos estaduais. Tem clima para aprovação?

E muito. O governo tem um caixa de quase R$ 5 bilhões. O índice da folha de pessoal é de 38%, bem abaixo do limite prudencial. O governo pode fazer o planejamento. O que acho inadmissível é o governo estar há seis anos sem nenhum aumento ou recomposição salarial. Que divida, dilua, mas comece a fazer. O Supremo Tribunal Federal decidiu que o Estado é competente para dizer se irá ou não fazer a recomposição. E se ele entender que não deve fazer, precisa informar na Lei Orçamentária Anual. Nas últimas seis leis, inclusive na que está na Casa neste momento, o governo não deu nenhuma justificativa, descumprindo até a decisão do STF.

O senhor tem pedido esclarecimentos ao governo sobre a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste que, na sua avaliação, resultou em prejuízo de R$ 100 milhões para os estados que participaram do processo. O que há de novidade no caso?

Não é questão de novidade. O que vejo é o silêncio ensurdecedor por parte do governo. Essa ação foi feita aqui. O [ex-]secretário Bruno Dauster, que era o braço direito e o esquerdo do governador, foi o responsável por tocar esse projeto. Bruno Dauster se envolveu numa coisa que não era da sua competência. Ele era o chefe da Casa Civil. A Cristiana Prestes, empresária envolvida na denúncia, disse à polícia que o secretário quis estuprar o Estado, majorar o preço de 22 mil para 35 mil dólares. E quem foi o servidor do Estado que fez a nota técnica habilitando como séria e idôneaa empresa [Hempcare, que deixou de entregar respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste]? Quem foi o servidor público que adulterou o parecer da Procuradoria-Geral do Estado? Eu quero esclarecimentos. O que temos é o silêncio desta Casa, como se fosse um anexo do governo. Ser deputado da base não é ser subserviente. Espero agora que, com o processo na mão do Ministério Público Federal, do Superior Tribunal de Justiça e a investigação da Polícia Federal, os culpados possam ser punidos.

Qual a dificuldade para discutir mais o assunto?

Para um requerimento de [criação de uma] CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] são necessárias 21 assinaturas. A oposição é composta por 16 deputados. Depende do conjunto dos deputados. Eu respeito e compreendo a posição de todos, mas se calar diante de um escândalo que foi produzido no governo da Bahia, isso não. Não dizer porque foram pagos R$ 100 milhões antecipados sem [receber] nenhum tipo de material, isso é irresponsabilidade. Quanto custa esse silêncio? O [ex-]secretário até hoje recebe quase R$ 13 mil da Bahiagás como conselheiro. Por que isso? E o silêncio é o que recebo do governo.

O senhor insiste em responsabilizar o governo estadual pelo aumento do preço dos combustíveis na Bahia, mesmo sendo contestado por deputados da situação. Com base em que defende essa posição?

Com base em dados, números e no Diário Oficial da União. Querer colocar a responsabilidade só no governo federal é uma irresponsabilidade do governo da Bahia. O governo federal e a Petrobras têm responsabilidade pelo aumento da gasolina, mas o governo da Bahia também. E provei com dados. Através do Confaz, Conselho Nacional de Política Fazendária, as secretarias da Fazenda se reúnem quinzenalmente e o preço médio ao consumidor final, que se chama preço de pauta, é determinado pelo estado que solicita. A gasolina era R$ 4,40 em janeiro de 2021. Em julho, R$ 6,06, a pedido da Secretaria da Fazendo da Bahia. Um aumento de 37% na base de cálculo do ICMS. O que o governo tenta dizer? Que não mexeu na alíquota, travada em 27%. Mas mexe no cálculo da base do ICMS. A Bahia, através da Secretaria da Fazenda, também é responsável por essa gasolina. Provei, apresentei os dados, e o que fizeram? Tentaram desconstruir a minha narrativa sem apontar os documentos que foram apresentados. Então, quem é o grande fakenews? Esse governo da propaganda enganosa.

O senhor tem sido um crítico do governo também em relação aos critérios adotados para a volta das aulas na rede estadual de ensino. O que faltou para que a volta se desse com mais agilidade?

Competência. Você acha que fico feliz em saber que a Bahia é o pior estado em educação? É um demérito. A Bahia ficou um ano e quatro meses sem um dia de aula. E você não vê ninguém falando? Porque o secretário da Educação é amigo pessoal do governo? Não se pode misturar educação com amizade. Tem que tratar com competência. Quero saber quem vai reparar esse prejuízo. É um desrespeito à Bahia e uma incongruência. Enquanto a Bahia é o pior estado em educação, é o campeão no índice de homicídios. Assim não dá.

O senhor faz uma série de críticas, mas existem ações do governo com as quais se vê alinhado?

Críticas construtivas. Jamais coloquei meu mandato pra fazer politicagem, nem pra obstruir o que seria coerente com minha vida pública. O governo tem acertos. Quando mandou a reforma da Previdência, fui o único deputado a subir pra defender. Quando do empréstimo de R$ 500 milhões para a Embasa, que estava saneada, tinha liquidez e podia captar o recurso para investimentos na Bahia, contou com o meu apoio. Projetos que são importantes para a Bahia têm o meu apoio irrestrito. Eu dei a sugestão, inclusive, ao vice-governador João Leão: quantos ativos o governo tem que podem ser leiloados para captar recursos? Tudo que for matéria de gestão e for importante terá o meu apoio. Não é porque sou contra o PT que não irei votar a favor.

O PSDB e o deputado Paulo Câmara já decidiram qual nome vão apoiar na corrida ao Palácio de Ondina em 2022?

Estou ao lado do pré-candidato ACM Neto. Um jovem que pode trazer resultados para o estado, porque precisamos resgatar a autoestima dos baianos. O atual governo tem acertos mas muito mais defeitos. Os índices da educação e da violência são os piores. Temos o maior número de desempregados do Brasil. O que esse governo fez pelo turismo? A Bahia virou a porta de entrada para o tráfico. E você vê o secretário da Segurança Pública dizer que o policial morre porque tem muito policial na rua. Que é bom trazer impostos para o narcotráfico. Nunca vi isso na minha vida. A Bahia precisa avançar muito mais.

O apoio a ACM Neto chega ao ponto de pleitear uma vaga na chapa?

Será uma decisão da executiva estadual. Envergadura moral e bons nomes nós temos. O ex-prefeito de Mata de São João, João Alberto; o deputado federal Adolfo Viana, o [deputado estadual] Tiago Correia, que, inclusive, já trabalhou com ACM Neto na Limpurb. Nomes qualificados e preparados. Se o ex-prefeito assim entender, temos bons nomes para apresentar.

O PSDB oficializou quatro pré-candidatos à presidência para disputar as prévias do partido: os governadores João Doria e Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. O PSDB caminha para um racha?

O partido está fazendo uma limpeza interna. Não é retirada de deputados ou senadores. É a gente se autoconhecer. O PSDB perdeu muito nos últimos anos. Era o partido da credibilidade, da ascensão. Mas em 2018 tivemos o pior resultado. E esse debate interno tem que ser feito para que possamos conseguir um objetivo comum. A roupa suja tem que ser lavada. Se haverá um racha? Espero que não.

Por que o PSDB chegou a essa situação?

Por falta de posicionamento. O PSDB se perdeu um pouco de 2014 pra cá, por não compreender o que o seu eleitorado queria, por ter posições contrárias ao que sempre pregou. Agora, precisa colocar a sandália da humildade, ver os erros que foram cometidos e fazer a depuração interna. Voltar ao PSDB que tinha respeito e credibilidade. E as prévias são a melhor forma de você realmente depurar o partido e ver quem pode chegar lá.

Enquanto o PSDB procura definir um candidato à presidência, ACM Neto dá sinais de que deve apoiar um candidato próprio. É uma incoerência, na medida em que ele terá o apoio do PSDB para o governo do estado?

Depende. O futuro a Deus pertence. Se o [candidato a] presidente for o Dória, o Eduardo Leite, o Arthur Virgílio, por que não pode ser o candidato de ACM Neto? Hoje pode não ser bom para ele, mas a política é dinâmica. Como vamos chegar ao final do ano? Tanta confusão nacional, fusões e migrações partidárias. Esse estágio é para ser debatido. Ainda não é hora de definir quem será o meu candidato a presidente. Mas se o PSDB tiver um candidato, tenho certeza que será um bom nome para o Brasil.

Os presidenciáveis tucanos não apresentam bom desempenho nas pesquisas de intenção de voto. O que é preciso para uma virada de chave?

Tem que ter o convencimento. Se os candidatos têm rejeição, compete a eles convencer o eleitor. Eu sempre fiz essa crítica ao partido. Não adianta dizer que quer ser candidato se não diminuir a rejeição. A sigla hoje não ficou muito desejável. Então, com as prévias, dever de casa do PSDB: convencer a população de que é o partido de outrora. Se vai conseguir, aí é outra história.

Entrevista publicada no Jornal A Tarde

Consórcio Nordeste foi um esquema montado para desviar dinheiro público.

Em live realizada na noite de ontem (3) com o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), o deputado do Rio Grande do Norte Kelps Lima (Solidariedade), presidente da CPI da Covid/RN, revelou, a partir de documentos sigilosos obtidos pela comissão, que a compra malsucedida dos respiradores pelo Consórcio Nordeste foi um esquema montado para desviar dinheiro público.

“Nos dois primeiros meses da CPI, coletamos documentos e tivemos acesso a dados sigilosos que nem a CPI do Senado conseguiu. E veio a grande surpresa. A gente já sabia do escândalo do Consórcio Nordeste, era público e notório, pois já havia confissões e matérias na imprensa, mas é muito pior do que o que já foi noticiado até agora. Desde o início foi um esquema criminoso. E para nossa tristeza, muito mais ainda do povo baiano, com a participação de agentes públicos da Bahia, que serão revelados até o final da CPI. A compra dos respiradores não foi uma mera compra malsucedida. Ela foi uma operação feita para desviar dinheiro público”, afirmou Kelps.

Segundo ele, o governador Rui Costa será convocado para depor na CPI como presidente do Consórcio e ordenador de despesas do Rio Grande do Norte. “Já há elementos para convocá-lo, estamos vendo só se ele vem como testemunha ou investigado com base na documentação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Hoje (4), a CPI vai ouvir novos agentes baianos, incluindo Bruno Dauster. “Amanhã (hoje) isso vai ficar um pouco mais claro, com agentes públicos e privados da Bahia. Uma parte dessa compra foi operada dentro do Governo da Bahia e, infelizmente e para a tristeza do povo baiano, essa fraude se deu aí no Estado da Bahia”, complementou o deputado potiguar. A previsão é que os trabalhos da comissão se encerrem no dia 16 de dezembro, cujo relatório final será enviado para todas as Casas Legislativas do Nordeste e também ao Congresso Nacional.

Kelps contou que desde o início da pandemia um grupo de deputados da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) passou a acompanhar as compras do Governo do seu estado. “Para quem conhece de administração pública e de como a corrupção funciona a pandemia foi um grande shopping center para bandido de dinheiro público. Porque ela preenchia todos os elementos que quem desvia dinheiro púbico adora: você tinha um estado de calamidade, tinha compra sem licitação e tinha os estados e municípios abarrotados de dinheiro para a saúde”, disse.

Ele revelou com detalhes como seria a divisão do valor arrecadado pelos nove estados. “É público e notório que o diretor do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, pediu à dona da Hempcare que mais de quatro milhões do dinheiro arrecadado do povo nordestino fosse doado para a cidade de Araraquara (SP). O prefeito do município, Edinho do PT, publica o extrato da doação no Diário Oficial, que inclusive eu tenho a cópia da publicação. O Consórcio Nordeste, dirigido pelo governador Rui Costa e por Carlos Gabas, arrecadou 48,7 milhões dos estados nordestinos, e todos pagaram de forma adiantada. E por que escolheram essa empresa? Porque era uma mera intermediária de propina. Eles iam pagar a essa empresa, como de fato pagaram, ela ia dividir o dinheiro da propina e o resto ela ia comprar respiradores, sendo que 24 milhões seriam dos equipamentos e a outra metade do dinheiro seria para distribuição, inclusive para agentes públicos do governo baiano, além de empresários e sócio do irmão do chefe da Caca Civil do governo baiano ”, contou Kelps.

Para conseguir montar a CPI mesmo como minoria na Casa Legislativa potiguar, a oposição, composta por 10 dos 24 deputados estaduais, usou de uma estratégia no cálculo regimental na virada do semestre, quando há revezamento entre deputados, de modo que o Governo não tivesse maioria no colegiado de líderes. “Quando esse momento se configurou, nós apresentamos o requerimento da CPI, o governo obviamente operou para que não saísse, teve briga na Justiça, mas o Poder Judiciário aqui foi muito correto e assim conseguimos instalar a CPI com esse grupo que é independente tendo maioria”, contou Kelps, que foi escolhido por unanimidade pelos 10 deputados oposicionistas, sendo três do seu partido Solidariedade, como presidente da comissão especial.

Segundo ele, as condições técnicas deveriam prevalecer sobre os trabalhos da CPI para que o colegiado não caísse em descrédito e não pairassem dúvidas sobre os trabalhos da comissão. Para isso, foram determinados critérios para a condução dos trabalhos. “Primeiro, não fazer pré-julgamentos. A gente não poderia escolher um alvo e construir a CPI para destruir esse alvo. A gente tinha que fazer uma CPI séria, limpa e em cima de processos objetivos, de compras e, a partir dos fatos, a gente chegaria às pessoas. Segundo, a gente teria que ter coragem de inocentar quem não tivesse culpa, mesmo que fosse um adversário político e, terceiro, a gente tinha que ter coragem de indiciar quem fosse culpado, mesmo que fosse um aliado. Preenchidas essas condições começamos os trabalhos”, contou.

“O que chama atenção aqui na Bahia é o silêncio ensurdecedor por parte do governo. Por que o Bruno Dauster e não Gabas para tratar dessa operação? Um agente púbico central aqui do governo, que pediu exoneração e continua com influência no governo. É triste ver uma ação política dessa, sendo que esse dinheiro poderia ter salvado vidas. Ainda bem que temos essa chama acesa aí no Rio Grande do Norte e não vamos deixá-la se apagar”, comentou Câmara.

“O que era o básico que os governadores deveriam fazer? Substituição da gestão do consórcio ou retirada dos estados desse colegiado. Os nove governadores do Nordeste são, no mínimo, coniventes com o que aconteceu. E por que são? Porque a documentação sigilosa que eu tenho acesso os governadores também têm. E nelas indicam claramente que foi uma operação para roubar dinheiro publico”, cravou Kelps.

Câmara sugere instalação de corredores elétricos automotivos nas BRs 101 e 116

O deputado Paulo Câmara (PSDB) sugeriu ao governador Rui Costa (PT) que o Estado estabeleça convênio com as concessionárias detentoras do uso das rodovias do estado, para que sejam instalados os corredores elétricos automotivos baianos, nas BRs 101 e 116. Na indicação, protocolada na Casa Legislativa, o parlamentar propõe que se condicione as novas concessões à instalação dos equipamentos para abastecimento elétrico automotivo.

Na justificativa do documento, Câmara destacou a rodovia do agronegócio também na área tecnológica, e colocou como exemplo a Concessionária Rota do Oeste, que administra a BR-163 em Mato Grosso, primeira concessão rodoviária do Brasil a implantar autonomia de abastecimento para veículos elétricos nos 855 quilômetros concedidos – de Itiquira a Sinop – transformando-se no único corredor com capacidade para abastecimento elétrico do Centro-Oeste.

“Ao todo, a empresa instalou seis postos em suas bases de atendimento às margens da rodovia, possibilitando aos proprietários de veículos elétricos percorrerem aproximadamente 1.200 quilômetros somente com o abastecimento disponibilizado no trecho sob concessão. As bases também abrigam veículos como ambulâncias e guinchos de apoio aos motoristas da BR-163 e contam com água, banheiro e sala de espera”, explicou.

O deputado somou o apoio da Associação Brasileira dos Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (Abravei), que considera um passo importante para a infraestrutura nacional e exemplo para que outras empresas adotem a tecnologia e fomentem a mobilidade elétrica no país. Dados divulgados pelo presidente da associação, Rogério Markiewicz, dão conta de que, em todo o Brasil, são cadastrados em torno de 35 mil veículos eletrificados, considerando os três modelos: 100% elétrico, híbrido plug-in e o híbrido simples. Considerando apenas os veículos movidos exclusivamente por energia elétrica são aproximadamente 3,5 mil unidades, de um universo de 45 milhões de veículos na atual frota licenciada no país.

“Por isso, em face aos valores de sustentabilidade e irreversível futuro com veículos elétricos, peço apoio dos meus pares para a aprovação dessa indicação e sensibilidade do Executivo Estadual para a instalação dos corredores elétricos automotivos”, demandou.

“O que o governo do estado tem feito para aliviar o bolso dos baianos?”, questiona Paulo Câmara após MG manter alíquota de ICMS do diesel

Após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciar na manhã de hoje (25) que vai manter a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel congelado no estado, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) voltou a questionar o governo baiano sobre quais medidas serão tomadas na Bahia.

“No mês passado, acompanhamos o anúncio feito pelo governador Eduardo Leite (PSDB) sobre a redução do ICMS de combustíveis no Rio Grande do Sul, de 30% para 25%, e hoje temos a notícia de que Minas Gerais vai manter a alíquota do diesel no estado. Nesse sentido, faço a pergunta: o que o governo do estado tem feito para aliviar o bolso dos baianos?”, questionou Câmara.

“Estamos vivendo um momento de crise no país, o que exige bom senso dos governantes. Volto a repetir, a Bahia precisa dar a sua contribuição”, frisou o deputado.

Posicionamentos
Através de vídeos em suas redes sociais, Paulo Câmara vem responsabilizando o governo do estado pelo aumento nos preços dos combustíveis, que já acumulam alta de mais de 37% desde janeiro deste ano. O deputado explica que os preços dos combustíveis são definidos em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que é presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com a participação dos secretários estaduais da Fazenda, na Bahia, através do secretário Manoel Vitório.

Paulo Câmara pede bom senso após fala de Rui Costa sobre a não redução do ICMS de combustíveis

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) respondeu às declarações do governador Rui Costa (PT) após o chefe do Executivo estadual declarar, na manhã de hoje (27), que “não é dado à demagogia”, em referência à redução do ICMS de combustíveis no Rio Grande do Sul, de 30% para 25%, anunciada pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

“Este momento de crise pelo qual passa o nosso país exige bom senso dos governantes e a Bahia precisa dar a sua contribuição. Medidas como essa que aliviam o bolso do consumidor só são possíveis quando o Estado está arrumado, com a retomada da arrecadação, tomando medidas de contenção de gastos, com necessárias reformas, o que demonstra que a Bahia precisa avançar nesse quesito”, afirmou Câmara.

Através de vídeos em suas redes sociais, o deputado vem responsabilizando o governo do estado pelo aumento nos preços dos combustíveis, que já acumulam alta de mais de quase 37% desde janeiro deste ano. Paulo Câmara explica que os preços dos combustíveis são definidos em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que é presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com a participação dos secretários estaduais da Fazenda, na Bahia, através do secretário Manoel Vitório.